André Ferreira / DPPI / AFP7 / Europa Press
MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -
A Fórmula 1 volta a Madri, que sedia o Grande Prêmio da Espanha Tag Heuer, décima quarta etapa do Mundial, após 45 anos, em um circuito de Madri que recebe o italiano Kimi Antonelli (Mercedes), líder consolidado após sua excelente atuação em Monza, e aos demais candidatos ao título, entre os quais não estarão, a priori, os espanhóis Carlos Sainz (Williams) e Fernando Alonso (Aston Martin), que, no entanto, viverão um fim de semana especial.
Já se passou quase meio século desde a última vez que a F1 competiu em Madri. Foi em 1981, no Circuito do Jarama, onde Gilles Villeneuve venceu. Agora, com um “Grande Circo” bem diferente, a espera chegou ao fim e os carros de Fórmula 1 mais rápidos do mundo rodarão em Madri diante de 350 mil pessoas que vibrarão durante todo o fim de semana.
A estreia de Madri no calendário — o primeiro GP dos 10 anos acordados com a F1 — chega, além disso, com a disputa pelo Campeonato Mundial em pleno andamento, depois que Antonelli, que sofreu uma penalidade no último Grande Prêmio da Itália, recuperou 18 posições até vencer em Monza, à frente de seu companheiro de equipe, o inglês George Russell.
Assim, um fim de semana que parecia complicado, o jovem piloto transformou, mais uma vez, em uma demonstração de autoridade, com a primeira vitória de um italiano em Monza em 60 anos, somando 267 pontos como líder, com uma vantagem de 66 pontos sobre Russell (201). Atrás dele, o inglês Lewis Hamilton (Ferrari), com 191 pontos, após um GP na Lombardia bastante discreto.
Mas Madri, por ser um circuito novo, abre uma nova janela de oportunidades para os perseguidores do italiano. Além disso, trata-se de um circuito híbrido e novo para a maioria — apenas a Ferrari realizou um teste privado antes —, que só foi estudado no simulador. Por isso, a estratégia é uma incógnita, já que, à medida que as sessões avançarem, eles irão conhecendo melhor o comportamento dos pneus e o potencial da gestão elétrica.
Em princípio, a cautela será a grande aliada dos pilotos, como já aconteceu no primeiro ano em que se correu em Baku, quando quase nada aconteceu porque a tendência geral foi não cometer erros excessivos; por isso, a qualificação ganha muito mais importância.
Grande parte da atenção durante o fim de semana estará voltada para os pilotos espanhóis Carlos Sainz e Fernando Alonso, que enfrentam o segundo GP em casa da temporada, depois de Barcelona. O madrilenho, embaixador do circuito e 13º em Monza, terá uma tarefa difícil, pois Madring chega logo antes de a Williams implementar um novo pacote de melhorias que, ao que parece, dará um impulso à equipe de Grove. O objetivo ambicioso é aproveitar se houver confusão e entrar na zona de pontuação.
Já o bicampeão mundial vê Madring como uma oportunidade. Na Honda, acreditam que o circuito de Madri “se adaptará melhor” à Aston Martin; por isso, as habilidades e o instinto do asturiano, que acaba de abandonar a corrida em Monza, podem ser fundamentais para extrair o máximo do AMR26, que, em teoria, deveria ter um desempenho melhor neste fim de semana.
A corrida no “Templo da Velocidade” também deixou claro que os motores Mercedes estão muito à frente dos demais. Antonelli pilotou com facilidade em Monza e apenas Russell, prejudicado por pneus mais gastos, conseguiu enfrentá-lo. A Red Bull e Verstappen ficaram com o terceiro lugar, mas o desempenho do carro da marca da bebida energética em Madri é uma incógnita.
A McLaren vem de vitórias na Hungria e em Zandvoort, mas na Itália Lando Norris e Oscar Piastri terminaram em quarto e quinto lugares, respectivamente, a quase 20 segundos da liderança. Eles não tiveram ritmo e foram prejudicados por um mau desempenho na Q3; agora, em Madri, com curvas lentas e também uma reta de quase 400 metros, resta saber se o MCL40 se adaptará bem a um circuito em que o motor não é tão relevante.
No entanto, quem pode ter maior vantagem em Madri é a Ferrari. A equipe italiana realizou um teste privado e conseguiu coletar dados que talvez sejam fundamentais para o fim de semana. Em Monza, houve atritos entre o monegasco Charles Leclerc, que bateu no muro na Parabólica, e Hamilton, com um toque na primeira curva que gerou tensão no box. Agora, eles têm a chance de deixar as desavenças de lado e ver se conseguem encarar a Mercedes de igual para igual.
--HORÁRIOS DO GRANDE PRÊMIO DA ESPANHA 2026:
-Sexta-feira, 11 de setembro.
Treinos Livres 1, 13h30.
Treinos Livres 2, 17h.
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Treinos Livres 3 às 12h30.
Qualificação às 16h.
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Corrida às 15h.
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