Julián quebra a resistência suíça na prorrogação
A Argentina enfrentará a Inglaterra nas semifinais, apesar de ter enfrentado dificuldades contra uma Suíça resistente, mesmo jogando com um jogador a menos
BARCELONA, 12 jul. (EUROPA PRESS) -
A seleção da Argentina disputará as semifinais da Copa do Mundo de 2026 após vencer por 3 a 1, na prorrogação, uma combativa Suíça (3 a 1), que resistiu por 40 minutos com um jogador a menos, até que um golaço de Julián Álvarez e o gol decisivo de Lautaro Martínez garantiram o confronto da Albiceleste com a Inglaterra, vencedora da Noruega (1 a 2), na penúltima rodada.
A equipe de Lionel Scaloni sofreu muito mais do que o esperado diante de uma seleção suíça que conseguiu disputar a posse de bola por muitos minutos e só desmoronou na reta final da prorrogação, já em desvantagem numérica após uma polêmica expulsão de Breel Embolo aos 72'.
Leo Messi, pela primeira vez nesta Copa do Mundo, não marcou, embora tenha sido decisivo mais uma vez ao dar a assistência para o gol logo no início de Alexis Mac Allister e liderar o jogo ofensivo argentino quando a equipe mais precisava. No entanto, é verdade que, na prorrogação, ele estava exausto, e resta saber como ele chegará às “semifinais” contra a poderosa Inglaterra.
A Argentina, assim como Messi, demorou para entrar no jogo. Nos primeiros minutos, foi a Suíça quem monopolizou a posse de bola, pressionou alto e cercou uma Albiceleste desconfortável. Granit Xhaka deu um aviso com um chute de longe e só aos 9 minutos é que Leo Messi conseguiu criar perigo, provocando um escanteio após dar passe para Mac Allister.
Naquele segundo escanteio, veio o primeiro golpe argentino. Messi colocou a bola com precisão no meio da área e Alexis Mac Allister voou para cabecear de forma impecável no segundo poste, diante do qual Gregor Kobel só pôde ficar imóvel. Sem ter mostrado sua melhor versão, a Argentina encontrou o caminho para o gol graças à jogada de bola parada e ao talento de seu capitão.
Longe de desanimar, a Suíça continuou lutando. Djibril Sow obrigou o “Dibu” Emiliano Martínez a fazer sua primeira defesa e, pouco antes do intervalo, Breel Embolo passou por trás de Lisandro Martínez, mas o goleiro argentino saiu com ousadia para impedir o empate. A Albiceleste chegou ao intervalo com vantagem, apesar de ter registrado apenas um chute entre os postes.
Após o intervalo, o cenário praticamente não mudou. Nahuel Molina desperdiçou uma grande jogada iniciada por Messi ao optar pelo chute em vez de dar passe para Julián Álvarez, que estava livre, enquanto a Suíça foi ganhando força aos poucos. Embolo deu um aviso de cabeça e, em apenas dois minutos, Dan Ndoye e Xhaka obrigaram o “Dibu” a manter a vantagem com duas defesas de grande mérito.
A recompensa suíça veio aos 67 minutos. Ricardo Rodríguez encontrou Dan Ndoye, que enfrentou Emiliano Martínez e, dessa vez, acertou com um chute potente para estabelecer um empate que fazia justiça ao mérito suíço.
Mas tudo mudou apenas cinco minutos depois. E completamente. Embolo inicialmente recebeu uma falta a seu favor após uma jogada com Leandro Paredes, mas o VAR chamou o árbitro João Pinheiro, que entendeu que o atacante havia simulado o contato. Ele anulou o cartão amarelo dado ao argentino e mostrou o segundo ao atacante suíço, que foi expulso em lágrimas em uma das jogadas mais polêmicas da partida.
Com superioridade numérica, a Argentina partiu em busca da vitória, mas Kobel defendeu primeiro um chute por cima de Messi — posteriormente anulado por um impedimento apertado — e, em seguida, uma cabeçada de Mac Allister. Já nos acréscimos, o próprio Messi esteve perto de marcar com um chute de direita da entrada da área que passou a poucos centímetros da trave, antes de Kobel fazer mais uma defesa providencial para desviar uma espetacular tesoura de Lisandro Martínez e levar a partida para a prorrogação.
A prorrogação seguiu o mesmo roteiro, com a Argentina pressionando no campo adversário e a Suíça resistindo como podia. Thiago Almada, recém-entrado, esteve perto de marcar logo no início da prorrogação e, já na segunda parte, Messi voltou a enfrentar Kobel da linha de 25 metros.
No entanto, a muralha suíça acabou caindo aos 112 minutos, o número de emergência na Espanha. Julián Álvarez, que até então vinha fazendo uma partida discreta e ainda não havia marcado neste Mundial, recebeu a bola perto da linha de 21 metros e soltou um chute de direita gigantesco que entrou no ângulo de Kobel, incapaz de impedir um gol que desencadeou a euforia argentina.
Com a Suíça totalmente empenhada em buscar um último milagre, a Argentina encontrou espaços para encerrar definitivamente a partida. Já aos 120+1, Thiago Almada liderou um contra-ataque; Kobel defendeu seu chute, mas Lautaro Martínez apareceu atento ao rebote para empurrar a bola para o fundo da rede e selar um 3 a 1 talvez exagerado pelo que se viu durante mais de duas horas de partida, mas suficiente para levar a atual campeã às semifinais, onde enfrentará a Inglaterra.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: ARGENTINA, 3 - SUÍÇA, 1 (1 a 1 ao final dos 90 minutos e 1 a 0 no intervalo).
--EQUIPES.
ARGENTINA: Martínez; Molina (Montiel, min. 85), Romero (Otamendi, min. 105), Lisandro Martínez, Tagliafico (González, min. 78); De Paul (Lautaro Martínez, min. 85); Paredes (López, min. 110), Mac Allister, Enzo Fernández (Almada, min. 90); Messi e Julián Álvarez.
SUÍÇA: Kobel; Zakaria (Jashari, min. 96), Elvedi, Akanji, Rodríguez (Cömert, min. 90+5); Freuler (Vargas, min. 115), Xhaka; Sow (Widmer, min. 86), Rieder (Muheim, min. 86), Ndoye (Amdouni, min. 86); e Embolo.
--GOLS.
1 a 0. Min. 10: Mac Allister.
1 a 1. Min. 67: Ndoye.
2 a 1. Min. 112: Julián Álvarez.
3 a 1. 120+1º minuto: Lautaro Martínez.
--ÁRBITRO: João Pinheiro (POR). Mostrou cartão amarelo para Almada (97º minuto), Lautaro Martínez (98º minuto) e López (114º minuto) pela Argentina. Expulsou Embolo (min. 44 e min. 72) por dois cartões amarelos pela Suíça.
--ESTÁDIO: Arrowhead Stadium, em Kansas City (Estados Unidos).
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