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“Vou ter que dar tudo de mim e fazer o melhor que já fiz para estar lá” BARCELONA 10 fev. (EUROPA PRESS) -
A rider espanhola Queralt Castellet, vice-campeã olímpica de halfpipe em Pequim 2022, encara os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 convencida de que terá de dar o seu melhor para lutar pelas medalhas num cenário com o “nível mais alto de sempre” e no qual defenderá a histórica prata conquistada há quatro anos.
“Não tenho nenhuma vantagem por uma medalha anterior, simplesmente agora sei que é possível e vou dar tudo de mim”, afirmou Castellet em coletiva de imprensa virtual, onde ressaltou que o objetivo é “arrasar na rodada” preparada para a competição e deixar que os resultados venham como consequência do trabalho realizado. “O objetivo não são medalhas, nem resultados, nem nada. É sempre fazer, conseguir, executar a rotina que você veio fazer. Esse é o objetivo. E bem, se você calcular bem e trabalhar muito, então os resultados virão”, afirmou a atleta de Sabadell.
A catalã, que aos 36 anos disputará sua sexta Olimpíada e igualará assim referências espanholas como Manel Estiarte ou Rudy Fernández, explicou que chega ao evento italiano com boas sensações após superar a lesão que a impediu de competir no último Mundial. “Nesse período, consegui recuperar minha força e minha confiança e recomeçar a competir no último ano. Estou feliz, estou gostando muito do meu dia a dia na prancha", afirmou. Castellet, que nesta temporada competiu em duas provas da Copa do Mundo sem subir ao pódio, mas recentemente conquistou o bronze nos X Games na modalidade 'superpipe', destacou que os Jogos são a competição "mais importante" do calendário, embora tenha insistido na necessidade de enfrentá-los dentro de seu processo competitivo.
“É crucial encarar isso como mais uma competição dentro do processo e da evolução em que nos encontramos. Para mim, é encarar isso como dar tudo de mim, como faço em todas as competições, mas sabendo que são os Jogos e que é preciso dar um extra”, explicou. Além disso, ela alertou para a grande exigência do halfpipe feminino atualmente. “Este ano, estamos diante do nível mais alto de todos os tempos. Vou ter que dar tudo de mim e fazer o melhor que já fiz para estar lá, porque o nível está altíssimo e todas as meninas estão superando seus limites”, disse ela. Sobre o cenário da competição, ela destacou que o halfpipe de Milão-Cortina apresenta características inéditas para as participantes. “É um halfpipe muito diferente, nunca estivemos aqui antes porque não houve evento-teste, então estamos todos em uma situação nova à qual temos que nos adaptar. Está em muito boas condições, embora no início, com as altas temperaturas, tenha sido complicado encontrar o ritmo porque a pista estava muito irregular, mas vimos que tem melhorado”, concluiu.
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