BARCELONA, 5 jul. (EUROPA PRESS) -
O ex-jogador da seleção espanhola Pau Gasol afirmou que o projeto da NBA Europe continua avançando e defendeu que “a necessidade de um modelo diferente” para o basquete europeu “é evidente”, ao mesmo tempo em que reiterou que continua aberto a se envolver na futura competição caso encontre um papel no qual possa agregar valor e ter um maior “impacto”.
Em entrevista à Europa Press, Gasol explicou que o projeto da NBA Europe “continua avançando e está em andamento”, e que se está trabalhando para determinar se ele poderá se desenvolver “em coesão com a atual Euroliga ou não”. “Essa é uma das grandes questões que precisam ser respondidas, para ver se seria um cenário mais coeso dentro do ecossistema ou um pouco mais disruptivo”, afirmou.
“Mas, a partir daí, o interesse continua muito alto. Acho que a necessidade de um modelo diferente é evidente e precisamos avaliar o potencial e como maximizar o que seria uma colaboração e uma aliança tão grande com um ‘parceiro’ como a NBA no âmbito europeu, com seus clubes, suas culturas, suas diferenças, sua paixão, sua tradição, mas elevá-lo de forma a impactar significativamente nosso esporte”, afirmou.
O bicampeão da NBA explicou que acompanha de perto a evolução do projeto e não descartou assumir responsabilidades quando a estrutura da nova competição estiver definida. “Tenho estado muito próximo da NBA durante todo esse processo e acompanho o projeto de perto. Estou aberto a continuar ouvindo e avaliando onde faz mais sentido que meu papel tenha maior impacto, também em consonância com tudo o mais que faço e tenho na minha vida, o que também é importante. A partir daí, veremos como esse papel se definirá dentro da liga”, afirmou.
Por outro lado, Gasol, que neste sábado encerrou a 22ª edição da Pau Gasol Academy by Santander, também falou sobre outra de suas principais responsabilidades atuais como presidente da Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Internacional (COI), cargo no qual já trabalha com os olhos voltados para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
“Estou muito entusiasmado com a posição que ocupo no Comitê Olímpico e no Movimento Olímpico em geral, e como representante — e, neste caso, presidente — da Comissão de Atletas. Poder exercer influência para que os atletas estejam na melhor posição possível e para que muitos fatores sejam levados em consideração na experiência olímpica, bem como o legado que Los Angeles 2028 pode deixar para os futuros Jogos Olímpicos”, destacou.
O catalão admitiu que dedica “muito tempo” a essa tarefa, convencido de que o trabalho conjunto pode melhorar o Movimento Olímpico. “Acredito no impacto que podemos causar e no que podemos conquistar aos poucos com a colaboração de todos... O movimento olímpico é um movimento complexo, com muitas vertentes, e é preciso ter habilidade na hora de unir esforços e fazer com que todos vejam uma direção para a qual queremos seguir juntos”, concluiu.
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