O Atlético se despede sem brilho nas semifinais
Saka garantiu a vitória (1 a 0) no Emirates Stadium e levou o Arsenal à final do campeonato
MADRID, 5 (EUROPA PRESS)
O Atlético de Madrid foi eliminado nesta terça-feira da Liga dos Campeões 2025-26 devido à derrota por 1 a 0 na visita ao Arsenal FC pela partida de volta das semifinais, com os londrinos confirmando o 1 a 1 do jogo de ida no Riyadh Air Metropolitano, ficando assim o torneio sem representação de times espanhóis.
Embora os anfitriões tenham dominado desde o início desta partida no Emirates Stadium, eles levaram um susto aos 7 minutos após um ataque lançado por Antoine Griezmann e conduzido por Giuliano Simeone pela lateral direita até cruzar rasteiro para o centro da área, com um fraco chute de Julián Álvarez. A resposta quase imediata foi um chute alto de Riccardo Calafiori.
Sem demora, os comandados de Diego Pablo Simeone chegaram perto do gol de David Raya após uma jogada entre Giuliano e o “Araña” Álvarez, com um passe em profundidade para Griezmann, embora a defesa local tenha desarmado seu cruzamento rasteiro que trazia perigo. A pressão do Atlético era alta e Mikel Arteta já demonstrava certo nervosismo no banco londrino.
Para se livrar dessa sensação, Viktor Gyökeres venceu Robin Le Normand em um duelo aéreo e forçou um escanteio do nada, mal defendido pelos visitantes, mas Bukayo Saka chutou de esquerda ainda pior. O Arsenal, com esse lance, voltou a dominar e criou perigo aos 19', após um passe em profundidade de Ben White para que Saka criasse uma jogada pelas costas de Matteo Ruggeri.
Lá, o '7' da casa avançou até quase a linha de fundo e seu cruzamento rasteiro não encontrou companheiro para finalizar; a jogada continuou e Gabriel Magalhães finalizou com um chute de esquerda de longe, excessivamente cruzado. A chuva começou a cair e o Arsenal se animou com uma arrancada de Declan Rice pela lateral esquerda, provocando outro escanteio comemorado pela torcida como se fosse um gol.
Na cobrança dessa jogada, Myles Lewis-Skelly encontrou espaço para entrar na área adversária e cruzar rasteiro, levando a bola de forma ameaçadora, mas ninguém finalizou. Em pleno ritmo de oscilações, Marcos Llorente, aos trinta minutos, fez uma arrancada característica pela direita, com um cruzamento posterior que Ademola Lookman não conseguiu antecipar. Apesar disso, Llorente insistiu pouco depois.
Sua combinação com Marc Pubill naquele lado era a preferência para os planos ofensivos, apoiados em Álvarez ou Griezmann para reforçar a tarefa de Giuliano. A resposta aos 34' foi uma jogada de uma lateral à outra, na qual Jan Oblak defendeu um cruzamento de Gabriel Magalhães com efeito. Em seguida, ao cobrar um escanteio, Llorente desviou um chute rasteiro de Rice.
Sem um time claramente dominante na partida, a equipe inglesa aproveitou a primeira chance real que teve. William Saliba lançou um passe longo para o desmarque de Gyökeres, e Oblak saiu pela metade; o atacante sueco se deslocou para a direita para cruzar, Leandro Trossard controlou a bola e se posicionou para chutar de direita, ao que Oblak respondeu com uma grande defesa, mas Saka foi mais rápido no rebote para marcar o 1 a 0 (44').
Mais um gol sofrido nesta temporada pelos comandados do 'Cholo' às vésperas do intervalo. Desta vez, eles voltaram do vestiário com ânimo e Pubill demonstrou isso na zona de ataque com um cruzamento que Lookman cabeceou mal em ângulo fechado. E aos 51', Giuliano teve uma grande chance, graças a um passe por cima de Koke Resurrección, em que a defesa do 'Gunners' hesitou no que fazer.
Gabriel Magalhães perdeu o equilíbrio e o 'Cholito' controlou a bola em corrida a poucos centímetros do gramado, driblando a saída de Raya, mas sem conseguir finalizar em meio ao confronto com o adversário, mesmo com o gol vazio. O jogo se soltou a partir daí e o Arsenal incomodou com um chute defendido por Llorente; do outro lado do campo, o Atlético teve uma chance com um chute de direita de Griezmann.
Raya defendeu, na rebatida Pubill e Gabriel Magalhães disputaram a bola e, na sequência, Calafiori cometeu um aparente pênalti por pisar em Griezmann, mas o árbitro assinalou falta anterior no leve choque de Pubill e o VAR não interveio para corrigir nada. Foi o momento escolhido por Arteta e pelo 'Cholo' para fazer substituições, três de uma só vez por cada time.
Um jogador com pernas descansadas, neste caso Martin Odegaard, protagonizou a seguinte investida londrina ao gol adversário com um chute de esquerda que saiu por cima do gol. Aos 65', a sentença poderia ter caído após um cruzamento de Piero Hincapié, também recém-entrado, que Gyökeres não conseguiu converter em gol com seu chute de primeira. Para piorar a situação do Atlético, o “Araña” sentiu dores.
Substituído durante a partida de ida no Metropolitano devido a uma provável entorse, Álvarez havia aguentado mais de uma hora de jogo em Londres e deixou seu lugar para Thiago Almada. Ao mesmo tempo, Álex Baena entrou, no lugar de Griezmann, para acompanhar Alexander Sorloth na linha de ataque com a missão de buscar o empate que, pelo menos, forçasse a prorrogação.
A tarefa dos “gunners” era ganhar tempo e, para isso, Gyökeres se tornou especialista em disputar cada bola com os zagueiros do Atlético. O relógio avançava impassível para os visitantes, que até aos 80' não tinham criado perigo e apenas um cruzamento de Llorente, sem ninguém para cabecear, e um remate de pé esquerdo do próprio, rasteiro e fraco, tiraram o Atlético do tédio forçado.
Aos 86', Gabriel Magalhães cabeceou para fora em um escanteio, muito difícil devido à sua postura no salto, e em seguida Dávid Hancko criou uma chance com um passe muito longo vindo do seu próprio campo. Baena dominou a bola com espaço à sua frente e passou para Sorloth, que errou sua tentativa de chute de esquerda e depois se atrapalhou ao ser pressionado pelos zagueiros de um Arsenal que já sentia o cheiro da vitória.
Apesar das inúmeras interrupções, o árbitro acrescentou apenas cinco minutos ao tempo regulamentar. O Atleti precisava de um milagre nesse tempo para empatar, mas ele nunca aconteceu, como um epílogo amargo de uma temporada de altos e baixos que havia começado a dar errado duas semanas antes, com a derrota na final da Copa del Rey Mapfre nos pênaltis contra a Real Sociedad.
O tempo de acréscimo transcorreu sem quase nenhuma ação, com cartões amarelos para Arteta e Simeone por discussões durante os lances de lateral. As tentativas de ganhar tempo dos “gunners” eram evidentes e isso irritou ainda mais o “Cholo” e seus assistentes no banco visitante. E após uma tentativa de briga, o árbitro deu o jogo por encerrado: a partida e a semifinal.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: ARSENAL FC, 1 - ATLÉTICO DE MADRID, 0 (1-0, no intervalo).
--ESCALAÇÕES.
ARSENAL FC: Raya; White, Saliba, Gabriel Magalhães, Calafiori (Hincapié, min. 58); Lewis-Skelly (Zubimendi, min. 74), Rice; Saka (Madueke, min. 58), Eze (Odegaard, min. 58), Trossard (Martinelli, min. 83); e Gyökeres.
ATLÉTICO DE MADRID: Oblak; Pubill, Hancko, Le Normand (Sorloth, min. 57), Ruggeri; G. Simeone (Cardoso, min. 57), Llorente, Koke, Lookman (Molina, min. 57); Griezmann (Baena, min. 66) e Julián Álvarez (Almada, min. 67).
--GOL:
1-0, min. 45: Saka.
--ÁRBITRO: Daniel Siebert (ALE). Mostrou cartão amarelo para Pubill (min. 81) e Koke (min. 90+5) do Atlético de Madrid.
--ESTÁDIO: Emirates Stadium.
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