Publicado 10/07/2026 18:42

Resumo do jogo Espanha x Bélgica: 2 a 1

Merino manda os Diabos para o inferno

Um novo gol do jogador de Navarra elimina a Bélgica (2 a 1) e garante à Espanha sua segunda semifinal em uma Copa do Mundo, onde enfrentará a França

10 de julho de 2026, EUA, Inglewood: O espanhol Mikel Merino (à esquerda) comemora ao marcar o segundo gol de sua equipe durante a partida das quartas de final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Bélgica, no Los Angeles Stadium. Foto: Dirk Waem/
Dirk Waem/Belga/dpa

Merino manda os Diabos para o inferno

Um novo gol do jogador de Navarra elimina a Bélgica (2 a 1) e garante à Espanha sua segunda semifinal em uma Copa do Mundo, onde enfrentará a França

MADRID, 10 (EUROPA PRESS)

A seleção espanhola garantiu nesta sexta-feira sua vaga nas semifinais da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá após vencer a Bélgica por 2 a 1 em uma partida agitada das quartas de final, graças a mais um gol “in extremis” de Mikel Merino, que mais uma vez se transformou em herói para levar a “Roja” à segunda semifinal de Copa do Mundo de sua história, onde enfrentará a França.

Mais uma vez, Mikel Merino, nos últimos instantes da partida, marcou o gol da vitória, garantindo que a Espanha avançasse para a segunda semifinal de sua história em uma Copa do Mundo. Assim como há 16 anos na África do Sul contra o Paraguai, a partida das quartas de final, desta vez contra a Bélgica, foi repleta de tensão. Apesar do domínio futebolístico dos comandados de Luis de la Fuente, um gol de Charles De Ketelaere, na única jogada perigosa da Bélgica, empatou antes do intervalo o gol de Fabián Ruiz.

A Espanha enfrenta, assim, a França no próximo dia 14 de julho, feriado nacional dos franceses, por uma vaga na final. E faz isso após conquistar sua quinta vitória no torneio e completar sua 37ª partida oficial sem conhecer a derrota. Além disso, a “Roja” fechou assim uma conta histórica com as quartas de final e a Bélgica, já que os “diabos vermelhos” eliminaram a seleção espanhola nesta mesma fase no México 86’. Essas quartas de final deixaram de ser amaldiçoadas, já que esta é a sétima vez consecutiva que a Espanha supera essa fase.

O único ponto negativo da partida foi o fim da sequência de invencibilidade de Unai Simón nas Copas do Mundo, que ficou em 650 minutos. Um gol da Bélgica que também representou o primeiro sofrido pela seleção espanhola no torneio, embora a Espanha continue sendo a equipe que menos gols sofreu (1) e que menos chutes a gol sofreu (8).

A prévia da partida foi marcada por mudanças nas duas escalações. Pela Espanha, Luis de la Fuente optou por Fabián Ruiz no lugar de Pedri González, enquanto na seleção belga Kevin De Bruyne e Jeremi Doku voltariam à escalação no lugar dos lesionados Onana e Lodi Lukebakio. Além disso, durante o aquecimento, Youri Tielemans sentiu dores, obrigando Rudi Garcia a fazer outra alteração com a entrada de Hans Vanaken na dupla de volantes ao lado de Nicolas Raskin.

O início da Espanha foi positivo, com seu habitual controle de bola e velocidade na circulação. Por sua vez, a Bélgica não se mostrava disposta a pressionar, e seu plano de jogo estava claramente voltado para o contra-ataque. No entanto, os primeiros chutes a gol demoraram a surgir na partida, sendo que um chute de Lamine Yamal da linha da grande área, que saiu desviado, foi a chance mais clara antes do intervalo para hidratação.

E no primeiro ataque da “Roja” após o intervalo, Lamine e Pedro Porro criaram uma jogada pela lateral direita que culminou em um chute rasteiro de Dani Olmo, defendido por Thibaut Courtois. Mas, no rebote, Fabián mandou a bola para o fundo da rede, colocando a Espanha na frente no placar. As substituições de Luis de la Fuente voltaram a dar certo, e ele comemorou o gol de sua única novidade no time titular em relação à partida contra Portugal.

O gol deu confiança a Lamine, que quase marcou o segundo em uma cobrança de falta direta defendida por Courtois. O ponta do FC Barcelona estava vivendo seus melhores momentos no torneio, chegando perto de marcar após mais uma grande jogada individual. Mas o que se seguiu foi o empate da Bélgica em seu primeiro chute a gol, com uma cabeçada de De Ketelaere, que ganhou a posição de Pau Cubarsí, após cruzamento de Timothy Castagne.

E a partida chegou ao intervalo com maior domínio espanhol, mas com o placar empatado. Após o reinício, o plano de jogo continuaria o mesmo, embora Doku e Trossard trocassem de lado. E, apesar de a atuação da Espanha não ter sido ruim, De la Fuente faria as primeiras substituições na partida, colocando Pedri e Ferran Torres em campo no lugar de Fabián e Baena.

Rudi García respondeu a essas substituições colocando Romelu Lukaku, Axel Witsel e Roberto Seys no lugar de Trossard, De Cuyper e o artilheiro De Ketelaere. E, após essas substituições, surgiram duas chances consecutivas para a Espanha, criadas por Lamine e Mikel Oyarzabal, ambas neutralizadas por Courtois. O goleiro belga sentiu dores na perna esquerda após essas jogadas e, embora inicialmente resistisse a sair de campo, acabou fazendo isso, dando lugar a Senne Lammens.

A partida entrou em um ritmo mais monótono, no qual os belgas se sentiam mais à vontade na defesa, e De la Fuente quis agitar o jogo com a entrada de Nico Williams, que voltava ao torneio após a lesão sofrida contra o Uruguai, substituindo Oyarzabal.

A partida entrava em minutos decisivos e De la Fuente também recorreu ao seu jogador-chave, Mikel Merino. E em uma das inúmeras tentativas da campeã europeia contra a defesa baixíssima da Bélgica, Pau Cubarsí chutou de longa distância contra Lemmens, que não conseguiu segurar a bola e deixou um rebote extremamente perigoso. Foi aí que o mais esperto da turma, Mikel Merino, voltou a aparecer para mandar a bola para o fundo da rede e colocar a Espanha em sua segunda semifinal mundialista, faltando dois minutos para os 90'. Tudo isso em apenas 115 segundos em campo.

A Bélgica estava contra as cordas e se lançaria desesperadamente para conseguir um empate agônico que levasse a partida para a prorrogação. Mas a defesa espanhola, com o altíssimo nível que vem caracterizando-a ao longo de toda a competição, resistiu às últimas tentativas da seleção de Rudi García. Assim, aos 97 minutos de jogo, Michael Oliver apitou o fim da partida, confirmando a classificação da Espanha para a segunda semifinal da Copa do Mundo de sua história.

FICHA TÉCNICA.

--RESULTADO: ESPANHA, 2 - BÉLGICA, 1. (1 a 1, no intervalo).

--ESCALAÇÕES:

ESPANHA: Unai Simón; Porro, Cubarsí, Laporte, Cucurella; Rodri, Fabián (Pedri, min. 55); Yamal, Olmo (Merino, min. 86), Baena (Ferran, min. 55); e Oyarzabal (Nico Williams, min. 79).

BÉLGICA: Courtois (Lammens, min. 71); Castagne, Ngoy, Mechele, De Cuyper (Seys, min. 60); Raskin, Vanaken; Doku, De Bruyne (Saelemaekers, min. 85), Trossard (Witsel, min. 60); e De Ketelaere (Lukaku, min. 60).

--GOLS:

1 a 0, aos 30, Fabián.

1 a 1, aos 41, De Ketelaere.

2 a 1, aos 88, Merino.

--ÁRBITRO: Michael Oliver (ING). Mostrou cartão amarelo para Cubarsí (min. 43) e Laporte (min. 90+3) pela Espanha, e para De Bruyne (min. 85) e Witsel (min. 90+5) pela Bélgica.

--ESTÁDIO: SoFi Stadium, em Los Angeles (Estados Unidos). 70.492 espectadores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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