Espanha não repete o roteiro
A seleção feminina empata em seu segundo amistoso contra os Estados Unidos, após não conseguir, desta vez, manter a vantagem de 0 a 2
MADRID, 14 out. (EUROPA PRESS) -
A seleção espanhola feminina de futebol encerrou invicta, nesta terça-feira, sua série de dois amistosos contra os Estados Unidos, após empatar em 2 a 2 na partida disputada no Subaru Park, em Chester, na Filadélfia, e na qual, desta vez, não conseguiu tirar proveito de uma vantagem de 0 a 2.
A campeã mundial esteve perto de voltar para casa com duas vitórias contra a tetracampeã mundial, mas, desta vez, o roteiro que ela mesma havia traçado no primeiro amistoso não deu certo, e não conseguiu conter a reação das americanas, que salvaram a honra nos minutos finais e empataram os gols de Alexia Putellas — que ampliou sua lenda ao disputar sua 150ª partida — e de Salma Paralluelo.
Não foi uma partida excessivamente brilhante da número um do ranking da FIFA, embora a turnê tenha terminado de forma positiva após enfrentar uma das potências do futebol com a ausência de muitas titulares teóricas e os testes obrigatórios realizados pela técnica para ir ajustando o que ela deseja para a Copa do Mundo do ano que vem no Brasil.
Sonia Bermúdez apostou novamente em um time titular muito competitivo, com um meio-campo de qualidade, tendo Patri Guijarro e Alexia Putellas repetindo suas funções, desta vez com Clara Serrajordi como complemento; Irene Paredes formando a dupla de zagueiras centrais com María Méndez; e com as titularidades de Misa Rodríguez, Oihane Hernández, Andrea Medina e Clara Pinedo, esta última posicionada à esquerda do ataque, onde também voltaram a jogar Edna Imade e Salma Paralluelo.
A partida foi diferente daquela do último sábado em Washington. A Espanha não conseguiu, desta vez, abrir o placar tão rapidamente, mas a presença de Paredes pareceu dar maior segurança defensiva, sem deixar tantos espaços para jogadoras como Sophia Wilson e Trinity Rodman. Assim, apesar de não ter o controle da partida nem de criar muitas ameaças no ataque, a defesa não sofreu tanto quanto no primeiro amistoso.
Na verdade, a equipe treinada por Emma Hayes, mais preocupada em impedir que Guijarro pudesse pensar, com Rose Lavelle sempre bem próxima, teve dificuldades para criar chances de qualidade contra uma campeã mundial que jogou com um pouco mais de calma e foi a primeira a criar um perigo real com uma investida de Pinedo, que ficou cara a cara com Tullis-Joyce, mas sem conseguir superar a goleira após um ótimo passe de Putellas, que sempre soube ler bem esses espaços.
E, assim como aconteceu no Audi Park, a seleção abriu o placar. As americanas pagaram caro por sua obsessão em fechar o meio-campo, o que deixou Serrajordi livre, e a jovem meio-campista recebeu sem marcação para lançar uma bola precisa no coração da área. Pinedo deixou passar com inteligência e Putellas empurrou a bola sem marcação no segundo poste para fazer o 0 a 1 perto da meia-hora.
AS SUBSTITUIÇÕES FAZEM DIFERENÇA
Os Estados Unidos não só não absorveram bem esse golpe, como, minutos depois, sofreram o 0 a 2. Tullis-Joyce errou na saída de bola, e a bola acabou caindo nos pés de Putellas, que mais uma vez se mostrou precisa ao dar assistência para Paralluelo, que não perdoou e ampliou a vantagem. As donas da casa, longe de seu melhor futebol, não conseguiram abalar essa boa vantagem no restante do primeiro tempo.
Bermúdez fez substituições para o segundo tempo (Alba Redondo, Lucía Corrales e Ona Batlle), embora, desta vez, ao contrário do último sábado, não tenha alterado o meio-campo para não perder o controle da partida. No entanto, foi surpreendida pelo gol logo no início do segundo tempo de Ashley Sanchez, após uma rápida transição em que a campeã mundial reclamou de uma possível falta inicial de Wilson sobre Paredes.
A partida entrou, a partir da marca de uma hora de jogo, em uma sequência de substituições de ambos os lados, e a Espanha sofreu um pouco mais com a saída de Putellas e com a energia renovada das anfitriãs, que chegaram ao 2 a 2 em mais uma jogada de profundidade para Swanson, cujo chute cruzado foi defendido por Misa Rodríguez.
Sob o comando de Guijarro, a “Roja”, sem deixar de pressionar as anfitriãs na frente, apesar dos riscos de permitir seu perigoso jogo direto, tentou proteger sua preciosa vantagem nos minutos finais. Não teve sucesso porque um passe pelas costas resultou no 2 a 2 definitivo de Swanson. No último suspiro, Misa Rodríguez fez uma grande defesa contra Yohannes para manter o empate no placar.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: ESTADOS UNIDOS, 2 - ESPANHA, 2 (0 a 2, no intervalo).
--ESCALAÇÕES.
ESTADOS UNIDOS: Tullis-Joyce; Fox, Wesley, Davidson (Del Fava, min. 80), G. Thompson (A. Thompson, min. 61); Lavelle (Swanson, min. 61), Hutton (Howell, min. 61), Heaps (Yohannes, min. 61); Rodman (Cooper, min. 60), Wilson (Sears, min. 80) e Sanchez (Tordin, min. 80).
ESPANHA: Rodríguez; Hernández (Batlle, min. 46), Paredes (Codina, min. 77), Méndez, Medina (Vignola, min. 78); Serrajordi (Ramos, min. 78), Guijarro, Putellas (Fiamma, min. 62); Pinedo (García, min. 62), Imade (Redondo, min. 46) e Paralluelo (Corrales, min. 46).
--GOLS.
0 a 1, minuto 27. Putellas.
0 a 2, minuto 31. Paralluelo.
1 a 2, minuto 49. Sanchez.
2 a 2, minuto 86. Swanson.
--ÁRBITRA: Myriam Marcotte (CAN). Mostrou cartão amarelo para Ramos (min. 81) e Vignola (min. 93), pela Espanha.
--ESTÁDIO: Subaru Park. 18.648 espectadores.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático