Dennis Agyeman / AFP7 / Europa Press
MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O meio-campista argentino do Rayo Vallecano, Óscar Trejo, sabe que nesta quarta-feira “as emoções, o nervosismo e os medos vão aparecer” quando a equipe disputar a final da Conference League contra o Crystal Palace, e se mostrou feliz por receber “um presente” como esse em sua última partida com o time franjirrojo, do qual se despede “como uma pessoa excepcional tanto no aspecto humano quanto no profissional”.
“Acima de tudo, quero agradecer a cada companheiro pelo momento e pelo tempo que passaram comigo; de cada um levo o melhor, do técnico também e de sua comissão técnica. As emoções vão surgir, os medos, o nervosismo para amanhã, mas é um dia para aproveitar, não só nós, mas todas as pessoas que vieram, o esforço que fizeram, que foi enorme. Sabemos, ao longo de todo o ano, o que aconteceu e espero que possamos fazer feliz muita gente e grande parte da Espanha que quer que vençamos”, expressou Trejo nesta terça-feira na coletiva de imprensa prévia à final.
O capitão do Rayo pensa “em um grupo de amigos que vai ter a sorte de poder entrar em campo e jogar num estádio que, para a equipe, é algo mágico, um sonho”. "É verdade que o processo e o caminho foram difíceis, mas quando a aventura começou, em julho ou agosto, todos dizíamos 'vamos ver até onde isso vai durar' e, felizmente, podemos dizer que durou. Aproveitamos até o último dia e agora é hora de dar tudo de nós e aproveitar ao máximo até este último dia", destacou.
"Se voltarmos à nossa infância, quem diria que aos 38 anos eu estaria jogando uma final europeia? Portanto, é um presente, como sempre disse, ter conhecido este clube, ter conhecido muitas pessoas incríveis, técnicos também, e acredito que estou partindo como uma pessoa excepcional tanto no aspecto humano quanto no profissional", continuou o argentino.
Ele elogiou seu técnico, Íñigo Pérez, e deixou claro seu desejo de que lhe “dêem o que ele merece, porque, no fim das contas, ele dedica muito tempo, muitas horas durante a semana”. "Ele nos dá todas as informações necessárias para simplificar todo o nosso trabalho quando jogamos, então, pelos companheiros, pelos amigos, por todas as pessoas que ficaram em Vallecas, por muitos companheiros que dariam a vida para estar no lugar em que estou, tento aproveitar. Jogue ou não, é um presente poder viver o que vou viver”, afirmou.
Por sua vez, Álvaro García reconheceu que, se olhasse para trás, para quando era criança e jogava futebol, “aquele menino estaria alucinando e louco de alegria”. "É algo em que ninguém pensa quando se é pequeno, você só quer aproveitar, jogar com os amigos e em nenhum momento pensa que vai se tornar profissional, imagine jogar uma final europeia. Acho que é único e que vai nos deixar muito felizes, sobretudo aproveitar o processo, porque isso é importante", destacou.
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