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O Real Madrid conquista a Supercopa da Euroliga em uma final acirrada
Vitória (89-93) do time merengue em Abu Dabi diante de um Olympiacos que esteve quase sempre atrás no placar
MADRID, 19 (EUROPA PRESS)
O Real Madrid venceu neste sábado o Olympiacos BC por 89 a 93 e conquistou a primeira edição da Supercopa da Euroliga, disputada em Abu Dabi (Emirados Árabes Unidos), cujo desfecho serviu para que o time madrilenho tivesse uma pequena revanche pela derrota sofrida contra esse adversário na última final pelo título de campeão da Europa.
Na Etihad Arena, as duas equipes começaram mal no ataque, e Walter Tavares aproveitou os arremessos errados para pegar rebotes. No meio do primeiro quarto, o Real Madrid vencia por uma pequena vantagem de 4 a 8, e Aleksander Vezenkov acertou sua primeira cesta de três pontos, ao que Timothé Luwawu-Cabarrot respondeu rapidamente com a mesma moeda, de um canto da quadra, após passe de Damian Jones.
Várias jogadas certeiras de Kostas Papanikolaou levaram a um empate momentâneo (11 a 11), mas Jaime Pradilla prolongou a pressão do Real Madrid da linha de três pontos, e Sergio Llull e Facu Campazzo seguiram o exemplo, levando o placar a 12 a 20 a 2:02 do fim do primeiro período, o que obrigou o técnico do Olympiacos, Georgios Bartzokas, a pedir um tempo o mais rápido possível.
No entanto, seus jogadores não voltaram bem à quadra, e isso ficou evidente com Campazzo, que deu mais uma bela assistência para Tavares, culminando um contra-ataque. Pelo time grego, Tyler Dorsey liderava o ataque e, talvez por isso, Llull o marcava de perto, com o técnico Pedro Martínez percebendo que a experiência do capitão do Real Madrid faz toda a diferença.
O primeiro quarto terminou em 15 a 24, e o segundo começou com uma falta técnica marcada contra Bartzokas, mas a arrancada do Real Madrid foi contida (24 a 27) após duas cestas de Evan Fournier. Foi então que seu compatriota Luwawu-Cabarrot entrou em cena para restabelecer a vantagem no placar, enquanto as perdas de bola puniam gradualmente os jogadores de Pireu.
Além de algumas jogadas de Donta Hall na posição de pivô e de algumas investidas à cesta de Jean Montero, o atual campeão da Euroliga mal conseguia se movimentar no ataque e sofria na defesa. Acostumado a correr no contra-ataque durante sua passagem bem-sucedida pelo Valencia Basket, com o próprio Pedro Martínez no comando técnico, Pradilla aproveitou bem essa situação.
Ele abriu uma vantagem de +10 (27 a 37), embora os jogadores de garrafão do Real Madrid tenham cometido muitas faltas, dando ânimo ao Olympiacos, que diminuiu a diferença no intervalo (43 a 47) com uma cesta de Cory Joseph no último segundo, com a bola passando por cima do aro. Ao voltar dos vestiários, essa inércia positiva ajudou os rojiblancos a virar o placar (50 a 47).
De fato, o bom trabalho ofensivo de Sasha Vezenkov e Tyson Ward proporcionou pequenas vantagens à equipe grega (61 a 56, 63 a 58) que, mesmo assim, não se transformaram em uma vantagem decisiva, pois jogadores coadjuvantes do Real Madrid, como Andrés Feliz e Théo Maledon, mantiveram o time muito unido.
Embora os brancos tenham recuperado a liderança no placar da Etihad Arena ao final do terceiro quarto (72 a 75), uma falta técnica concedeu um lance livre extra ao adversário, e tanto Jean Montero quanto Vezenkov acertaram nessa jogada. Com o objetivo de não dar mais fôlego ao time de Pireu, o Real Madrid acelerou o ritmo.
A solidez de Tavares na área restrita, a desenvoltura de Pradilla nas transições e a precisão de Luwawu-Cabarrot nas jogadas de longa distância colocaram o time madrilenho com 72 a 82 de vantagem no início do quarto período. Coube a Vezenkov e a Fournier puxar o carro do Olympiacos pela enésima vez nesta partida difícil e, de fato, eles estiveram perto de realizar o milagre.
A 2:24 do apito final, Fournier acertou uma bola de três pontos de frente após roubar a bola na defesa e ele mesmo converteu outra cesta de três pontos faltando 1:15 no relógio de jogo, colocando o placar em 89 a 91 e dando esperança à sua equipe, pois Pradilla perdeu a posse de bola logo em seguida. No entanto, Montero pisou em seguida na linha lateral.
Essa perda de bola inoportuna comprometeu o futuro imediato do time grego, dando lugar a outro ataque do Real Madrid, com polêmica em seu desenrolar. Pradilla tentou se redimir do erro anterior, mas errou sua tentativa de arremesso de três pontos, e Luwawu-Cabarrot pegou o rebote, não sem reclamações do Olympiacos por uma possível falta em seu salto, enquanto a tripla de árbitros não assinalou nada.
A bola chegou às mãos de Feliz, que protagonizou uma penetração na cesta característica da equipe e, com um arremesso em arco, elevou o placar para 89 a 93, resultado que acabou sendo imutável. Com poucos segundos no relógio, Vezenkov arremessou uma bola de três pontos desesperada e, sem demora, Fournier também tentou; nenhum dos dois acertou e, com isso, o Real Madrid conquistou o título.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: OLYMPIACOS, 89 - REAL MADRID, 93 (43-47, no intervalo).
--EQUIPES.
OLYMPIACOS: Miller-McIntyre (3), Dorsey (7), Ward (10), Vezenkov (22) e Hall (13) — quinteto inicial —; Montero (12), Fournier (14), Papanikolaou (2), Ndiaye (4), Jones (-) e Joseph (2).
REAL MADRID: Campazzo (7), Maledon (10), Deck (8), Jantunen (11) e Tavares (6) — quinteto titular —; Jones (7), Feliz (11), Luwawu-Cabarrot (12), Pradilla (11), Abalde (5), Okeke (2) e Llull (3).
--PARCIAIS: 15-24, 28-23, 29-28 e 17-18.
--ÁRBITROS: Belosevic, Mogulkoc e Kardum. Sem jogadores expulsos.
--PAVILHÃO: Etihad Arena.
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