A Espanha continua com sua maldição inglesa
A seleção feminina perde por 1 a 0 em Wembley para a Inglaterra após uma partida irregular e complica sua classificação direta para a Copa do Mundo
MADRID, 14 abr. (EUROPA PRESS) -
A seleção espanhola feminina de futebol complicou sua classificação direta para a Copa do Mundo do ano que vem no Brasil após perder nesta terça-feira por 1 a 0 para a Inglaterra em Wembley, após uma partida um tanto irregular, melhor após o intervalo, mas que não foi suficiente para reverter o gol inicial da equipe da casa, marcado por Lauren Hemp.
Mais uma vez, espanholas e inglesas travaram um confronto de igual para igual, mais animado nos segundos 45 minutos, onde surgiram as melhores oportunidades para ambas e onde a campeã mundial voltou a carecer certamente de mais lucidez e precisão nos metros finais, tal como na última final da Eurocopa, com duas bolas na trave e um futebol mais fluido no primeiro tempo, para pelo menos ter arrancado um ponto.
A “Roja” prolongou sua maldição em solo inglês, onde continua sem vencer após dez visitas, e agora não tem mais margem para erros nesta fase de qualificação para a Copa do Mundo. A Inglaterra garantiu o máximo de nove pontos, três a mais que a Espanha, que tem trabalho pela frente, começando no próximo sábado em Córdoba contra a Ucrânia, uma boa oportunidade para, além de voltar à trajetória da vitória, melhorar o saldo de gols diante de um possível empate em pontos com as jogadoras de Sarina Wiegman.
Sonia Bermúdez apostou em seu time titular habitual para o desafio de finalmente vencer em solo inglês, mas a partida complicou-se muito cedo. Um escanteio das anfitriãs não foi afastado adequadamente e a bola acabou caindo nos pés de Lauren Hemp, que finalizou para o gol apesar da tentativa de Cata Coll e Alexia Putellas de afastá-la.
O gol precoce consolidou ainda mais o plano traçado por Sarina Wiegman. A campeã europeia optou por um bloco defensivo mais recuado, com marcações muito agressivas para neutralizar o jogo no meio-campo da campeã mundial, que teve dificuldade em encontrar fluidez, sentindo falta de um pouco mais de Mariona Caldentey ou Alexia Putellas, enquanto nas laterais Claudia Pina e Vicky López também não tiveram muita influência, embora a madrilenha tenha sido uma das poucas que tentou driblar em algumas ocasiões.
A Inglaterra buscou a transição como arma para causar dano, pois, tão recuada e com a boa pressão visitante, mal conseguiu manter a posse de bola. Mesmo assim, teve um par de boas oportunidades por meio de Lauren James e, sobretudo, de Hemp, cujo chute após uma boa combinação com Lucy Bronze acabou acertando a trave do gol da Espanha.
Aos poucos, a “Roja” tomou conta do jogo, mas sem arriscar muito na circulação da bola para também não permitir que o adversário contra-atacasse. As oportunidades foram escassas, com uma cabeçada de Irene Paredes, logo após o gol das inglesas, um chute cruzado certeiro de Vicky López e, sobretudo, um de Ona Batlle em boa posição, que saiu muito alto.
A Inglaterra se manteve firme na defesa e as visitantes continuaram sem encontrar seu melhor futebol e a maneira de abrir espaços. Um chute de Patri Guijarro bem defendido por Hannah Hampton foi a última chance da número um do ranking, que também levou alguns sustos no final da partida com um chute potente de Alessia Russo, repelido por uma Coll bem posicionada.
INÍCIO ANIMADO DO SEGUNDO TEMPO
Sonia Bermúdez não fez nenhuma substituição para um segundo tempo que começou com mais ritmo e também com chances, além de muito claras, com duas para cada lado. Olga Carmona e Vicky López acertaram a trave, mas, no meio disso, Kendall e, sobretudo, Russo, em um cara a cara, desperdiçaram para uma campeã europeia que havia aberto suas linhas e teve outra boa chance com um chute cruzado de James.
Salma Paralluelo, no lugar de uma Esther González também apagada, foi a primeira tentativa de reviravolta da campeã mundial, que agora ameaçava muito mais, comandada por uma Pina mais ativa e por Vicky López, e com a Inglaterra menos perigosa, mas que continuava resistindo aos ataques de uma Espanha com nova energia em campo com Edna Imade, em busca de aumentar o perigo aéreo, e Lucía Corrales, mas que perdeu Patri Guijarro devido a uma contusão no pé.
Apesar de tudo, a Espanha acabou cercando as inglesas em sua área, mas não conseguiu o empate, apesar dos inúmeros cruzamentos em busca de um chute decisivo que não surgiu. Imade foi quem chegou mais perto, mas sua cabeçada foi defendida por Hampton, garantindo a vitória em Wembley.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: INGLATERRA, 1 - ESPANHA, 0 (1-0, no intervalo).
--ESCALAÇÕES.
INGLATERRA: Hampton; Bronze, Wubben-Moy, Morgan, Greenwood; Kendall (Blindkilde Brown, min.72), Walsh, Stanway; Hemp, Russo e James (Kelly, min.81).
ESPANHA: Coll; Batlle, Paredes, León, Carmona (Corrales, min. 75); Caldentey, Guijarro (Serrajordi, min. 81), Putellas; López, González (Paralluelo, min. 62) e Pina (Imade, min. 75).
--GOLS.
1-0, minuto 3. Hemp.
--ÁRBITRA: Tess Olofsson (SUE). Mostrou cartão amarelo para Bronze (min. 85) e Hampton (min. 94), pela Inglaterra, e para Paredes (min. 58), pela Espanha.
--ESTÁDIO: Wembley.
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