Dennis Agyeman / AFP7 / Europa Press
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O Real Madrid perdeu nesta terça-feira para o Bayern de Munique por 1 a 2 na partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, pelo que agora precisa reverter esse resultado para garantir uma vaga nas semifinais continentais, algo que o time merengue nunca conseguiu na Copa da Europa e apenas uma vez em toda a sua história europeia.
Dois erros em áreas proibidas, um no final do primeiro tempo que resultou em uma jogada precisa e eficaz finalizada por Luis Díaz para o 0 a 1, e outro logo no início do segundo tempo, que gerou um chute de Harry Kane da entrada da área para o fundo da rede, colocaram o time merengue em apuros, mas que conseguiu manter uma chance para a partida de volta.
Os brancos viajam com mais esperanças para Munique graças ao gol marcado no segundo tempo pelo francês Kylian Mbappé, que já soma 14 gols como artilheiro da principal competição continental. Assim, o Real Madrid sabe que um gol empata a eliminatória e o coloca novamente na briga por uma vaga nas semifinais, embora para isso seja necessário um milagre que nunca aconteceu na história do clube branco.
O 15 vezes campeão da Europa só conseguiu reverter um resultado adverso na primeira partida em casa nas sete ocasiões em que perdeu o primeiro jogo no Santiago Bernabéu em uma eliminatória continental. Foi na Recopa — competição disputada pelos campeões da Copa de cada país — de 1970-1971, contra o Wacker Innsbruck nas oitavas de final.
Naquela ocasião, o time austríaco derrotou o Real Madrid por 0 a 1 fora de casa, graças ao gol de Graussmann, em uma noite gelada e diante de cerca de 30 mil espectadores. A partida de volta, num Tivoli Stadion de Innsbruck lotado, foi tensa e os dois gols (0 a 2) do time madridista, marcados por Toni Grande e Manolín Bueno, surgiram nos últimos 15 minutos. Naquela edição, os madridistas chegaram à final, mas perderam para o Chelsea FC inglês.
Esta é a única eliminatória europeia que o Real Madrid conseguiu reverter após perder em casa a partida de ida. O primeiro e único espelho no qual os comandados de Álvaro Arbeloa podem se olhar em seu desejo, em Munique, de avançar para as semifinais. E é que se trata de uma missão quase impossível na Europa, pois o time branco tem apenas cerca de 7% de chances de continuar na competição, segundo as estatísticas.
O time madrilenho já se viu nessa situação em outras seis ocasiões. Na temporada 1993-94, novamente na Recopa, o Paris Saint-Germain francês venceu a partida de ida das quartas com um gol de George Weah; e depois se salvou com o empate em 1 a 1 na partida de volta no Parque dos Príncipes.
Já na era moderna da Champions, em 2001, também o Bayern — a última vitória dos alemães no Bernabéu até esta terça-feira — venceu por 0 a 1 com um gol de Giovane Élber nas semifinais, em uma disputa em que eliminou os brancos, derrotados na capital bávara por 2 a 1 e que eram então os atuais campeões.
Apenas cinco anos depois, com um Real Madrid mergulhado em sua maldição das oitavas de final da Champions, Thierry Henry conquistou o reduto madridista com um golaço em contra-ataque, levando o Arsenal à vitória por 0 a 1, em uma eliminatória em que o time madridista ficou sem marcar após o empate sem gols na partida de volta em Londres.
Em fevereiro de 2009, mais uma vez um time inglês amargou a noite da torcida em Chamartín. O Liverpool de Rafa Benítez, Fernando Torres, Xabi Alonso, Steven Gerrard e o próprio Álvaro Arbeloa saiu do Bernabéu com um 0 a 1 graças ao gol de Yossi Benayoun, na famosa eliminatória do “chorreo” que o então presidente do Real Madrid, Vicente Boluda, previu em Anfield sem sucesso, já que os “reds” avançaram com um placar agregado de 5 a 0 a seu favor.
CITY, ÚLTIMO PRECEDENTE DESFAVORÁVEL
Já com José Mourinho no comando, o Real Madrid perdeu por 0 a 2 na partida de ida das semifinais da Liga dos Campeões contra o FC Barcelona em 2011 — o último Clássico na Liga dos Campeões. Dois gols de Leo Messi no segundo tempo selaram uma partida marcada pela expulsão de Pepe, o que provocou a irritação do técnico português na famosa coletiva de imprensa posterior com sua expressão de “por quê”. No Camp Nou, o time só conseguiu empatar por 1 a 1.
E a derrota mais recente do Real Madrid em uma partida de ida disputada no Santiago Bernabéu foi na temporada 2019-20, na Champions da pandemia. Foi contra o Manchester City, que virou o placar após um primeiro gol de Isco, com dois gols no final da partida de Gabriel Jesus e Kevin de Bruyne de pênalti, caindo, meses depois, no Etihad, novamente sem público, por 2 a 1.
No entanto, as estatísticas não são nada favoráveis aos madridistas, que, além de todas essas eliminatórias, só conseguiram vencer uma vez, há já 55 anos, o que precisam fazer na Allianz Arena para forçar pelo menos a prorrogação e continuar sonhando em não estar muito longe de conquistar pelo menos um título em meados de abril.
Também não foi muito bem em sua história recente quando empatou a partida de ida no Santiago Bernabéu e os gols ainda valiam o dobro, como na partida de ida das semifinais da Champions 20-21 contra o Chelsea, que arrancou um 1 a 1 no Di Stéfano e depois venceu por 2 a 0 em Stamford Bridge.
O Dínamo de Kiev, da Ucrânia, fez o mesmo na partida de ida das quartas de final de 98-99 (1 a 1) e venceu por 2 a 0 na volta, e, já no final dos anos 80, tanto o PSV holandês quanto o Milan italiano aproveitaram seus empates por um gol no estádio Concha Espina na partida de ida das semifinais de 1988 e 1989, respectivamente, com 0 a 0 e o memorável 5 a 0 no San Siro. Em 2013, após o 1 a 1 contra o Manchester United inglês, o time conseguiu a virada ao vencer por 1 a 2 em Old Trafford com um chute forte do croata Luka Modric.
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