MADRID, 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O ex-jogador da seleção nacional Pau Gasol afirmou que a seleção espanhola de basquete que venceu o Mundial de 2006 no Japão se tornou “uma inspiração para outras gerações” e destacou a qualidade humana do grupo como um “fator determinante” para alcançar aquele sucesso, por ocasião do seu vigésimo aniversário.
“Acho que realmente fomos uma inspiração para outras gerações. Chegou um momento em que se quis nos comparar um pouco com o futebol e fazer com que o basquete tivesse mais reconhecimento. No fim das contas, todos nós representamos e jogamos pelo nosso país. Houve aspectos que realmente puderam influenciar de forma positiva”, admitiu Pau Gasol após participar da homenagem da Federação Espanhola de Basquete (FEB) pelo 20º aniversário do Mundial do Japão de 2006.
Para o bicampeão da NBA, o ambiente e o sentimento de “família” puderam ser transmitidos à seleção espanhola de futebol, permitindo que ela conquistasse a Eurocopa de 2008 e 2012 e a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. “Essa mentalidade que vai sendo transmitida de geração em geração”, acrescentou.
E é que, naquela época, o esporte espanhol viveu seu apogeu com figuras como o tenista Rafa Nadal, que estava deixando sua “marca e legado”. “A mensagem que transmitimos e demonstramos ao esporte nacional foi que, se você trabalhar, fizer as coisas direito, acreditar em si mesmo, se esforçar e se unir a um grupo de pessoas que também trilham esse caminho, é possível conquistar coisas muito importantes”, afirmou.
O ex-pivô dos Grizzlies e dos Lakers considerou a medalha de ouro em Saitama como “uma das mais especiais” de sua carreira esportiva. “Não gosto de comparar conquistas, porque cada uma tem seu mérito e seu significado. O que sempre me deixou mais orgulhoso é a soma de todos os momentos da minha carreira, das pessoas com quem formei parte e das quais fui companheiro”, destacou.
No entanto, Gasol concordou com o restante dos companheiros da seleção espanhola ao afirmar que a equipe da Copa do Mundo de 2006 foi “a melhor equipe” da qual já fez parte “em muitos sentidos”. “Tem um valor muito grande porque esse sucesso foi marcante, representando um marco para o nosso esporte”, continuou.
O mais velho dos irmãos Gasol insistiu em destacar a qualidade do grupo e o caráter humano como os “fatores-chave” para conquistar todas as vitórias. “Sempre disse que não se trata apenas de ganhar ou perder, mas do que você transmite e do que também o leva a atingir um certo nível. A união e a coesão da equipe foram o fator determinante para ganharmos aquele Mundial, competirmos ano após ano e deixarmos um legado para o nosso esporte”, acrescentou.
Apesar de o ex-jogador do FC Barcelona ter perdido a final contra a Grécia devido a uma lesão no pé esquerdo, ele disse que aproveitou “muito” a partida, tanto como companheiro quanto como espectador, pelo resultado alcançado. “Foi uma exibição de basquete do início ao fim, tanto no ataque quanto na defesa, e como um grupo. Foi maravilhoso viver aquele jogo da maneira como vivemos e estou superorgulhoso de ter feito parte desse ‘time incrível’”, reconheceu.
“Essa homenagem foi muito bonita por relembrar esse momento tão especial, porque você vê os companheiros e a comissão técnica. Já havíamos nos reunido separadamente algumas vezes, mas nos reunirmos todos juntos era algo que queríamos fazer. Por isso, agradecemos à Federação Espanhola de Basquete por ter organizado este evento. Estou muito emocionado porque, com o passar do tempo, a gente valoriza mais as coisas”, destacou o jogador de Sant Boi de Llobregat (Barcelona).
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