Publicado 11/07/2026 21:08

Relato do jogo Noruega x Inglaterra: 1 a 2

Bellingham leva a Inglaterra às semifinais

Dois gols do jogador do Real Madrid levaram a equipe à prorrogação, contra o ritmo de uma Noruega frustrada com polêmicas

Jude Bellingham, Noruega x Inglaterra
Bradley Collyer/PA Wire/dpa

Bellingham leva a Inglaterra às semifinais

Dois gols do jogador do Real Madrid levaram a equipe à prorrogação, contra o ritmo de uma Noruega frustrada com polêmicas

MADRID, 12 jul. (EUROPA PRESS) -

A seleção da Inglaterra derrotou (1 a 2) neste sábado a Noruega na prorrogação e garantiu sua vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 graças a dois gols de Jude Bellingham, artífice da virada e da discreta classificação inglesa no Hard Rock Stadium, em Miami.

Os inventores do futebol cumpriram sua missão em uma atuação fraca, talvez devido ao calor ou a toda a pressão de ser o favorito, para chegar à penúltima fase, assim como na Rússia 2018. O meio-campista do Real Madrid, com seis gols nas Copas do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, ofuscou o duelo entre Harry Kane e Erling Haaland.

Não houve os fogos de artifício que se esperava. A Noruega teve a vitória nas mãos quando abriu o placar com um gol digno de quadro de Andreas Schjelderup e, mais tarde, voltou a estar na frente, mas o gol foi anulado em meio a polêmica. Apesar de empatar pouco antes do intervalo, a Inglaterra não melhorou, evoluindo muito lentamente com as inúmeras intervenções de Thomas Tuchel, mas a Noruega deixou de se esforçar para continuar fazendo história por culpa de Bellingham.

O calor e a umidade fizeram com que ambas as seleções começassem com calma, com a Inglaterra se sentindo à vontade diante da estratégia defensiva do adversário. Os comandados de Stale Solbakken não brilharam, deixaram as laterais para os ingleses e Gordon aproveitou com jogadas mais profundas, comandando uma série de cruzamentos perigosos.

A reação norueguesa só surgiu após o intervalo para hidratação, embora a virada tenha sido abençoada por um gol espetacular no ângulo de Andreas Schjelderup (1 a 0), novato no time titular após seu excelente segundo tempo contra o Brasil. O foguete deixou a Inglaterra atordoada, que reclamou falta em Kane na jogada do gol e esteve perto de sofrer o segundo pouco depois.

Alexander Sorloth não aproveitou um contra-ataque de dois contra um com Haaland, e os comandados de Thomas Tuchel agradeceram por essa chance extra. Antes do intervalo, a seleção dos “Três Leões” reagiu graças à classe de Jude Bellingham, autor do 1 a 1 após uma boa condução de bola de Elliot Anderson e um passe de Gordon. A jogada gerou polêmica porque a bola pareceu tocar em um cabo de câmera, mas a FIFA negou isso com o sensor da bola.

Os ingleses se recuperaram a tempo e Kane marcou o 1 a 2, mas estava impedido. Apesar de tudo, o técnico alemão não estava convencido com o que viu e, no segundo tempo, fez duas substituições. Declan Rice, afetado pelo vírus que o havia colocado em dúvida, não voltou, assim como Noni Madueke. No entanto, nem Bukayo Saka nem Eberechi Eze deram o impulso ofensivo de que a equipe precisava, e foi a Noruega que dominou o segundo tempo.

Jordan Pickford teve que se esticar em mais um cruzamento perigoso, desta vez de Sorloth, e em uma cabeçada de Haaland. Nos escanteios que se seguiram, o medo voltou a tomar conta dos ingleses com o 2 a 1 marcado por Torbjorn Heggem. Os inventores do futebol se salvaram graças à intervenção do VAR, e o francês Clément Turpin anulou o gol por uma falta de Haaland sobre Anderson.

O árbitro mandou repetir o escanteio porque o empurrão ocorreu fora da jogada, uma medida que causa polêmica, mesmo seguindo à risca o regulamento. O fraco segundo tempo da Inglaterra continuou, apesar de Kane não ter aproveitado um cruzamento de Gordon, que deu lugar a Reece James, em uma decisão arriscada de Tuchel aos 70'.

BELLINGHAM, TAMBÉM NA PRORROGAÇÃO

Foi a Noruega que aproveitou o fôlego de seus alas, Antonio Nusa e Oscar Bobb, e que voltou a chegar perto do gol com uma bola de Kristoffer Ajer na trave. Os jogadores de Solbakken tiveram mais posse de bola do que nunca nesta Copa do Mundo, enquanto os de Tuchel confiaram em uma qualidade muito apagada, nem mesmo fazendo cruzamentos, exceto por um passe decisivo de Saka que não encontrou quem finalizasse.

Na prorrogação, Bellingham voltou a ser o protagonista dos “Três Leões”. Depois de fazer a melhor partida de sua carreira contra o Brasil, o goleiro Orjan Nyland falhou em um desvio que deixou a bola parada para o jogador do Real Madrid aos 93 minutos. Os comandados de Tuchel poderiam ter selado a vitória com um pênalti provocado por Djed Spence, considerado exagerado pelo VAR e pelo árbitro, que acabaram anulando a jogada.

No segundo tempo da prorrogação, Solbakken tirou Haaland, e a Inglaterra se defendeu como já havia feito no Azteca na fase anterior. Os inventores do futebol deram mais um passo em direção a um título tão almejado para suas vitrines, com apenas a Copa do Mundo de 1966 e o gosto amargo das duas últimas finais perdidas da Eurocopa. Na penúltima rodada, agora aguarda a Suíça ou a Argentina.

FICHA TÉCNICA.

--RESULTADO: NORUEGA, 1 - INGLATERRA, 2. (1 a 1, no intervalo).

--ESCALAÇÕES:

NORUEGA: Nyland; Ryerson (Aursnes, min. 60), Ajer, Heggem (Ostigard, min. 91), Moller Wolfe (Pedersen, min. 90); Berg, Berge, Odegaard; Sorloth (Bobb, min. 68), Schjelderup (Nusa, min. 68); Haaland (Larsen, min. 106).

INGLATERRA: Pickford; Konsa (Rogers, 89º min.), Stones, Guehi, O’Reilly (Spence, 86º min.); Rice (Eze, intervalo), Anderson, Bellingham (Burn, min. 111); Madueke (Saka, intervalo), Gordon (James, min. 71); Kane.

--GOLS:

1 a 0, aos 36, Schjelderup.

1 - 1, min. 45+2, Bellingham.

1 - 2, min. 93, Bellingham.

--ÁRBITRO: Clément Turpin (FRA). Mostrou cartão amarelo para Ajer (min. 117) pela seleção da Noruega.

--ESTÁDIO: Hard Rock Stadium, em Miami (Estados Unidos), 64.478 espectadores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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