Irina R. Hipolito / AFP7 / Europa Press
Pichichi' Merino e Pedri aproximam a histórica Espanha da Copa do Mundo
O navarro, com dois gols, e o canário lideram a Roja contra a Bulgária (4-0) para igualar a melhor série invicta da história
MADRID, 14 (EUROPA PRESS)
A seleção espanhola goleou a Bulgária por 4 a 0 nesta terça-feira no estádio José Zorrilla, em Valladolid, com dois gols de Mikel Merino, um de Mikel Oyarzabal e outro contra de Chernev, na quarta rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, uma vitória que deixa a "Roja" muito perto do Mundial após somar 12 pontos em 12 possíveis, e que lhe permite igualar sua melhor invencibilidade histórica em partidas oficiais.
A Espanha já tem mais da metade da vaga para a Copa do Mundo de 2026 em seu poder, depois de derrotar a Bulgária de forma solvente em um José Zorrilla onde a "Roja" continua a contar todos os seus jogos como vitórias. E, assim como na Turquia, Merino seria a estrela da partida, dessa vez com dois gols, chegando a seis na classificação, onde ele é o "pichichi" da equipe nacional.
Uma série de vitórias para a equipe nacional, elevando sua contagem para 12 pontos, três a mais que a Turquia. Um empate contra os otomanos na última partida garantiria a classificação para a Copa do Mundo de 2026. Além disso, se eles conseguirem vencer a Geórgia na quinta rodada, somente uma série de vitórias para os turcos, incluindo uma vitória escandalosa em La Cartuja, levaria a equipe de Luis De la Fuente para a repescagem.
A vitória também tem o bônus adicional de igualar a melhor sequência de partidas oficiais invictas da história do país. Com essa vitória, a Espanha chegou a 29 jogos sem derrota, o mesmo número que a equipe de Vicente del Bosque conseguiu entre 2010 e 2013. Outro motivo de alegria para a equipe de De la Fuente é que, após quatro jogos, ainda não sofreu nenhum gol.
A Espanha entrou em campo no José Zorrilla com intensidade, domínio e desejo de terminar o trabalho o mais rápido possível contra a Bulgária. De la Fuente renovou a equipe com quatro mudanças, talvez menos do que o esperado. Não houve mudanças no meio-campo, com Pedri, Zubimendi e Merino retornando, mas houve mudanças na defesa, com Laporte substituindo Cubarsí e Grimaldo substituindo Cucurella, e no ataque, com Álex Baena e Samu Aghehowa entrando em campo.
Mas, apesar do monopólio da posse de bola, a primeira oportunidade clara de gol só surgiu no primeiro quarto de hora. Um passe preciso de Pedri para Álex Baena, que o "rojiblanco", na frente do gol, chutou por cima. O "20" foi novamente o jogador mais lúcido e, depois de outro grande passe, dessa vez para Samu, apenas Vutsov impediu o gol com uma grande defesa. Poucos minutos depois, foi o jogador das Ilhas Canárias que mandou a bola no travessão após um belo chute por cima do goleiro búlgaro.
O time da casa estava jogando um excelente futebol e só faltava o prêmio do gol, com Pedri flutuando pelo gramado do Zorrilla com o jogador das Ilhas Canárias em vantagem. No entanto, à medida que os minutos passavam e as chances apareciam e desapareciam, a figura de Vutsov surgiu como o grande herói búlgaro, que mais uma vez salvou o gol de Oyarzabal.
PANDA' PARA O AZARADO SAMU
Mas a resistência dos visitantes acabaria aos 35 minutos, quando o cruzamento de Zubimendi foi recebido por Le Normand e cabeceado para o fundo do gol por Merino. Uma jogada "made in" Real Sociedad em tempos passados que fez justiça ao que estava sendo visto em campo. A vantagem esteve perto de ser ampliada no lance seguinte, após pressão do atacante, mas Samu voltou a errar na finalização e foi substituído no intervalo por Borja Iglesias.
E o jogador do Celta seria o protagonista das duas primeiras chances claras de gol da Espanha no segundo tempo. Primeiro, com um chute cruzado defendido por Vutsov, e depois, com uma cabeçada desviada na frente do gol de um cruzamento perfeito de Baena. Merino, no entanto, não seria negado novamente, pois cabeceou outro passe de Grimaldo para marcar seus dois gols e seu sexto gol na campanha das eliminatórias.
Como uma equipe ambiciosa e com moral elevada, a Espanha não estava satisfeita com a vantagem de 2 a 0 e buscou o terceiro gol, que chegou perto com um chute da entrada da área do recém-contratado Pablo Barrios. Além do Atlético de Madri, Yeremi Pino, Aleix García e Dani Vivian entraram em campo para dar lugar a Oyarzabal, Baena, Le Normand e um Pedri ovacionado.
Foram Pino e García que marcaram o terceiro gol do jogo, embora tenha sido Chernev quem empurrou a bola para a rede. Nos acréscimos, Oyarzabal fecharia o placar com um pênalti que, dessa vez, ele não deu para nenhum companheiro de equipe e que também o confirma como a melhor arma ofensiva da Espanha de De la Fuente.
DETALHES TÉCNICOS.
--RESULTADO: ESPANHA, 4 - BULGÁRIA, 0 (1 a 0, no intervalo).
-POSSÍVEL ESCALAÇÃO:
ESPANHA: Unai Simón; Porro, Le Normand (Vivian, min.72), Laporte, Grimaldo; Zubimendi (Aleix García, min.63), Pedri (Barrios, min.68); Oyarzabal, Merino, Baena (Yeremi, min.63); e Samu (Borja Iglesias, min.46).
BULGÁRIA: Vutsov; Velkovski, Chernev, Hristov, Georgiev; Gruev (Kraev, min. 89), Krastev, Shopov (Stoyanov, min. 84); Kirilov (Dimitrov, min. 67), Despodov (Nikolov, min. 67) e Minchev (Petkov, min. 67).
--GOLS.
1-0, min.35: Merino.
2 a 0, minuto 57: Merino.
3-0, min.79: Chernev (p.p.).
4-0, min.90+2: Oyarzabal (pênalti).
--Árbitro: Willy Delajod (FRA). Nenhuma advertência para nenhuma das equipes.
--ESTÁDIO: José Zorrilla (Valladolid) com 24.526 espectadores.
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