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MADRID 28 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, qualificou nesta sexta-feira Abel Caballero de "prefeito populista" por ter feito uma "polêmica interesseira" depois do que aconteceu nesta semana com a possível exclusão irregular de Vigo como sede da Copa do Mundo de 2030.
"Há uma polêmica egoísta do prefeito populista de Vigo em relação às sedes da Copa do Mundo. Esse homem está em seu elemento", disse Louzán na apresentação do Observatório do Esporte Feminino realizada na Universidade Rey Juan Carlos (URJC) em Madri.
O presidente respondeu às críticas recebidas por Abel Caballero após as informações publicadas pelo "El Mundo" na última segunda-feira, nas quais ele disse que os critérios haviam sido manipulados para favorecer San Sebastián e Anoeta em detrimento do ABANCA Balaídos e Vigo, algo que parece ter sido descartado pela RFEF.
O líder da federação aproveitou sua intervenção na primeira mesa redonda, sob o título "Regeneração ética e legal da RFEF", para enfatizar que o conselheiro galego "sempre leva isso para a arena política, mas ele já é conhecido".
Louzán explicou que Caballero tenta "justificar" o fato de que a cidade não sediará a Copa do Mundo de 2030, apesar de saber que, com a reforma do estádio Balaídos, ele terá 27.000 espectadores e "sabe que a FIFA exige 43.000 espectadores para que o estádio seja uma sede da Copa do Mundo".
Ele também lembrou que o trabalho para decidir as sedes foi responsabilidade da equipe da federação liderada por Luis Rubiales, portanto ele tem pouco a contribuir. "Eu me tornei presidente da Federação em 16 de dezembro e a decisão corresponde a julho de 2024", destacou, ressaltando também que antes de ele se tornar presidente havia uma Comissão de Supervisão, Normalização e Representação criada "pelo Conselho Superior de Esportes e liderada por Vicente del Bosque".
Com tudo isso, Louzán reiterou que a RFEF lutará para que "Vigo e Valência sejam sedes da Copa do Mundo". "Defenderei as duas sedes. Tentaremos garantir que as cidades que foram deixadas de fora, neste caso, Vigo e Valência, possam ter a oportunidade de ser sedes da Copa do Mundo", comentou.
"Valência também tem sua presença mais do que justificada, pois terá um novo estádio de 70.044 lugares, um dos estádios mais modernos que o futebol espanhol terá para a Copa do Mundo de 2030. Não parece lógico que toda a faixa mediterrânea não tenha a oportunidade de sediar essa Copa do Mundo", enfatizou.
"Mas acredito que todas essas coisas têm que ser realizadas da maneira que devem ser realizadas, ajudando a negociar e acertar as coisas, e, portanto, a Federação está nesse caminho, para fazer as coisas bem e estamos demonstrando isso", concluiu o presidente da RFEF.
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