Bradley Collyer/PA Wire/dpa
Kane salva a Inglaterra do desastre
Dois gols do atacante inglês permitem reverter o gol inicial da RD do Congo e levam os “Three Lions” às oitavas de final
MADRID, 1 jul. (EUROPA PRESS) -
A seleção inglesa se classificou nesta quarta-feira para as oitavas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá após virar o jogo contra a República Democrática do Congo na partida das oitavas de final (2 a 1), graças a dois gols de Harry Kane no final da partida, com o qual a equipe conseguiu reverter o gol inicial de Brian Cipenga, que fez os congoleses sonharem com uma vitória histórica.
Harry Kane teve que salvar a Inglaterra na partida das oitavas de final contra a República Democrática do Congo. Dois gols do “9” inglês, que já soma cinco gols no torneio, permitiram que os “Three Lions” avançassem de fase em uma partida sem brilho dos comandados de Thomas Tuchel. Na verdade, os ingleses estiveram fora da Copa do Mundo até os 75 minutos de jogo, já que os congoleses abriram o placar com um gol logo no início do jogo do jogador da UD Almería, Brian Cipenga.
E é que a partida começou com a Inglaterra mergulhada em um mar de dúvidas. Os “Three Lions” não conseguiam assumir o domínio da partida diante de uma intensa seleção da República Democrática do Congo. E a situação piorou para a seleção inglesa aos 7 minutos de jogo, quando um cruzamento de Chancel Mbemba chegou aos pés do ponta Brian Cipenga na lateral esquerda da área inglesa. O jogador do Almería controlou a bola e chutou rasteiro e com força no ângulo mais próximo, superando Jordan Pickford.
Um gol histórico para o futebol congolês que abalou a equipe de Tuchel, que continuava sem criar perigo diante de um adversário muito recuado. Uma defesa férrea que não permitiu a primeira chance inglesa na partida até perto da meia-hora de jogo, quando um cruzamento em uma falta lateral resultou em um chute errado de Ezri Konsa. Essa jogada foi seguida pela chance mais clara da Inglaterra, com uma cabeçada franca de Bellingham após um passe preciso de Rice, à qual Lionel Mpasi respondeu com uma grande defesa.
E a RD do Congo se salvaria novamente alguns minutos depois, quando uma jogada pela lateral direita de Noni Madueke culminou em um chute de Marcus Rashford que Wan-Bissaka tirou na linha do gol. No entanto, o que estava prestes a acontecer antes do intervalo seria o segundo gol dos africanos, mas o chute de Yoane Wissa na entrada da pequena área acertou a trave.
Tudo isso antes de Kane reclamar pênalti após ser derrubado por Mpasi, mas nem o árbitro de campo nem o VAR viram nada passível de penalidade, e de Bellingham, com mais uma cabeçada, e Kane, com um voleio, voltarem a testar os reflexos do goleiro congolês. Uma atuação brilhante do goleiro permitiu que a RD do Congo chegasse ao intervalo com vantagem no placar.
O segundo tempo começou com o mesmo cerco inglês com que os primeiros 45 minutos haviam terminado, mas sem alterações por parte de Tuchel. E o primeiro a dar sinais de perigo foi Rashford, após uma boa jogada individual, mas que careceu de precisão no chute, que acabou na rede lateral. Mas o tempo continuava passando com a Inglaterra perdendo no placar, o que fez com que, aos 60 minutos, Bukayo Saka e Anthony Gordon entrassem em campo.
Mudanças essas que, longe de dar um novo fôlego ao ataque inglês, cortaram completamente o ritmo dos “Three Lions”, que começavam a sentir cada vez mais presente, com o passar dos minutos, a angústia da eliminação. E quando a situação parecia mais difícil para os ingleses, o de sempre, Harry Kane, apareceu para empatar a partida a um quarto de hora do fim. Um cruzamento de Gordon pela lateral esquerda foi cabeceado pelo atacante do Bayern, que, em sua terceira tentativa, mandou a bola para o fundo da rede.
O gol deu ânimo e confiança à Inglaterra, que partiu em busca do segundo gol para evitar a prorrogação. E a menos de cinco minutos do fim dos 90, Kane demonstrou por que é um dos melhores jogadores da temporada. O “matador” inglês recebeu a bola na entrada da área, abriu espaço e, de meia-volta, mandou um chute potente com o pé direito no ângulo do gol defendido por Mpasi.
E, apesar de ainda faltarem 10 minutos para o fim da partida, a RD do Congo não conseguiu colocar Pickford em apuros, sendo que uma falta cobrada por Wissa na última jogada da partida, que passou por cima da trave, foi sua única chance. Assim, a Inglaterra avança para as oitavas de final do torneio, fase em que enfrentará o México no Estádio Azteca, na Cidade do México.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: INGLATERRA, 2 - REPÚBLICA DO CONGO, 1 (0 a 1, no intervalo).
--ESCALAÇÕES:
INGLATERRA: Pickford; Spence (Eze, min. 70), Konsa, Guehi, O’Reilly; Anderson, Rice (Stones, min. 90+1), Bellingham; Madueke (Saka, min. 60), Kane e Rashford (Gordon, min. 60).
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO: Mpasi; Wan-Bissaka, Tuanzebe, Mbemba, Masuaku (Kayembe, min. 89); Makau (Kayembe, 76º min.), Moutoussamy (Mayele, 89º min.), Sadiki; Mbuku (Elia, 64º min.), Wissa e Cipenga (Bongonda, 76º min.).
--GOLS.
0 a 1, minuto 7: Cipenga.
1 a 1, minuto 75: Kane.
2 a 1, minuto 86: Kane.
--ÁRBITRO: Adham Makhadmeh (JOR). Mostrou cartão amarelo para Bellingham (min. 19) pela Inglaterra e para Sadiki (min. 28) pela República Democrática do Congo.
--ESTÁDIO: Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (Estados Unidos).
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático