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O Valencia Basket derrota o Barça e empata a final
A disputa pelo título segue para o Palau com o placar em 1 a 1, após dois confrontos acirrados na Roig Arena
BARCELONA, 20 jun. (EUROPA PRESS) -
O Valencia Basket venceu neste sábado o Barça (102 a 75) na Roig Arena, na segunda partida da final dos playoffs da Liga Endesa, empatando a série (1 a 1) e, assim, se recuperar do tropeço inicial para ir a Barcelona com tudo em aberto entre duas equipes que demonstraram ser capazes de tudo, mas com a sensação de que este segundo golpe deixou o Barça bastante abalado, o que o obrigará a mudar de mentalidade.
Dois dias após o espetacular 112 a 113 do primeiro jogo, decidido na prorrogação e com duas bolas de três pontos decisivas de Will Clyburn para garantir a vantagem de jogar em casa, o roteiro foi radicalmente diferente. Se na quinta-feira o Barça sobreviveu a tudo e encontrou respostas improváveis na reta final, desta vez foi o Valencia quem impôs o ritmo do jogo desde o salto inicial e não permitiu nem uma única reação séria do time blaugrana, além de uma tentativa antes do intervalo.
A equipe de Pedro Martínez voltou a mostrar o poderio ofensivo que a tem acompanhado durante toda a temporada e encontrou em Jean Montero (19 pontos) seu grande destaque. O dominicano voltou a fazer a diferença sem precisar monopolizar a bola, mantendo o ritmo da partida, punindo cada falha do adversário e aparecendo justamente quando o Barça dava sinais de reação. Ao seu redor, Omari Moore e Sergio de Larrea se destacaram, fundamentais na linha de três pontos e capazes de abrir ainda mais uma defesa do Barça que nunca encontrou continuidade.
O início foi um golpe duro. O Valencia Basket entrou com outra energia e o Barça ficou completamente paralisado. Os comandados de Xavi Pascual ficaram quase seis minutos sem marcar uma cesta e sofreram uma sequência de 11 a 0 liderada por Braxton Key, Brancou Badio e Kameron Taylor, o que obrigou o técnico blaugrana a interromper a partida antes mesmo de entrar na segunda metade do primeiro quarto.
Jan Vesely tentou sustentar os visitantes e Nico Laprovittola contribuiu com pontos e um pouco de clareza ofensiva vindo do banco, mas o jogo já tinha um dono. O pivô “taronja” Matt Costello reforçou a defesa na área restrita, a “novidade” Yankuba Sima revolucionou o final do primeiro quarto com energia e presença na defesa, e Montero fechou o quarto com uma cesta no último segundo, deixando um placar contundente de 26 a 11 que refletia muito mais do que os números.
O Barça conseguiu respirar um pouco no segundo quarto. Joel Parra, Tornike Shengelia e, sobretudo, Laprovittola elevaram o nível ofensivo, e uma sequência de 2 a 13 permitiu aos blaugranas chegarem a apenas seis pontos de diferença, ameaçando repetir uma virada como a do primeiro jogo. Mas o Valencia respondeu com maturidade. Montero esfriou a tentativa com lances livres, Badio voltou a punir e os donos da casa evitaram que a partida entrasse em uma dinâmica incômoda, chegando ao intervalo ainda na frente (45 a 38).
Mas o terceiro quarto acabou sendo o ponto de ruptura definitivo. Quando parecia que o Barça poderia voltar a se aproximar, surgiu o melhor Valencia Basket: Key continuou encontrando espaços, Pradilla marcou perto da cesta e De Larrea acertou uma cesta de três pontos completamente livre, o que ampliou a diferença e empolgou a Roig Arena. Em seguida, veio Moore, marcando de fora e atacando com confiança, e também Costello, juntando-se à festa com uma cesta de três pontos sem marcação que simbolizou uma noite em que praticamente tudo dava certo para o Valencia.
Montero voltou a assumir o controle do ritmo e o Valencia começou a correr. A vantagem ultrapassou os vinte pontos e o jogo mudou definitivamente de tom. Um bloqueio de Sima em Shengelia acabou de incendiar o ginásio e confirmou a sensação de domínio absoluto de um time taronja muito mais físico, mais preciso e muito mais entrosado.
Do outro lado, surgiu a pior versão do Barça nesta fase de playoffs. Clyburn, herói absoluto do primeiro confronto e autor das bolas de três pontos que levaram aquela final para a prorrogação, ficou praticamente desconectado e mal conseguiu influenciar o jogo. Kevin Punter também não apareceu, errando todas as jogadas durante a noite e sendo expulso no último quarto após receber uma falta antidesportiva e protestar insistentemente contra os árbitros até receber a expulsão definitiva. Entre os dois, somaram 4 pontos. Isso já diz tudo.
Com a partida completamente decidida, os “taronja” continuaram pressionando até alcançar uma vantagem máxima de +36 e transformar o final do jogo em uma comemoração coletiva. O Barça amenizou um pouco o placar com as substituições, mas já era tarde demais. E o Valencia chegou a vencer por +36 na festa da Roig Arena.
A final agora se transfere para o Palau Blaugrana com o empate em 1 a 1 e tudo ainda por decidir. Se o primeiro jogo foi uma demonstração de resistência e fé blaugrana, o segundo foi uma afirmação do potencial ofensivo do Valencia Basket. Na segunda-feira, terá lugar o terceiro capítulo de uma série que, por enquanto, não se parece consigo mesma em duas noites consecutivas.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: VALENCIA BASKET, 102 - BARÇA, 75 (45-38, no intervalo).
--TIME.
VALENCIA BASKET: Montero (19), Badio (7), Taylor (5), Key (15) e Sako (4) — quinteto inicial —; Puerto (2), Pradilla (10), de Larrea (10), Moore (11), Cárdenas (2), Costello (8) e Sima (9).
BARÇA: Marcos (-), Punter (2), Clyburn (2), Shengelia (9) e Fall (3) — quinteto inicial —; Cale (5), Vesely (7), Brizuela (10), Satoransky (3), Hernangómez (4), Laprovittola (14) e Parra (16).
--PONTUAÇÕES POR PERÍODO: 26-11, 19-27, 29-14 e 28-20.
--ÁRBITROS: Pérez Pizarro, Calatrava e Padrós. Punter foi expulso pelo Barça.
--PAVILHÃO: Roig Arena, 14.865 espectadores.
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