Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
O Club Blanco expressa sua "satisfação" pelo fato de Bruxelas reconhecer que não houve "tratamento favorável" na venda da antiga Ciudad Deportiva
MADRID, 26 set. (EUROPA PRESS) -
A Prefeitura de Madri terá que devolver ao Real Madrid os 20,3 milhões de euros pagos em "ajuda ilegal", depois que a Comissão Europeia ratificou a decisão de 2019 do Tribunal Geral da União Europeia (TJUE), na qual considerou a operação Cuatro Torres da antiga Ciudad Deportiva como legal e sujeita ao preço de mercado.
De acordo com o jornal 'El Mundo', a Comissão Europeia voltou atrás depois de estimar inicialmente que a venda desse terreno foi supervalorizada em 18,4 milhões de euros, e obrigou o Real Madrid a reembolsar em 2016 quase 20 milhões de euros à Prefeitura da capital presidida por Manuela Carmena.
Nesse sentido, o Real Madrid expressou sua "satisfação" após conhecer a decisão da Comissão Europeia, que determina que o acordo de regularização assinado com a Prefeitura de Madri em 2011 "não constitui um auxílio estatal".
Por sua vez, a Prefeitura de Madri anunciou que não recorrerá e pagará ao Real Madrid esse montante mais os juros pelas permutas de terrenos realizadas em 2011, como confirmou o prefeito, José Luis Martínez-Almeida.
Almeida colocou os holofotes sobre a equipe de Manuela Carmena, que "decidiu exigir essa quantia do Real Madrid sem esperar a conclusão do processo perante a Comissão Europeia, perante o TJUE".
"Nós, por prudência, tivemos que esperar, essa decisão da União Europeia chegou e, embora ainda haja possibilidades de recurso, a verdade é que, assim que tivermos a capacidade de concordar com o que a Comissão Europeia diz, vamos proceder ao pagamento do valor ao Real Madrid, com os juros correspondentes", respondeu Almeida.
NENHUM TRATAMENTO FAVORÁVEL
Em um comunicado, o clube destacou que a Comissão Europeia reconhece em sua decisão final que "não foi concedido nenhum tratamento favorável ou auxílio" ao Real Madrid, e que a compensação estabelecida no acordo de 2011 foi a "forma mais benéfica" para a prefeitura da capital resolver o "descumprimento" que o clube sofreu por mais de uma década.
Essa indenização foi estabelecida em vista da impossibilidade de entregar o terreno B-32, localizado em Las Tablas, ao Real Madrid, que era um compromisso decorrente do acordo de 1998.
A Comissão Europeia também reconheceu que a avaliação desse terreno em Las Tablas, incluída no acordo de 2011, estava "correta" e que o sistema de avaliação que a Comissão confiou a um escritório de arquitetura de Barcelona, que serviu de base para a decisão condenatória inicial de 2016, estava errado.
"Todas as avaliações de avaliadores independentes fornecidas pelo Real Madrid e a da Direção Geral de Cadastro do Ministério da Fazenda coincidem com a avaliação estabelecida pelos técnicos municipais no acordo de 2011", acrescenta o comunicado da entidade com sede em Chamartín.
A Comissão Europeia também afirmou que a Prefeitura de Madri buscou todos os relatórios técnicos jurídicos, econômicos e de planejamento urbano para a assinatura do acordo de 2011.
Por todas essas razões, o Real Madrid solicitará "imediatamente" a devolução dos 20,3 milhões de euros, e os juros de mora, pagos à Prefeitura de Madri em 2016 para restaurar os danos econômicos causados por esse processo de investigação que está atrasado há mais de 12 anos.
"A resolução final deste processo prova mais uma vez que a gestão do Real Madrid é realizada sob os princípios da transparência, integridade e honestidade, valores essenciais que regem todas as ações do clube", concluiu a nota.
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