Jose Breton / AFP7 / Europa Press
MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O ponta francês Ousmane Dembélé foi eliminado nesta terça-feira junto com sua seleção da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, prolongando assim a “maldição” que cerca o detentor da Bola de Ouro quando este disputa uma Copa do Mundo nessa condição.
Ter o troféu de melhor jogador, criado pela revista esportiva “France Football” e agora concedido em parceria com a UEFA, não tem sido sinônimo de alegria na Copa do Mundo em que o escolhido tinha a missão de defender esse prêmio. O jogador do Paris Saint-Germain francês foi mais uma vítima, com o agravante de sua última partida ruim na semifinal contra a Espanha, que manchou um torneio até então notável, com cinco gols marcados.
A Bola de Ouro era concedida apenas a jogadores europeus até que a regra foi alterada em 1995, o que talvez tenha feito com que grandes figuras como o argentino Diego Armando Maradona ou o brasileiro Edson Arantes do Nascimento, “Pelé”, não pudessem ganhá-la nem, portanto, enfrentar, em alguma ocasião, aquele azar contra o vencedor que se estende até os dias de hoje na hora de chegar à final da Copa do Mundo, sendo o último a conseguir isso o brasileiro Ronaldo Nazário na França’98, com uma derrota clara (3 a 0) para a seleção anfitriã.
Além de “O Fenômeno”, na história apenas o italiano Gianni Rivera, o holandês Johan Cruyff, o alemão Karl-Heinz Rummenigge e o italiano Roberto Baggio também estiveram perto de quebrar essa maldição, mas todos acabaram perdendo a partida decisiva.
Rivera (campeão em 1969) não conseguiu vencer o Brasil no México’70 (4 a 1), Cruyff (1973) foi derrotado pela República Federal da Alemanha na Alemanha’74 (2 a 1), Rummenigge (1981) perdeu para a Itália na Espanha’82 (3 a 1), e Baggio (1993) não conseguiu nos pênaltis, além de ter errado o seu, contra o Brasil nos Estados Unidos’94 (0 a 0). Além disso, nenhum deles conseguiu sequer marcar um gol.
Dembélé, pelo menos, foi o detentor do troféu que chegou mais longe nas últimas sete edições, já que o inglês Michael Owen, o brasileiro Ronaldinho e o argentino Leo Messi foram eliminados nas quartas de final de 2002, 2006 e 2010, respectivamente, o português Cristiano Ronaldo, na fase de grupos de 2014 e nas oitavas de final de 2018, e o francês Karim Benzema nem sequer pôde jogar em 2022 no Catar devido a uma lesão.
O caso do atacante do Lyon é curioso porque ele foi eleito vencedor da Bola de Ouro semanas antes de uma Copa do Mundo cujas datas foram alteradas do verão para o outono, uma circunstância que talvez pudesse ter quebrado a maldição, pois a Argentina se sagrou campeã e Leo Messi havia conquistado seu oitavo troféu em 2021 e o teria defendido se o torneio tivesse sido disputado nos meses tradicionais da competição.
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