Joaquin Corchero / AFP7 / Europa Press
Um Atlético em grande forma tira o Sevilla da nuvem
Liderado por Alex Baena, o time rojiblanco vence com segurança (1 a 3) uma equipe do Sevilla que lutou muito, graças a um excelente primeiro tempo
MADRID, 29 (EUROPA PRESS)
O Atlético de Madrid conquistou neste sábado sua segunda vitória na LaLiga EA Sports 2026-2027 após se impor com muita autoridade e segurança por 1 a 3 no Ramón Sánchez-Pizjuán a um combativo Sevilla FC, liderado por um Alex Baena em grande forma, em uma partida que foi decidida após a meia-hora e na qual a equipe sofreu mais no segundo tempo devido ao ímpeto dos anfitriões e a uma pequena queda de ritmo.
Depois de ter enfrentado muitas dificuldades na estreia contra o Málaga CF e de ter garantido um ponto com um jogador a menos contra o Villarreal CF — ambas as partidas no Estádio Riyadh Air Metropolitano —, a equipe de Diego Pablo Simeone deixou de lado todo o alvoroço que o “caso Julián Álvarez” continua gerando com uma atuação muito sólida diante de um adversário que caiu da nuvem após ter iniciado o campeonato com duas vitórias e que não conseguiu conter, no primeiro tempo, os visitantes, que selaram a vitória com dois gols do meio-campista de Roquetas del Mar e mais um de Ademola Lookmann.
E tudo graças ao fato de o time rojiblanco ter feito um ótimo primeiro tempo, o que bastou para garantir a vitória. Sem um “9” fixo, a defesa do Sevilla FC não conseguiu se organizar, e a mobilidade de todos os meio-campistas, liderados por Alex Baena, Kang-in Lee e Pablo Barrios, também não encontrou resposta na equipe de Luis García Plaza, que ficou atrás no placar logo no início.
Baena tem clareza de que quer demonstrar o motivo de sua contratação na última temporada e mantém o bom desempenho que o tornou indiscutível na Copa do Mundo com a seleção campeã mundial. Aos quatro minutos, ele recebeu um passe em profundidade de Kang-in Lee e chutou cruzado, passando por Vlachodimos, para abrir o placar e dar ainda mais segurança aos rojiblancos, que controlaram a partida com perfeição, apesar de um pequeno susto com uma cabeçada de Robbie Ure.
O Atlético encontrou uma brecha pela lateral esquerda, por onde criou perigo em duas ocasiões com investidas de Grimaldo e Barrios, e, pouco antes do intervalo, marcou novamente contra um adversário que tentava entrar no ritmo da partida. Lookmann recebeu a bola deslocado para fora da área, mas com o marcador muito distante, encontrou espaço para chutar e surpreender o goleiro do Sevilla, esfriando ainda mais o ambiente no Sánchez-Pizjuán.
O intervalo para hidratação não freou nem relaxou os jogadores de Diego Pablo Simeone, embora os donos da casa estivessem acordando e testando a segurança de Oblak com chutes de fora da área. E a partir daí, o Atlético praticamente selou a partida, mais uma vez com a mobilidade de Baena, que lhe permitiu receber a bola sozinho na entrada da área e mostrar novamente seu bom chute, impossível de ser defendido por Vlachodimos já passada a meia hora.
O time do Sevilla tentou pressionar e se lançar um pouco mais sem receio, com dois chutes de Miguel Sierra e outro potente de Guridi colocando à prova Oblak, que também foi rápido para impedir o passe de Peque para Ure. No entanto, o time poderia ter marcado mais gols, pois Lookman, Baena e, sobretudo, Grimaldo — em um cara a cara em que hesitou demais e permitiu a intervenção salvadora de Kike Salas — tiveram ótimas oportunidades.
O SEVILLA NÃO DESISTE
Os segundos 45 minutos em Nervión começaram em ritmo acelerado, com as duas equipes buscando o gol adversário. O Atlético continuava encontrando espaços, cedendo o comando ao time da casa, que precisava de uma vitória e tentava marcar o gol que lhe daria ânimo. Peque poderia ter marcado após uma ótima jogada de Miguel Sierra, mas, dessa vez, o cruzamento salvador foi de Marcos Llorente.
García Plaza quis dar um passo a mais com a entrada de um ponta puro como Ejuke, que substituiu Julio Díaz, lateral emprestado pelo Atlético, e com Kochorashvili. Ambos entraram com garra, sobretudo o nigeriano, mas os visitantes também não se abalaram muito, aguardando a oportunidade de jogar mais um balde de água fria assim que surgisse a chance.
Mas a equipe do Sevilla viu sua persistência ser recompensada e Sierra ainda trouxe emoção quando ainda faltavam muitos minutos, com os rojiblancos mostrando um certo cansaço e sem encontrar a mobilidade nem o Baena da primeira etapa. Simeone colocou o capitão Koke em campo para retomar o controle e, logo em seguida, Vlachodimos evitou o gol decisivo em uma cabeçada de Barrios após uma ótima jogada de Arnau Ortiz. O Atlético, com as substituições, conseguiu conter a investida final do Sevilla, já mais desesperado, e garantiu os três pontos sem mais sustos.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: SEVILLA FC x ATLÉTICO DE MADRID (0 a 3 no intervalo).
--ESCALAÇÕES:
SEVILLA FC: Vlachodimos; Iglesias, Castrín, Kike Salas, Suazo; Guridi (Kochorashvili, min. 55), Agoumé; Sierra (Alfon, min. 80), Peque (Romero, min. 68), Julio Díaz (Ejuke, min. 55); e Ure.
ATLÉTICO DE MADRID: Oblak; Llorente (Giménez, min. 66), Pubill, Hancko, Grimaldo; Hjulmand (Cardoso, min. 85), Barrios; Simeone, Kang-in Lee (Koke, 72º), Baena (Mendoza, 85º); e Lookman (Ortiz, 66º).
--GOLS.
0 a 1, minuto 4. Baena.
0 a 2, minuto 25. Lookman.
0 a 3, minuto 33. Baena.
1 a 3, minuto 67. Miguel Sierra.
--ÁRBITRO: Alberola Rojas (Castela-La Mancha). Mostrou cartão amarelo para Romero (89º) e Suazo (91º), do Sevilla, e para Llorente (45+4) e Pubill (95), do Atlético de Madrid.
--ESTÁDIO: Ramón Sánchez-Pizjuán.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático