Jose Breton / AFP7 / Europa Press
Tchequia e África do Sul empatam e continuam abaladas, mas ainda na disputa
Os tchecos marcaram logo no início, relaxaram demais e deram ânimo aos sul-africanos
BARCELONA, 18 jun. (EUROPA PRESS) -
As seleções da República Tcheca e da África do Sul empataram (1 a 1) nesta quinta-feira no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (Estados Unidos), na segunda rodada do Grupo A da Copa do Mundo de 2026, mantendo ambas vivas, embora abaladas, em um confronto em que os centro-europeus começaram melhor e acabaram ansiosos pelo fim do jogo diante de sul-africanos combativos, que conquistaram um bom ponto.
Tudo ainda está em aberto no Grupo A, embora quem vencer o confronto desta rodada entre México e Coreia do Sul já garanta uma das vagas. Se houver empate, tudo ficará para a terceira e última rodada. Por enquanto, o cenário poderia ser favorável para a República Tcheca e a África do Sul se vencerem, respectivamente, o México e a Coreia do Sul, na próxima vez que entrarem em campo nesta competição mundial. E nenhuma delas será a favorita.
O empate deixou sensações diferentes. A República Tcheca dominou a partida como quis por muitos minutos, marcou logo no início e pareceu se contentar em administrar o resultado. A África do Sul, menos brilhante, mas persistente, foi crescendo aos poucos, ganhando terreno e posse de bola até acreditar que o empate era possível e que poderia até conseguir algo mais.
A equipe de Miroslav Koubek marcou praticamente em sua primeira jogada elaborada. Apenas seis minutos se passaram quando Vladimír Coufal lançou a bola pela lateral em busca de Adam Hlozek; o atacante recuou a bola e Alexandr Sojka apareceu para dar um passe perfeito para Michal Sadilek. O meio-campista controlou a bola de frente para o gol dentro da área e chutou cruzado com força; a bola chegou a roçar em Mbekezeli Mbokazi, mas nem o zagueiro central nem o goleiro Ronwen Williams conseguiram impedir o 1 a 0.
Esse gol deu tranquilidade à República Tcheca. Talvez até demais. Pois, apesar do domínio técnico do seu meio-campo, a equipe foi recuando e cedendo espaço aos “Bafana Bafana”, que começaram a aparecer em zonas perigosas. Oswin Appollis deu um aviso com um chute de longe que saiu desviado e, pouco depois, surgiu uma jogada ainda mais clara, quando um cruzamento atravessou a área sem que Iqraam Rayners conseguisse acreditar que poderia chegar a finalizar praticamente à queima-roupa diante de Matej Kovar.
Antes do intervalo, ainda houve sinais de uma mudança na dinâmica do jogo. Teboho Mokoena tentou a sorte de muito longe e, já nos acréscimos, uma jogada caótica resultante de um mau desvio de Kovar terminou com um chute de Maseko bloqueado pela defesa tcheca. O placar de 1 a 0 se manteve até o intervalo, mas a partida já não parecia mais tranquila para os europeus.
Após o intervalo, a República Tcheca teve a chance de selar a vitória. Em uma jogada tripla, Vladimir Darida deixou escapar uma bola que cheirava a gol por causa de um controle impreciso; em seguida, Lukas Cerv tentou surpreender de longe e obrigou Williams a intervir; e, no escanteio subsequente, Patrik Schick tentou impor sua altura, sem sucesso. Mais tarde, uma das substituições de Koubek, Pavel Sulc, teve outra grande chance, embora tenha optado por passar para trás para Sadilek em vez de chutar, e o autor do gol não conseguiu mais acertar o chute.
E a África do Sul continuava lá, melhorando a cada minuto. Sem muitas chances claras, mas cada vez mais presente no campo adversário e obrigando os tchecos a se defenderem mais do que o esperado. A partida mudou definitivamente aos 82 minutos, quando uma mão de Sulc dentro da área foi flagrada pela árbitra Tori Penso e confirmada pelo VAR. Mokoena, que havia chorado durante o hino inicial, pegou a bola, respirou fundo antes da corrida e enganou completamente Kovar com um chute certeiro à esquerda do goleiro. O meio-campista levou a mão ao coração em uma comemoração cheia de emoção.
O empate deu ânimo aos africanos e deixou a República Tcheca nervosa. Kovar ainda precisou intervir para defender um chute de Relebohile Mofokeng e, já nos longos acréscimos, os europeus se concentraram nas jogadas de bola parada, sem conseguir criar chances claras de gol. Provod esteve perto da vitória com um chute cruzado que saiu um pouco diagonal demais e, do outro lado, Makgopa e Modiba também tiveram chances de completar a virada. No final, divisão de pontos e sensação de oportunidade perdida para uns e de recompensa merecida para outros, com tudo bastante em aberto para a possivelmente emocionante rodada final.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: CHECQUIA, 1 - ÁFRICA DO SUL, 1 (1 a 0 no intervalo).
--TIME.
CHECQUIA: Kovar; Hranac; Holes, Krejci; Coufal, Sadilek (Soucek, min. 67), Darida (Sulc, min. 55), Cerv (Zima, min. 78), Sojka (Zeleny, min. 55); Hlozek (Provod, min. 67) e Schick.
ÁFRICA DO SUL: Williams; Mudau, Okon, Mbokazi, Modiba; Mokoena, Mbatha, Adams (Mofokeng, min. 45); Maseko (Sebelebele, min. 84), Rayners (Makgopa, min. 66) e Appollis.
--GOLS.
1 a 0. Min. 6: Sadilek.
1 a 1. Min. 83: Mokoena (pênalti).
--ÁRBITRO: Tori Penso (EUA). Mostrou cartão amarelo para Krejci (min. 75) pela República Tcheca e para Mokoena (min. 33) e Mbatha (min. 40) pela África do Sul.
--ESTÁDIO: Mercedes-Benz Stadium, Atlanta (Estados Unidos).
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