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México comemora a vitória com Ochoa
O ‘El Tri’ prolonga sua festa no Azteca com três vitórias na noite do goleiro veterano e suas seis participações na Copa do Mundo, enquanto a República Tcheca faz as malas
MADRID, 25 jun. (EUROPA PRESS) -
A seleção do México venceu por 0 a 3 a da República Tcheca nesta quarta-feira, madrugada de quinta-feira na Espanha, na última rodada do Grupo A da Copa do Mundo que está sendo disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Os três pontos permitem que os mexicanos encerrem a fase de grupos com comemoração e todas as vitórias, pela primeira vez em uma Copa do Mundo, no Estádio Azteca, que também viu o goleiro Guillermo Ochoa disputar sua sexta Copa do Mundo.
O “El Tri” chegou à partida com a missão cumprida: liderança e vaga nas oitavas de final garantidas. Mas isso não impediu que o Azteca comemorasse a terceira vitória de sua seleção, com gols, todos no segundo tempo, de Mateo Chávez, Julián Andrés Quiñones e do jogador do Real Betis Álvaro Fidalgo, após um primeiro tempo sem chances e com um ritmo muito lento.
A República Tcheca se deu mal ao tentar especular e não teve força no ataque para causar danos a um México entusiasmado e imparável no Azteca. O mítico estádio em Guadalajara, que, além disso, viu “Memo” Ochoa disputar os últimos quase 20 minutos em sua sexta Copa do Mundo como profissional, igualando Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. O ponto alto de uma noite mágica para o “El Tri”, que agora enfrentará nas oitavas de final um terceiro colocado do grupo, enquanto a seleção europeia faz as malas logo na primeira rodada, assim como em sua última participação em 2006.
A República Tcheca mostrou rapidamente suas cartas. Deixou a posse de bola para o México e selecionou minuciosamente as pressões coletivas, optando por um bloco médio-baixo para se proteger. E, do nada, após um lançamento lateral, deu o primeiro sinal de perigo com um chute de Denis Visinsky dentro da área, que passou perto da trave direita do gol mexicano.
A seleção comandada por Javier Aguirre teve algumas oportunidades e, na mais clara delas, nem Julián Andrés Quiñones nem Luis Romo conseguiram finalizar uma boa transição. O México percebeu que a equipe europeia sofria mais com a posse de bola e recuou para esperar e correr para os espaços.
Visinsky foi o destaque da República Tcheca, inventando depois uma finta de rotação dentro da área para se livrar do marcador, embora a finalização não tenha sido totalmente precisa e a jogada tenha acabado em nada. Mas a partida não estava emocionante, com o México excessivamente relaxado e a República Tcheca com medo de que um gol destruísse suas aspirações. De fato, houve apenas um chute a gol, de Roberto Alvarado, em todo o primeiro tempo.
O intervalo fez bem à seleção mexicana, que passou a atuar mais no campo adversário e conseguiu se conectar com a magia de Gilberto Mora. O jovem jogador criou um passe preciso e profundo na corrida de Romo, mas o cruzamento do meio-campista foi desfeito pela defesa tcheca. E foi um aviso para um time mexicano um tanto adormecido.
Pois na jogada seguinte, praticamente a primeira oportunidade de avançar pelo espaço, após um escanteio a favor da República Tcheca, Romo passou a bola para Mateo Chávez, que, com todo o campo à sua frente, saiu em arrancada e chegou à área para cruzar a bola diante de Matej Kovar, fazendo o estádio mexicano vibrar novamente.
O gol foi um duro golpe para os comandados de Miroslav Koubek, que receberam o golpe final com o 0 a 2 aos 60 minutos de jogo. A defesa tcheca calculou mal o impedimento e defendeu mal um ataque liderado por Mora, que deu um passe genial para Jorge Sánchez, aproveitando a brecha entre os zagueiros centrais. Este não conseguiu finalizar, e Quiñones aproveitou o rebote do goleiro para selar a vitória.
Com o resultado já definido, e mesmo com o terceiro gol do “Tri” cada vez mais próximo, Aguirre levantou toda a torcida do Azteca ao colocar em campo o goleiro Guillermo Ochoa, que, aos 40 anos, se juntou a Lionel Messi e Cristiano Ronaldo no grupo dos jogadores que disputaram seis Copas do Mundo. A torcida manteve uma longa ovação para, em seguida, entoar o nome do “Memo” no final de uma partida que terminou com a República Tcheca desistindo antes mesmo de Álvaro Fidalgo marcar o 0 a 3 na última jogada da partida, em mais uma jogada mal defendida pelos tchecos.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: REPÚBLICA TCHECA, 0 - MÉXICO, 3 (0 a 0, no intervalo).
--ESCALAÇÕES:
CHECOS: Kovar; Holes (Soucek, min. 64/Sojka, min. 87), Hranac, Krejci; Coufal, Cerv (Chory, min. 87), Sadilek, Doudera; Sulc, Hlozek (Schick, min. 64) e Visinsky (Provod, min. 56).
MÉXICO: Rangel (Ochoa, min. 78); Sánchez, Montes, Reyes, Chávez (Gallardo, min. 78); Romo (Vargas, 63º min.), Álvarez, Mora (Fidalgo, 72º min.); Quiñones, Martínez (Giménez, 63º min.) e Alvarado.
--GOLS:
0-1, min. 55: Mateo Chávez.
0-2, min. 61: Julián Andrés Quiñones.
0-3, min. 90+4: Álvaro Fidalgo.
--ÁRBITRO: Falcón Pérez (ARG). Mostrou cartão amarelo a um jogador da República Tcheca. E a Edson Álvarez (min. 64) pelo México.
--ESTÁDIO: Akron de Guadalajara (México).
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