Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press - Arquivo
MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
A disputa das quartas de final da Liga dos Campeões 2025-2026 entre Bayern de Munique e Real Madrid pode ser considerada um clássico do Velho Continente, com as duas equipes se enfrentando pela décima quarta vez em uma disputa da principal competição continental, e com o time madrilenho sendo agora o “pesadelo” do time bávaro.
Dois “dinossauros” do futebol continental que já se conhecem e se temem, e que, antes deste confronto, já disputaram um total de 28 partidas, com 12 vitórias para cada um, protagonizando eliminatórias sempre emocionantes e que deixaram grandes momentos. Além disso, o time merengue conseguiu reverter um histórico que era negativo e venceu os quatro últimos confrontos, sem perder na Allianz Arena, com três vitórias e um empate.
A primeira vez que ambas as equipes se enfrentaram foi nas semifinais da temporada 1975-1976, e, após um empate em 1 a 1 no Bernabéu, na noite do famoso “Loco de Chamartín” que tentou agredir o árbitro austríaco Linemayer, os alemães, com Beckenbauer, Maier, Rummenigge e Müller, derrotaram os madridistas por 2 a 0.
Eles só se enfrentaram novamente nas semifinais de 1987, a primeira decepção na Copa da Europa da “Quinta del Buitre”. No Olímpico, 4 a 1 para os alemães, com a famosa pisada de Juanito em Matthaus, e um solitário e inútil 1 a 0 a favor do Real Madrid no Santiago Bernabéu.
No ano seguinte, nas quartas de final, com Jupp Heynckes como técnico da equipe alemã, o time comandado por Leo Beenhakker salvou o jogo de ida nos últimos cinco minutos com dois gols e levou um placar de 3 a 2 para Madri, onde conseguiu a virada graças ao 2 a 0 com gols de Jankovic e Míchel.
A partir daí, as equipes não se enfrentaram novamente até o ano 2000, quando o time de Munique esteve no caminho da “Oitava” por duas vezes. Primeiro, na segunda fase de grupos, com um saldo espetacular de vitórias em Munique (4 a 1) e no Bernabéu (2 a 4). Posteriormente, os brancos souberam dar o troco nas semifinais, com vitória no Bernabéu (2 a 0), que souberam aproveitar na Alemanha (2 a 1), com destaque para Nicolás Anelka, autor de dois dos três gols dos brancos.
Na temporada seguinte, o time alemão se vingou nas semifinais, vencendo no Bernabéu (0-1) e no Olímpico (2-1), para depois conquistar a quarta Copa da Europa ao derrotar o Valencia CF na final em San Siro. As duas eliminatórias seguintes foram para os madridistas. Nas quartas de final de 2002, com derrota em Munique (2 a 1) e virada no Bernabéu (2 a 0), e nas oitavas de final de 2004, com empate no Olímpico (1 a 1) e vitória por 1 a 0 (Zinédine Zidane) na partida de volta.
Na temporada 2006-2007, os dois times se enfrentaram novamente na primeira fase do torneio. O Real Madrid venceu no Bernabéu por 3 a 2, mas a vitória alemã por 2 a 1, com o gol de Roy Makaay aos dez segundos — o mais rápido da história da Liga dos Campeões —, acabou prematuramente com o sonho continental do Real Madrid.
DA AMARGURA DE 2013 À ATUAL GRANDE SÉRIE DE VITÓRIAS
E após esse encontro quase habitual na 'Champions', foram necessários seis anos para que se enfrentassem novamente, mais uma vez nas semifinais, com vantagem novamente para o Bayern, que venceu na Allianz Arena por 2 a 1, resultado que se repetiu no Bernabéu e levou a partida para a disputa de pênaltis, onde Neuer defendeu os chutes de Kaká e Cristiano, e Sergio Ramos chutou para fora, condenando o Real Madrid a uma nova e dolorosa eliminação no final da temporada sob o comando de José Mourinho.
Mas a partir daí, a tendência mudou e o “besta negra” passou a ser o time merengue. Assim, dois anos depois, Real Madrid e Bayern se enfrentaram novamente nas semifinais de 2013-2014, com Carlo Ancelotti no comando do Real Madrid e Pep Guardiola no do Bayern. O Real Madrid venceu a partida de ida na capital com um gol de Benzema e, em seguida, viveu uma de suas maiores noites europeias ao vencer por 0 a 4 na partida de volta na Allianz Arena, com dois gols de Ramos e dois de Cristiano Ronaldo.
O técnico de Reggiolo, por outro lado, viveu o lado oposto na temporada 2016-2017, quando treinava o Bayern e se deparou nas quartas de final com seu pupilo Zinédine Zidane. O então atual campeão voltou a invadir a Allianz Arena (1 a 2), mas sofreu na partida de volta no Bernabéu, onde foi necessária a prorrogação para a vitória por 4 a 2 do time merengue, que posteriormente faria história ao ser o primeiro a revalidar o título.
Na temporada seguinte, novo confronto acirrado e, mais uma vez, com a vaga na final em jogo. A partida de ida foi em Munique e o Real Madrid conseguiu mais uma vez virar o placar e vencer no reduto bávaro por 1 a 2. Na partida de volta, o Bayern pressionou novamente, mas os comandados de Zidane, ajudados por um erro do goleiro Ullreich, resistiram e garantiram um empate em 2 a 2 que lhes deu a classificação para a final e a subsequente tríplice coroa.
Depois, passaram-se seis anos até que se enfrentassem novamente em uma fase eliminatória, e mais uma vez nas semifinais. O Real Madrid viu sua sequência de vitórias ser interrompida na capital bávara, mas conseguiu um valioso empate em 2 a 2 com dois gols de Vinícius Jr. Na partida de volta, outra noite mágica para os madridistas, que perdiam por 0 a 1 aos 88 minutos, momento em que surgiu a figura de Joselu Mato, com dois gols que garantiram a classificação para o que seria a décima quinta Copa da Europa.
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