Publicado 22/05/2026 12:01

Pere Romeu: "Chega de rótulos; humildade, trabalho e desempenho"

Pere Romeu, técnico principal, participa de sua coletiva de imprensa durante o dia de treinos do FC Barcelona antes da final da Liga dos Campeões Feminina da UEFA 2025/26 contra o OL Lyonnes, na Ciutat Esportiva Joan Gamper, em 19 de maio de 2026, em Sant
Javier Borrego / AFP7 / Europa Press

BARCELONA 22 maio (EUROPA PRESS) -

O técnico do FC Barcelona Femení, Pere Romeu, apelou nesta sexta-feira à humildade e ao trabalho coletivo de vista à final da Liga dos Campeões Feminina contra o OL Lyonnes, no Ullevaal Stadion, em Oslo (Noruega), um confronto que ele prevê muito equilibrado e que acredita que será decidido por pequenos detalhes entre as duas melhores equipes da Europa no momento.

"Deixemos de lado os rótulos; humildade, trabalho, trabalho em equipe e um bom desempenho individual, que amanhã certamente será muito importante, para tentarmos levantar a taça fazendo o melhor jogo possível", afirmou Romeu na coletiva de imprensa pré-final.

Ele garantiu que a equipe está "muito feliz" por poder estar em mais uma final da 'Champions'. “Enfrentamos uma grande equipe e os detalhes serão muito importantes. Esperamos que eles estejam a nosso favor. Temos um plano de jogo muito definido e, se formos capazes de executá-lo, estaremos mais perto de alcançar nosso objetivo”, destacou.

Romeu insistiu em afastar qualquer rótulo de favoritismo. “É uma final e muitas coisas podem acontecer. A questão do favoritismo deixamos para vocês. Amanhã se enfrentam duas grandes equipes, com suas virtudes e seus defeitos. Vencerá quem conseguir dominar mais momentos da partida”, resumiu.

O técnico catalão explicou que a chave estará também na capacidade de adaptação durante a partida. “Vamos com um plano de jogo bem definido e elas também. Mas uma final sempre apresenta cenários diferentes. Conversamos muito com as jogadoras sobre a importância de levar o jogo para o nosso terreno e de estarmos preparadas para diferentes situações. Se você chega a uma final sem ter contemplado cenários alternativos, isso não ajuda”, argumentou.

Nesse sentido, ele considera que a equipe cresceu notavelmente durante a temporada. “Vejo uma equipe mais madura do que a do ano passado e com maior capacidade de mudar as coisas durante as partidas. Passamos por situações complexas, com lesões de longa duração de jogadoras muito importantes e com jogadoras jovens tendo que assumir responsabilidades em cenários muito exigentes. Tudo isso nos fez crescer muito”, afirmou.

Para Romeu, independentemente do que acontecer neste sábado, a temporada já traz motivos de satisfação. "Estou ciente de que, no esporte, muitas vezes tudo é julgado pelo resultado de uma final, mas, para mim, a temporada foi muito boa. Um dos grandes prazeres que tivemos este ano foi ver jogadoras muito jovens se firmarem no time principal e disputarem partidas do mais alto nível. Isso é um mérito enorme do clube, das jogadoras e da comissão técnica", destacou.

Ele também destacou a evolução de várias jovens da base e o trabalho coletivo realizado ao longo da temporada. “Estou muito contente com a forma como jogamos nesta temporada e por ver a evolução de muitas jogadoras. Isso diz muito a favor da comissão técnica, mas sobretudo das jogadoras mais experientes, que ajudaram muito as jovens a crescer. Para mim, isso também é um sucesso".

Questionado sobre o que aprendeu com a final perdida no ano passado, Romeu garantiu que a equipe chega agora mais bem preparada. "Uma final nunca garante nada, por melhor que seja a preparação. Mas prefiro chegar em um bom momento do que com dúvidas. Crescemos muito em termos competitivos e em nossa capacidade de nos adaptarmos aos diferentes contextos que surgem durante uma partida”, comentou.

O técnico insistiu na importância de começar bem a partida. “Trabalhamos para entrar com tudo desde o primeiro minuto. Em uma final, é importante cometer o mínimo de erros possível no início para se estabelecer bem na partida. Se conseguirmos dominar esses primeiros momentos, estaremos mais perto de controlar o resto da final, que é o que queremos”, destacou.

Sobre o prestígio de ambos os clubes e as inúmeras estrelas que se reunirão em campo, ele minimizou a importância do histórico. “Os prêmios individuais, as Bolas de Ouro ou o palmarés estão lá porque foram conquistados. Mas amanhã é uma final. Se o adversário fosse outro time, entraríamos em campo exatamente com a mesma empolgação, a mesma vontade e a mesma humildade”, avaliou.

Romeu também falou sobre seu reencontro com Jonatan Giráldez, técnico da equipe francesa e ex-treinador do Barça, de quem foi assistente. “Estou muito animado para enfrentar o Jonatan. Durante o tempo em que trabalhamos juntos, ele me permitiu participar muito da construção do modelo de jogo, dos planos de jogo e do dia a dia. Aprendemos coisas um com o outro e estou convencido de que ambos continuaremos crescendo como treinadores”, explicou.

Quanto ao perfil do OL Lyon, ele se recusou a reduzi-lo apenas ao seu potencial físico. “Seria um erro pensar que eles são apenas um time físico. É um time muito completo. Eles têm capacidade para correr, para contra-atacar e para se impor fisicamente, mas também muitas outras qualidades. Da mesma forma, nós somos muito mais do que um time que quer ter a posse de bola. As duas equipes têm muitos recursos e, por isso, espero um jogo muito disputado”, indicou.

Quanto à condição física de Caroline Graham Hansen e Irene Paredes, ele confirmou que ambas estão evoluindo favoravelmente. “São duas jogadoras muito importantes para nós. Caroline está bastante bem e ainda temos este último treino. Estamos otimistas em relação às duas”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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