Europa Press/Contacto/Kai River Kanzer
Estados Unidos eliminam uma Bósnia resistente
Os coanfitriões, apesar de terminarem com um jogador a menos devido à expulsão de Balogun, venceram por 2 a 0 e avançaram para as oitavas de final
MADRID, 2 jul. (EUROPA PRESS) -
A seleção masculina de futebol dos Estados Unidos venceu nesta quinta-feira — de madrugada na Espanha — por 2 a 0 a seleção da Bósnia e Herzegovina nas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA 2026, que está sendo disputada justamente nos EUA e também no México e no Canadá, e onde os co-anfitriões demonstraram garra ao superar mais uma fase.
No Levi’s Stadium, em Santa Clara (Califórnia), a disputa inicial pela posse de bola se manteve até os 10', quando surgiu a primeira chance após um passe muito longo do goleiro bósnio Nikola Vasilj, que Edin Dzeko controlou antes de passar para Ermedin Demirovic, cujo chute de direita foi defendido na altura do peito pelo outro goleiro, um Matt Freese bastante atento.
Na verdade, na cobrança desse mesmo escanteio, Freese evitou um gol olímpico de Kerim Alajbegovic. A resposta dos Estados Unidos veio, após outra jogada de bola parada aos 15 minutos, com uma investida de Weston McKennie pela lateral direita até chegar à linha de fundo; ele cruzou rasteiro e Folarin Balogun, dentro da área adversária, chutou mal com o pé direito.
Pouco depois, McKennie voltou a avançar pelo espaço na lateral direita e fez outro cruzamento, que Vasilj desviou quando Antonee Robinson entrava com tudo para cabecear. Já estava claro o domínio dos comandados de Mauricio Pochettino, o que se confirmou ao retornar do primeiro intervalo para hidratação com duas jogadas que tiveram Balogun como protagonista.
Na primeira, ao receber um passe em profundidade de Christian Pulisic, ele entrou na área adversária, driblou Amar Dedic com uma finta e pediu pênalti após cair no chão por causa de um leve toque do zagueiro, mas o árbitro brasileiro Raphael Claus não viu nada passível de penalidade e o VAR também não considerou a falta.
A outra oportunidade de Balogun ocorreu aos 31 minutos e foi muito mais perigosa, a ponto de resultar em um gol anulado; a pressão alta dos EUA deu frutos: roubaram a bola, McKennie deu um passe alto para seu companheiro, que fez um corte e finalizou com um chute de esquerda certeiro rente à trave, mas o gol acabou sendo anulado porque ele estava em posição de impedimento.
A seleção comandada por Sergej Barbarez estava cada vez pior, o que ficou evidente em uma investida de Pulisic pela lateral esquerda da área, sem ninguém para receber seu cruzamento posterior, e depois no 1 a 0 marcado por Balogun com um pouco de sorte e alguma colaboração da desatenta defesa bósnia.
Seu goleiro lançou a bola para longe, gerando um contra-ataque, e Malik Tillman deu um passe rasteiro e perigoso; Stjepan Radeljic desviou a bola, que ainda tocou em seu companheiro Tarik Muharemovic e ficou perto do jogador local com a camisa 20, que rapidamente se posicionou para mandar um chute forte de esquerda entre as pernas de Vasilj, que havia saído um pouco desesperadamente.
Nos longos acréscimos, McKennie cruzou a bola para o segundo poste, Sergiño Dest desviou de cabeça para a pequena área bósnia e Balogun mandou seu chute forçado na trave. Ao retornarem dos vestiários, os “Dragões” balcânicos se acalmaram, mas receberam a má notícia da lesão precoce de seu capitão Dzeko no quadríceps direito.
LESÃO DE DZEKO
Barbarez aproveitou para fazer essa substituição, juntamente com outras duas, em busca de soluções. O cartão vermelho direto para Balogun contribuiu para esse objetivo, por ter pisado e torcido o tornozelo direito de Muharemovic — sem aparente intencionalidade na jogada, mas com risco tão grande de lesão que o VAR alertou Claus, que determinou a expulsão do artilheiro.
Apesar da superioridade numérica, a Bósnia teve muita dificuldade para criar jogadas de ataque e chegou a passar por um susto aos 78', quando Tillman e McKennie combinaram-se em jogadas engenhosas que culminaram no gol de Pulisic em corrida, mas o lance foi anulado por ele ter chutado em posição de impedimento.
E aos 82' veio o golpe final para a Bósnia, já que Dest conseguiu uma falta na entrada da área adversária e Tillman converteu a cobrança direta com um chute de direita por cima da barreira, deixando Vasilj sem tempo para tentar a defesa em uma jogada extremamente complicada. “Poche” fez então suas primeiras substituições, reforçando a defesa para o tempo adicional.
O jovem meia Alajbegovic, talentoso e com estilo à la Guadián, apareceu várias vezes no canto esquerdo da área dos Estados Unidos; primeiro cruzando, mas sem encontrar companheiros para cabecear, e depois chutando ele mesmo, com um chute de direita no segundo poste que passou por pouco. Ermin Mahmic também não acertou nos acréscimos, com dois chutes rasteiros para cada lado.
A casa habitual dos San Francisco 49ers pressionou no final da partida, os comandados de “Poche” fecharam bem os espaços na defesa e o tempo se esgotou sem percalços, para a alegria dos EUA, cujo desempenho nesta Copa do Mundo vem sendo destacado; nas oitavas de final, enfrentará a Bélgica, com o objetivo de continuar vencendo e se colocar entre os grandes.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: ESTADOS UNIDOS, 2 - BÓSNIA E HERZEGOVINA, 0 (1 a 0, no intervalo).
--ESCALAÇÕES.
ESTADOS UNIDOS: Freese; Freeman, Richards, Ream, Robinson; Adams, Tillman; Dest (Berhalter, min. 87), McKennie (Reyna, min. 90+5), Pulisic (Pepi, min. 88); e Balogun.
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Vasilj; Katic (Memic, min. 75), Radeljic, Muharemovic; Dedic, Gigovic (Bajraktarevic, min. 51), Sunjic (Tahirovic, min. 51), Kolasinac (Tabakovic, min. 75); Alajbegovic; Demirovic e Dzeko (Mahmic, min. 51).
--GOLS:
1 a 0, min. 45: Balogun.
2 a 0, min. 82: Tillman.
--ÁRBITRO: Raphael Claus (BRA). Mostrou cartão amarelo para Radeljic (80º min.) pela Bósnia e Herzegovina e expulsou com cartão vermelho direto Balogun (64º min.) pelos Estados Unidos.
--ESTÁDIO: Levi’s Stadium, 68.827 espectadores.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático