A Espanha vai em busca do ouro depois de vencer a Grécia nos pênaltis
Os espanhóis estavam perdendo por 2 a 6 e Munarriz, no final do primeiro tempo, marcou o gol de empate.
BARCELONA, 22 jul. (EUROPA PRESS) -
A seleção espanhola masculina de polo aquático derrotou a Grécia (9-11) na terça-feira em uma disputa de pênaltis nas semifinais da Copa do Mundo em Cingapura e buscará a medalha de ouro na quinta-feira contra a Sérvia ou a Hungria, depois de empatar uma partida que parecia estar sob controle antes de um apagão ofensivo que levou os gregos a alcançarem uma parcial de 5-0 que esteve muito perto de deixar os espanhóis fora da final.
Esse surto fez com que a Espanha deixasse de liderar por 2 a 6 e passasse a perder por 7 a 6, com apenas uma posse de bola para a Grécia, sem time-outs nas mãos de David Martin e com um déficit de tempo de apenas 4 segundos. A Grécia, como sempre, perdeu tempo, mas cometeu um erro, deixando a bola muito perto do adversário.
E a Espanha, que não havia marcado nenhum gol desde o segundo quarto, decidiu buscar a sorte em sua última tentativa. E isso fez com que a bola chegasse a Alberto Munarriz, que estava com 0/4 nos chutes, e, faltando apenas 2 segundos, ele decidiu voar para encontrar uma brecha e, com um chute imparável, colocou o 7-7 definitivo no placar faltando 0,1 segundos.
Foi o gol de empate que salvou o jogo na campainha. Porque muitos já estavam apostando na Grécia como finalista, provavelmente até os próprios jogadores gregos. Daí o erro de não mandar a bola para o final da piscina. Foi por isso que a Espanha conseguiu montar um último ataque importante contra o relógio para quebrar a desvantagem de 5 a 0, empatar a partida e ir para a disputa de pênaltis, na qual Unai Aguirre defendeu dois chutes e a Espanha não errou nenhum deles.
Apesar do apagão ofensivo, apesar do déficit de 4 a 1 no segundo tempo, a Espanha estará na final. E estará em busca de sua quarta Copa do Mundo, depois dos sucessos de Perth 1998, Fukuoka 2001 e Budapeste 2022. Os atuais medalhistas de bronze da Copa do Mundo, em Fukuoka 2023 e Doha 2024, e os atuais campeões europeus tentarão se tornar os novos campeões mundiais.
Depois de golear Montenegro nas quartas de final (14-5), a Espanha ficou sem gols contra a Grécia no final do segundo tempo. Nem de longe, nem de boia, nem driblando o goleiro Panagiotis Tzortzatos, porque depois apareceram os paus. Não havia como marcar até que Alberto Munarriz, quando tudo estava perdido, levou a Espanha aos pênaltis que surgiram como uma boia para se agarrar e finalmente chegar à final.
E para ganhar o ouro, seja contra a Sérvia ou a Hungria, eles terão que melhorar. Principalmente no ataque. Na defesa, o jogo foi bom e os espanhóis fizeram a Grécia sofrer, que, apesar dos 5 a 0, teve muitas chances de marcar, mas não conseguiu. E eles ficaram com 1/9 na prorrogação.
No entanto, a Espanha também teve uma taxa de sucesso ruim de 4/13 em overheads. Apenas quatro jogadores conseguiram marcar gols e um deles, Álvaro Granados, foi expulso no terceiro período. Outro, Munarriz, fez o único gol salvador.
Assim, a situação ficou ruim para a Espanha, que, se corrigir algumas coisas e chegar mentalmente limpa, ainda é favorita e candidata a tudo em Cingapura. A atitude terá de ser a de uma disputa de pênaltis impecável, com gols de Felipe Perrone, Bernat Sanahuja, Alberto Munarriz e Marc Larumbe e duas defesas, a última com a cabeça no chute de Kakaris, de Unai Aguirre.
DETALHES TÉCNICOS.
--RESULTADO: GRÉCIA, 9 - ESPANHA, 11 (2 a 4 nos pênaltis, 7 a 7 no final e 3 a 6 no intervalo).
--EQUIPES.
GRÉCIA: Tzortzatos (p), Andreadis (p); Genidounias (2), Skoumpakis, Gkiouvetsis (1), Argyropoulos (1), Chalyvopoulos, Gkillas (2), Kalogeropoulos, Alafragkis, Kakaris, Nikolaidis, Papanikolaou e Pouros (1).
ESPANHA: Aguirre (p); Munárriz (1), Granados (2), Sanahuja (3), de Toro, Larumbe, Cabanas, Tahull, Perrone, Biel, Bustos (1), Gomila e Valera.
--PARTICIPAIS: 2-3, 1-3, 1-0 e 3-1. Nos pênaltis, 2 a 4.
--REBBITRADORES: Michiel Zwart (NED) e Frank Ohme (GER).
--PISCINA: Centro Aquático OCBC.
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