Publicado 14/07/2026 18:46

Relato do jogo França x Espanha: 0 a 2

Espanha brilha e chega perto da glória

A “Roja” chega à segunda final de Copa do Mundo de sua história após derrotar a França em Dallas (0 a 2)

Pedro Porro, da Espanha, comemora com seus companheiros de equipe após marcar o segundo gol de sua seleção durante a partida da semifinal da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre França e Espanha, no Dallas Stadium, em 14 de julho de 2026, em Arlington, Texas.
Jose Breton / AFP7 / Europa Press

Espanha brilha e chega perto da glória

A “Roja” chega à segunda final de Copa do Mundo de sua história após derrotar a França em Dallas (0 a 2)

MADRID, 14 (EUROPA PRESS)

A seleção espanhola garantiu nesta terça-feira sua vaga na final do Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá após eliminar a França nas semifinais (0 a 2), na melhor partida da Espanha em todo o torneio, na qual dominou a vice-campeã mundial com uma “aula magistral” de futebol, culminando com os gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro.

A Espanha disputará sua segunda final da Copa do Mundo no próximo domingo, 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A campeã europeia está a apenas uma vitória de conquistar a segunda estrela em seu uniforme, feito que conquistou após derrotar a França nas semifinais. A “Roja” fez sua melhor partida no torneio para eliminar a vice-campeã mundial, que não poderá disputar sua terceira final consecutiva.

Os nomes de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro já estão gravados na história do futebol espanhol. O jogador de San Sebastián foi quem abriu o placar da marca dos onze metros, depois que Lucas Digne derrubou Lamine Yamal. Um gol com o qual ele alcançou seu quinto gol no torneio e ultrapassou Fernando Hierro na tabela dos maiores artilheiros da história da seleção (30). O segundo gol foi obra de Pedro Porro, o MVP da partida, que finalizou uma jogada brilhante com Dani Olmo para ampliar a vantagem antes da marca de uma hora de jogo.

Merece destaque especial a atuação defensiva da equipe de Luis de la Fuente, que, pela sexta partida na Copa do Mundo, manteve o gol invicto, neutralizando o melhor ataque do torneio. Além disso, Unai Simón, salvador em algumas saídas, precisou fazer apenas três defesas, duas delas na reta final da partida. Com a vitória, a Espanha volta a derrotar a França pela terceira partida oficial consecutiva, desta vez no dia do feriado nacional francês, e eleva para 38 o número de partidas oficiais sem derrota.

Luis de la Fuente manteve o time titular que garantiu a classificação contra a Bélgica, com Fabián Ruiz como titular e Pedri González aguardando sua chance no banco. Houve mudanças na escalação de Didier Deschamps, com as entradas de Aurélien Tchouaméni, que se recuperou, no meio-campo, e de Bradley Barcola na ponta esquerda, substituindo Manu Koné e Desire Doue.

A semifinal começou com muito respeito por parte de ambas as equipes, mas com a Espanha dominando mais a posse de bola diante de uma França recuada em bloco baixo, que esperava para sair no contra-ataque. E nesse jogo tímido, com medo de cometer erros, o primeiro – e grave – erro viria por parte da França. Lucas Digne tentou afastar a bola após ter errado o passe, e Lamine Yamal, que foi o mais esperto em campo, colocou o ombro para que o lateral francês o derrubasse. Pênalti claro.

Na cobrança, o jogador mais confiável da “Roja”, Mikel Oyarzabal, que à sua lista de gols históricos pela seleção — final da Liga da Eurocopa e da Liga das Nações — agora acrescenta o de uma semifinal da Copa do Mundo. O maior artilheiro da “era De la Fuente” e da Espanha na Copa do Mundo (5 gols) não falhou com um chute cruzado que, apesar de Mike Maignan ter adivinhado a direção, não conseguiu defender.

E o golpe para a França seria duplo, já que, alguns minutos depois, William Saliba caiu no chão pedindo substituição por lesão. Em seu lugar, entraria o zagueiro central do Crystal Palace, Maxence Lacroix. Apesar disso, a resposta dos “les bleus” foi assumir o domínio da posse de bola, com Dembélé aparecendo pelo meio, deixando a lateral para Olise.

No entanto, o que esteve perto de acontecer foi o segundo gol da Espanha. Uma perda de bola de Maignan provocaria uma jogada combinada espetacular entre Dani Olmo e Lamine Yamal, finalizada por Fabián. Mas o chute do meio-campista do PSG foi bloqueado e desviado para escanteio por Upamecano. A jogada não intimidou a França, que controlou a reta final do primeiro tempo, instalando-se no território espanhol, mas sem colocar em apuros o gol de Unai Simón.

O intervalo trouxe a substituição de Rabiot, que havia recebido cartão amarelo, por Manu Koné. E a primeira jogada do segundo tempo foi um chute desviado de Oyarzabal da entrada da área, alguns minutos antes de Deschamps fazer a segunda substituição, colocando Desire Doue no lugar de Barcola, que nem teve tempo de tocar na bola antes de a Espanha dobrar sua vantagem.

Pedro Porro se transformou em Jordi Alba na final da Eurocopa 2012. O lateral da Extremadura fez uma jogada de parede espetacular com Dani Olmo para ficar cara a cara com Maignan. Lá, ele não falhou, finalizando no canto curto. Foi seu segundo gol na Copa do Mundo e o ponto alto de uma partida extraordinária que seria recompensada, no final, com o troféu de MVP.

Poucos minutos depois, a euforia espanhola estava prestes a explodir quando Lamine Yamal apareceu na frente do gol, driblou Digne e venceu Maignan, mas havia partido na jogada em posição de impedimento.

O golpe deixou a vice-campeã mundial atordoada por alguns minutos, mas, graças ao talento individual, a equipe se reergueu com orgulho. Mbappé desferiu dois chutes, aos quais, primeiro Unai Simón e depois Cucurella, responderam para impedir o primeiro gol francês. O ataque dos “bleus” não estava funcionando, e Deschamps esgotou as substituições com Theo Hernández e Rayan Cherki, que entraram no lugar de um apático Michael Olise e de Digne. Ambos durante o intervalo para hidratação.

A isso, De la Fuente respondeu com Ferran Torres, Pedri e Mikel Merino, no lugar de Oyarzabal, Fabián e Dani Olmo, respectivamente. Tudo isso faltando menos de 15 minutos para os 90'. E o atacante do Barça, em uma jogada criada por Pedri, esteve perto de marcar o terceiro com uma cabeçada, antes que a Espanha esgotasse as substituições com Nico Williams e Marcos Llorente, que entraram no lugar de Baena e de um Pedro Porro bastante abalado.

Nos últimos minutos, aos quais se somaram sete de acréscimo, a França tentou com mais garra do que futebol diante de uma Espanha que, sempre que roubava a bola, fazia a circulação, obrigando os franceses a correr, sob os “olés da torcida”. E assim foram se esgotando os segundos que separavam a Espanha de sua segunda final da Copa do Mundo. Uma partida pelo título que será disputada no próximo dia 19 de julho contra o vencedor do jogo Inglaterra x Argentina.

FICHA TÉCNICA.

--RESULTADO: FRANÇA, 0 - ESPANHA, 2. (0-1, no intervalo).

--ESCALAÇÕES:

FRANÇA: Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba (Lacroix, min. 30), Digne (Theo Hernández, min. 72); Tchoaméni, Rabiot (Koné, min. 46); Dembélé, Olise (Cherki, min. 72), Barcola (Doue, min. 57); e Mbappé.

ESPANHA: Unai Simón; Porro (Llorente, min. 84), Cubarsí, Laporte, Cucuerella; Rodri, Fabián (Pedri, min. 78); Lamine Yamal, Olmo (Merino, min. 78), Baena (Nico Williams, min. 84); e Oyarzabal (Ferran, min. 74).

--GOLS:

0 a 1, aos 22: Oyarzabal (pênalti).

0 a 2, aos 58: Porro.

--ÁRBITRO: Iván Barton (ESV). Mostrou cartão amarelo para Rabiot (min. 9) e Mbappé (min. 86) pela França, e para Cucurella (min. 31) pela Espanha.

--ESTÁDIO: Hard Rock Stadium, em Miami (Estados Unidos), 64.478 espectadores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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