Publicado 23/06/2026 14:07

Oyarzabal: “Foi uma alegria, mas a vitória não tirou um peso das costas”

O atacante espanhol mostra-se tranquilo, focado no grupo e no confronto contra o Uruguai

Mikel Oyarzabal, da Espanha, observa durante a partida do Grupo H da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Arábia Saudita, no Atlanta Stadium, em 21 de junho de 2026, em Atlanta, Geórgia.
Jose Breton / AFP7 / Europa Press

MADRID, 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O atacante da seleção espanhola Mikel Oyarzabal afirmou nesta terça-feira, a partir do centro de treinamento da seleção em Chattanooga (Estados Unidos), que foi uma “alegria” vencer a Arábia Saudita e conquistar a primeira vitória neste Mundial de 2026, e não “tirar um peso das costas”, enquanto que, no plano pessoal, ele destaca que está bem, tranquilo e ansioso para jogar contra o Uruguai na terceira e última partida do Grupo H.

“Foi um momento de euforia e alegria, mas tirar um peso das costas propriamente dito, não. Queríamos dar a volta na situação, mas estávamos tranquilos e confiantes, acreditando no mesmo que nos fez acreditar nesse processo de três ou quatro anos. Estávamos tranquilos”, explicou ele sobre a sensação após a vitória em entrevista coletiva.

O basco reconheceu que a equipe analisa com cautela o quadro da competição, de vista de um possível confronto nas oitavas de final, embora sem perder o foco no presente: “É inevitável ter isso em mente e analisar o quadro, mas ainda falta muito, mil coisas podem acontecer. No momento, depende de nós e das demais seleções”.

Quanto à sua situação pessoal, ele insistiu que sua prioridade é ajudar o grupo. “Estou focado em tentar ajudar a equipe a vencer novamente. É nisso que estou pensando. Quero chegar nas melhores condições para a partida contra o Uruguai e dar o meu melhor”, comentou.

Ele também destacou o papel do coletivo dentro da seleção, acima do individual. “Tenho a sorte de ter companheiros que sei que, se um dia não for a minha vez de marcar, outros vão fazer isso. Me preocupo com o coletivo, não com o individual”, afirmou.

Sobre os diferentes perfis no ataque e jogar com Dani Olmo ou Pedri atrás de si, ele destacou a capacidade de adaptação da equipe. “São jogadores diferentes, que influenciam. O importante é se adaptar da melhor maneira possível, dependendo de quem estiver ao seu redor, e tirar o máximo proveito disso”, avaliou.

Questionado sobre as palavras do ex-jogador da seleção inglesa Paul Scholes a respeito de sua figura e se ele está subestimado, ele respondeu com veemência: “Estou tranquilo, cansado de responder a essa pergunta. O que importa para mim é o que dizem meus companheiros, treinadores e a comissão técnica. O que vem de fora não me preocupa”.

Nessa mesma linha, ele evitou dar importância às opiniões externas sobre seu nível e desempenho. “Não vou perder tempo me concentrando nessas coisas, nem para o bem nem para o mal. Se alguém tiver que me dizer alguma coisa, será alguém de dentro da seleção”, afirmou.

Sobre seus minutos em campo e se deveria descansar contra o Uruguai, já que terminou com problemas a partida contra os sauditas, ele foi claro. “Quero jogar e ter o máximo de minutos possível, mas a decisão é do Luis. Estou me sentindo bem”, ressaltou.

Sobre o adversário, o Uruguai, ele alertou para o nível competitivo. “É um time com garra, muito competitivo, típico da América do Sul. Temos que nos concentrar em nós mesmos”, afirmou. E, questionado sobre sua melhor partida pela seleção, preferiu não escolher. “Não sei, me senti bem, tive a sorte de estar onde a bola caiu. Espero que haja mais partidas assim”, disse.

Por fim, ele explicou sua evolução no jogo: “Tento interpretar o que acontece em campo, como causar danos ao adversário e ajudar a equipe. Com o passar dos anos, você aprende que, com pouco, pode ajudar muito o coletivo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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