Publicado 06/07/2026 23:13

Relato do jogo Estados Unidos x Bélgica: 1 a 4.

A Bélgica enfrenta a Espanha em meio à “tempestade” Balogun

A equipe de Garcia, com dois gols de De Ketelaere, será adversária da “La Roja” nas quartas de final após golear os EUA, que escalaram o atacante dispensado pela FIFA

O belga Charles De Ketelaere reage durante uma partida de futebol entre os EUA e a seleção belga, os Red Devils, na segunda-feira, 6 de julho de 2026, no Seattle Field, em Seattle, em uma partida das oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA de 2026.
Europa Press/Contacto/BRUNO FAHY

A Bélgica enfrenta a Espanha em meio à “tempestade” Balogun

A equipe de Garcia, com dois gols de De Ketelaere, será adversária da “La Roja” nas quartas de final após golear os EUA, que escalaram o atacante dispensado pela FIFA

MADRID, 7 jul. (EUROPA PRESS) -

A Bélgica, com dois gols do polêmico Charles de Ketelaere, enfrentará nesta sexta-feira (21h) a Espanha em Los Angeles nas quartas de final da Copa do Mundo de futebol dos Estados Unidos, México e Canadá, após derrotar (1 a 4) nesta segunda-feira a anfitriã Estados Unidos no Lumen Field, em Seattle, nas oitavas de final, em meio à “tempestade” desencadeada pelo “caso Balogun”.

A melhor exibição dos belgas no torneio, que chegaram a essa partida com dúvidas geradas pela virada (3 a 2) contra o Senegal nas oitavas, levou a melhor sobre a única coanfitriã remanescente na competição, e à decisão da FIFA de absolver o atacante Folarin Balogun do cartão vermelho recebido contra a Bósnia e Herzegovina.

A equipe de Rudi Garcia chegou assim, pela terceira vez em sua história — após as edições do México’86 e do Brasil 2014 —, a fase que antecede as semifinais, onde a espera a Espanha de Luis de la Fuente, que havia aposentado (1 a 0) horas antes o lendário Cristiano Ronaldo, único artilheiro em seis Copas do Mundo, no duelo ibérico.

A vitória belga teve a marca de seu autor. A primeira, do técnico Rudi Garcia, que deixou no banco os veteranos Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku, além de seu craque do Manchester City, Jeremy Doku, para apostar na força de Amadou Onana, a precisão de Leandro Trosard e o faro de gol de Charles de Ketelaere.

A segunda marca de autoridade foi de De Ketelaere. O atacante da Atalanta, da Série A italiana, correspondeu à aposta de Garcia, que o escalou inicialmente apesar das críticas da torcida da Europa Central em detrimento de Lukaku, e o resultado foi um gol duplo que esfriou o clima acalorado do Estádio de Seattle.

Um chute de Timothy Castagne, logo no primeiro minuto, e uma jogada do meio-campista do Benfica, ex-Sevilla, Dodi Lukebakio, que Tielemans não conseguiu finalizar, serviram de prólogo para o 0 a 1. Um cruzamento de Raskin, após uma hesitação de Dest, foi finalizado pelo atacante formado no Bruges, colocando a Bélgica na frente aos 9 minutos.

A lesão de Amadou Onana e o empate de Malik Tillman, aos 31 minutos, em uma falta provocada por Balogun e desviada por Hans Vanaken, não alterou o ritmo de uma Bélgica elétrica e intensa, na qual De Keteleare cabeceou para o gol (1 a 2) um cruzamento vindo da lateral esquerda de Trosard aos 33 minutos.

Além da falta, Balogun, neutralizado por Ngoy, teve apenas um chute alto logo antes do intervalo para justificar a ligação de Donald Trump ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a fim de exonerá-lo do cartão vermelho que recebeu contra a Bósnia e Herzegovina e que o havia afastado, a priori, das oitavas de final.

ERRO FATAL DE FREESE

No “reduto” dos atuais campeões da NFL, os Estados Unidos foram uma sombra daquela seleção que recebeu elogios na primeira fase, na qual havia tido apenas o tropeço da derrota contra a Turquia, com o “time B”, e a classificação para as oitavas já garantida pela equipe de Pochettino.

Um apático Pulisic abandonou a partida antes do erro fatal de Matt Freese, que selou a classificação da Bélgica para as quartas de final. Uma tentativa de parar o onipresente De Ketelaere resultou em um mau desvio que acabou nas mãos de Hans Vanaken, que aproveitou o presente para aumentar ainda mais a hemorragia (1 a 3) da equipe da casa.

Um Balogun quase inédito chutou no meio do gol pouco antes de a aventura dos Estados Unidos no torneio chegar ao fim. Lukaku, que marcou o último gol (1 a 4) na enésima recuperação europeia, e Doku já estavam em campo para comemorar a classificação da melhor Bélgica da Copa do Mundo, a nova ameaça à “La Roja” e a carrasca da dupla Trump-Infantino, que provocou a vergonhosa demissão “política” do atacante.

FICHA TÉCNICA.

--RESULTADO: ESTADOS UNIDOS, 1 - BÉLGICA, 4 (1 a 2, no intervalo).

--EQUIPES.

ESTADOS UNIDOS: Freese; Freeman, Richards, Robinson (Arfsten, min. 92), Ream, Dest (Reyna, min. 46); Adams (Pepi, min. 72), Tillman, McKennie; Pulisic (Berhalter, min. 59) e Balogun (Wright, min. 92).

BÉLGICA: Courtois; Mechele, De Cuyper, Castagne, Ngoy; Tielemans, Raskin (Witsel, min. 89), Onana (Vanaken, min. 21); Trossard (Saelemaekers, 89º min.), Lukebakio (Doku, 67º min.) e De Ketelaere (Lukaku, 67º min.).

--GOLS:

0 a 1, min. 9: De Ketelaere.

1 a 1, min. 31: Tillman.

1 a 2, min. 33: De Ketelaere.

1-3, min. 57: Vanaken.

1-4, min. 93: Lukaku.

--ÁRBITRO: Adham Makhadmed (JOR). Mostrou cartão amarelo para McKennie (min. 35) e Tillman (min. 69), pela seleção dos Estados Unidos.

--ESTÁDIO: Lumen Field, em Seattle (Estados Unidos). 66.925 espectadores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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