Publicado 09/04/2025 11:24

O Real Madrid vive mais um desastre ofensivo longe do Santiago Bernabéu

Vinicius Junior, do Real Madrid, e Thomas Partey, do Arsenal, em ação durante a partida de ida das quartas de final da UEFA Champions League 2024/25 entre Arsenal FC e Real Madrid C.F. no Estádio do Arsenal em 08 de abril de 2025 em Londres, Inglaterra.
Isabel Infantes / AFP7 / Europa Press

MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -

O Real Madrid foi derrotado por 3 a 0 nesta terça-feira pelo Arsenal FC no Emirates Stadium, no jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, um resultado que complica a continuidade dos Blancos na Europa e representa sua quinta derrota na principal competição continental nesta temporada, marcada pela falta de ambição ofensiva e pela falta de reação para compensar um desempenho ruim na defesa.

Os atuais campeões naufragaram no Emirates Stadium. A equipe de Carlo Ancelotti foi superada no primeiro jogo do confronto por um Arsenal que aproveitou o ímpeto no segundo tempo para marcar três gols, que poderiam ter sido mais. Tudo isso diante de uma equipe branca que não foi capaz de reagir na defesa, mas, acima de tudo, no ataque.

O desempenho ofensivo dos jogadores de ataque do Real Madrid foi muito ruim na capital inglesa. A equipe de Mikel Arteta conseguiu anular completamente os flancos do Madrid, sendo que Kylian Mbappé e Jude Bellingham foram os únicos jogadores que ameaçaram o gol defendido por David Raya. Na verdade, o goleiro da seleção espanhola só precisou intervir em três chutes, dois do francês, um na chance mais clara do Madrid, e um do inglês.

Por outro lado, o jogo de Vinícius Júnior e Rodrygo Goes deixou claro que nenhum dos dois está em sua melhor forma no momento e a equipe sentiu os efeitos. O camisa 7 participou de apenas 38 ações com a bola, das quais perdeu 47% e não deu sequer um chute a gol. Além disso, ele não conseguiu se safar de nenhum dos quatro dribles que tentou, o que é incomum para um dos jogadores mais desequilibrados do mundo.

O outro ponta brasileiro também não teve sua melhor noite, embora tenha estado muito mais presente no ataque do que seu compatriota, participando de 53 ações com a bola. No entanto, ele quase não se movimentou - um drible em todo o jogo -, não chutou a gol e não criou nenhuma chance com seus passes, naquela que é sua pior atuação na Liga dos Campeões nesta temporada.

Os laterais dos Gunners, especialmente Bukayo Saka, foram uma história diferente. O jogador da seleção inglesa fez nove cruzamentos durante a partida e criou uma chance de gol. Gabriel Martinelli também criou uma chance, tentou quatro dribles e colocou até cinco bolas na área para uma equipe que teve oito chutes a gol.

Além disso, a equipe de Ancelotti foi superada pela defesa do Arsenal, que conseguiu sufocar o ataque do Los Blancos graças à pressão alta que permitiu ao time roubar seis bolas no último terço do campo, de acordo com a OPTA. Isso se reflete nas baixas taxas de sucesso de passes de jogadores da linha defensiva, como Rüdiger (89%), Raúl Asencio (81%) e David Alaba (81%).

Também não funcionou bem uma sala de máquinas composta por um Eduardo Camavinga errático - seis desvios - e Luka Modric - apenas uma chance criada -. Tudo isso, somado à lenta circulação de bola, fez com que o Real Madrid desse uma média de 48 passes antes de marcar o gol, com um total de 13 toques na área do Arsenal durante toda a partida, seu menor número em 2025.

A inoperância individual afetou a equipe como um todo. O Real Madrid deixou os Emirados com apenas três chutes a gol, um número que se iguala ao pior da equipe de Ancelotti nesta campanha da Liga dos Campeões - o mesmo que contra o Liverpool em Anfield e o Atlético de Madri no Metropolitano. Um fato que mostra que o Los Blancos tem sido um time com fraco desempenho ofensivo na competição quando joga fora de casa contra adversários de alto nível.

Por outro lado, o Arsenal balançou as redes 11 vezes com Thibaut Courtois, que foi o melhor jogador do Real Madrid em campo, com várias defesas importantes. Além disso, a presença dos londrinos no último terço do campo foi muito maior do que a dos adversários, com 36 toques na área, quase três vezes mais do que o Real Madrid.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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