MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -
O tenista espanhol Rafa Jódar afirmou que, se quiser continuar obtendo “bons resultados” no circuito, precisará “melhorar muito” seu “nível de tênis” e admitiu que, apesar do ritmo acelerado de sua carreira, está “aproveitando” o momento e mantém “os pés no chão”.
“Se eu quiser continuar obtendo bons resultados, vou ter que melhorar muito meu nível de tênis; vou ter que aprender muito a lidar com a participação em tantos torneios por ano, com o fato de enfrentar adversários diferentes a cada semana ou até mesmo a cada torneio”, afirmou o tenista madrilenho em entrevista concedida à mídia oficial da RFET.
Jódar confessou que tudo está acontecendo “muito rápido”, mas que, mesmo assim, está “aproveitando”. “Continuo com os pés no chão, sendo a mesma pessoa humilde que era há dois anos, o que acredito que está me ajudando muito, e isso graças a todas as pessoas que realmente me apreciam e querem o melhor para mim”, acrescentou.
O madrilenho destacou que consegue competir “contra a maioria dos jogadores” do circuito já em seu primeiro ano, o que significa que está indo “muito bem”. “Estou entrando no ritmo de competição contra adversários muito diferentes e com estilos muito distintos”, analisou.
“Se você quer estar entre os melhores jogadores do mundo por muitos anos, precisa cuidar de cada detalhe com precisão milimétrica e fazer tudo muito bem. Saber que haverá momentos em que as coisas não vão correr como você quer, mas aceitar esses momentos, superá-los e ter uma mentalidade positiva de estar sempre melhorando aos poucos”, refletiu.
Rafa Jódar, que foge das comparações: “O caminho é aproveitar o processo, ir melhorando aos poucos. É meu primeiro ano no circuito, sei que ainda há muitas coisas a melhorar e que tudo o que acontecer comigo este ano será novo para mim e serão novas experiências”.
Além disso, o número um espanhol na partida da Copa Davis contra o Chile destacou que está descobrindo que é “uma pessoa corajosa” e acrescentou que ter que lidar com tudo o que envolve os torneios é “difícil para alguém tão jovem”, mas considera que está lidando “muito bem com esse tipo de coisa”.
O número 14 do ranking da ATP se definiu como “uma pessoa muito trabalhadora” que chegou à elite do tênis “sendo muito humilde, mantendo os pés no chão e indo aos poucos, seguindo meu processo e sem pensar em coisas maiores”. “É a mentalidade que meu pai e toda a minha família me transmitiram”, ressaltou.
Por fim, o tenista de Leganés falou sobre a figura de seu pai e a solidão dele no box: “É algo incomum no circuito, já que todos os jogadores, ou a maioria deles, têm muitas pessoas no box. É o primeiro ano e estamos tentando aprender com cada erro que cometemos e com o que dá certo. Este ano está dando certo. Nos damos muito bem, temos um ótimo relacionamento desde que eu era bem pequeno, e ele sempre me ajudou muito e sempre quer o melhor para mim”.
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