Publicado 02/04/2026 17:01

Pau Quesada: "Fomos completamente dominados"

Pau Quesada, técnico do Real Madrid CF, observa durante a segunda partida das quartas de final da Liga dos Campeões Feminina da UEFA 2025/26, jogo disputado entre o FC Barcelona e o Real Madrid CF no estádio Spotify Camp Nou, em 2 de abril de 2026, em Bar
Javier Borrego / AFP7 / Europa Press

BARCELONA 2 abr. (EUROPA PRESS) -

O técnico do Real Madrid Feminino, Pau Quesada, reconheceu após a dura derrota para o Barça nas quartas de final da Liga dos Campeões que sua equipe foi claramente inferior e assumiu a necessidade de uma "autocrítica profunda" após uma eliminatória em que, em sua opinião, "nada funcionou".

“Elas nos passaram por cima, nos passaram por cima no Di Stéfano e hoje. Parabéns a elas. Nós temos que fazer uma autocrítica e pouco mais”, afirmou com veemência o técnico madridista em entrevista coletiva, visivelmente abalado pela imagem apresentada por sua equipe.

Quesada admitiu que a equipe ficou “abalada” logo após a partida de ida e que, apesar de tentar recuperar o ânimo das jogadoras e ajustar aspectos táticos, não conseguiram reverter a situação. “O final da partida de ida foi um balde de água fria. Tentei recuperar as jogadoras, ajustar diferentes situações táticas, mas nada funcionou. Está claro que o que estamos fazendo não está dando certo”, afirmou.

O técnico destacou tanto o mérito do Barça quanto o seu próprio fracasso e evitou se escudar em fatores externos, embora tenha reconhecido que a exigência do calendário e as baixas condicionaram a equipe. “Há muito mérito delas e muita culpa nossa. Tudo o que eu possa dizer agora vai soar como desculpa, mas quando você enfrenta um adversário desse nível e joga a cada três dias, se tivéssemos mais algumas jogadoras, teríamos mais armas. Mesmo assim, temos que fazer uma autocrítica também por parte da comissão técnica sobre como competir contra essa equipe”, explicou.

Nesse sentido, Quesada destacou a diferença existente em relação ao time blaugrana, que definiu como “o melhor time do mundo”. “Pode haver algo de mental, mas não é só isso. Elas têm um nível a mais em tudo. São melhores, têm muitas das melhores jogadoras do mundo e precisamos diminuir essa diferença. Estamos entre os oito melhores da Europa, mas isso não basta quando o seu maior rival é tão superior”, lamentou.

Por fim, o técnico do Real Madrid insistiu que o projeto precisa de tempo para crescer e competir com o Barça, apesar de sua equipe ter sido capaz de ter um bom desempenho contra outros grandes rivais. “Competimos contra todas as equipes nesta temporada, exceto contra o Barça. O crescimento passa pela base e pela incorporação contínua de talentos, mas criar uma dinâmica para poder vencê-los requer tempo. Pode-se criticar, mas as bases e o trabalho estão lá”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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