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BARCELONA 12 jan. (EUROPA PRESS) -
O jogador do FC Barcelona Raphinha encontrou no Real Madrid um adversário contra o qual seu futebol ganha uma dimensão especial, sobretudo na Supercopa da Espanha, com duas finais consecutivas vencidas com dois gols do brasileiro, que desde sua chegada ao FC Barcelona em julho de 2022 tem se destacado nos confrontos diretos contra os blancos, dos quais já é seu “bicho-papão”.
O extremo brasileiro nascido em Porto Alegre a 14 de dezembro de 1996 tem vindo a construir uma relação cada vez mais decisiva com o Clássico, tornando-se, sobretudo na Supercopa de Espanha, um verdadeiro pesadelo para a equipa branca. E seu último golpe veio na Arábia Saudita, onde voltou a ser decisivo na quarta final consecutiva entre as duas equipes, com um saldo agora claramente favorável ao Barça (três vitórias contra uma do Real Madrid).
No total, Raphinha disputou 12 Clássicos oficiais em todas as competições, com um desempenho global que explica seu crescente peso neste tipo de partida: 7 gols e 3 assistências contra o Real Madrid. Números que ganham peso pela extrema exigência do duelo, sempre marcado pela grande rivalidade, e que refletem a evolução de um jogador que, após uma primeira temporada de adaptação, está a crescer e a destacar-se nos palcos mais importantes.
Ele estreou em um Clássico oficial em 16 de outubro de 2022, no Santiago Bernabéu, em uma partida da liga que terminou com a vitória do Real Madrid por 3 a 1 e na qual ele disputou 60 minutos. Aquela partida marcou o início de sua história contra o eterno rival, ainda longe da influência que exerce hoje neste tipo de confronto.
Seu primeiro gol em um Clássico da Liga viria dois anos depois, em 26 de outubro de 2024, também no Bernabéu, em uma vitória contundente do Barça por 0-4. Raphinha assinou então 90 minutos de alto nível, com gol e assistência, em uma atuação que simbolizou sua maturidade competitiva e sua capacidade de decidir grandes partidas fora de casa.
Na LaLiga EA Sports, o saldo do brasileiro contra o Real Madrid é de seis clássicos, com três gols e duas assistências, enquanto na Copa del Rey ele disputou três confrontos sem participação direta em gols. É, no entanto, na Supercopa da Espanha que Raphinha elevou seu impacto a níveis decisivos.
Nas duas últimas finais da Supercopa entre Barça e Madrid, o extremo marcou quatro gols e deu uma assistência, tornando-se um dos grandes protagonistas dos títulos blaugranas na Arábia. E isso apesar de não ter podido disputar a final de 2024 devido a uma lesão e de, na edição de 2023, com Xavi Hernández no banco, ter tido apenas 12 minutos em campo, deixando claro que, quando teve continuidade, sua influência foi decisiva.
Este peso nos clássicos enquadra-se, além disso, num momento especialmente feliz para Raphinha no projeto de Hansi Flick, na segunda temporada completa do técnico alemão à frente da equipe. Depois de iniciar a temporada com uma lesão que o afastou de nove jogos entre LaLiga e Liga dos Campeões, seu retorno coincidiu com uma clara aceleração no desempenho coletivo. Desde seu retorno ao time titular, o Barça conquistou oito vitórias em oito jogos, com Raphinha como titular, nos quais o brasileiro marcou oito gols e deu duas assistências, sendo o artilheiro da equipe nesse período. Com ele em campo, o time 'culer' marcou 22 gols e sofreu apenas cinco — com destaque para o goleiro Joan Garcia —, números que reforçam seu impacto além do aspecto ofensivo.
Além dos números, Raphinha se tornou um dos símbolos do Barça de Flick por seu compromisso tático e sua liderança na pressão alta, uma das marcas registradas do técnico alemão. Sem ele, com alternativas como Marcus Rashford, Lamine Yamal, Ferran Torres ou Roony Bardghji nas pontas, essa pressão não tinha alcançado a mesma eficácia. Com Raphinha, um dos capitães da equipe, o Barça acredita, pressiona e sorri, lidera a Liga, se aproxima do Top 8 da Champions, continua vivo na Copa del Rey e soma títulos.
Com duas Ligas, uma Copa del Rey e três Supercopas da Espanha em seu palmarés desde sua chegada ao Spotify Camp Nou, Raphinha não só ganhou troféus, mas encontrou no Real Madrid o rival perfeito para confirmar sua condição de jogador diferenciado nos grandes palcos, especialmente em uma Supercopa onde seu nome já faz parte da história recente do Blaugrana.
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