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ZURIQUE (SUÍÇA), 2 (dpa/EP)
Os planos frustrados de vender participações na Copa do Mundo de futebol a investidores privados representaram um duro golpe para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que pode ver surgir um candidato alternativo com chances de disputar com ele a reeleição como chefe máximo da entidade que rege o futebol mundial.
O dirigente suíço, de 56 anos, já revelou sua intenção de concorrer a mais um mandato de quatro anos no Congresso da FIFA, que será realizado no Marrocos no próximo mês de março. Até a polêmica sobre a venda da Copa do Mundo, ele contava com o apoio de uma ampla maioria das 211 federações membros da FIFA.
Mas a situação pode ter mudado agora. A UEFA declarou que perdeu a confiança nele, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC), assim como a Confederação da América do Norte, América Central e Caribe (CONCACAF), criticaram sua forma de dirigir o órgão regulador do futebol. Além disso, surgiram apelos para que ele renuncie.
Infantino é presidente da FIFA desde 2016 e foi reeleito sem oposição em 2019 e 2023. Por enquanto, também não há nenhum candidato rival, mas, diante da intensidade das críticas, é possível que alguém se apresente para desafiar Infantino. As candidaturas devem ser apresentadas até 18 de novembro. As vozes do futebol já deram a entender que há alguns possíveis candidatos.
ALEKSANDER CEFERIN (58 anos): O presidente da UEFA, advogado esloveno, gosta de se apresentar como a antítese de Gianni Infantino, embora também tenha impulsionado vigorosamente a comercialização na entidade que rege o futebol europeu. Perto do fim de seu mandato à frente da UEFA — já que não se candidatará novamente em 2027 —, Ceferin organizou o protesto europeu contra seu rival da FIFA. “Depois de um certo tempo, toda organização precisa de ‘sangue novo’”, afirmou no início de 2024.
NASSER AL-KHELAIFI (52): Ele não descartou a ideia de uma Copa do Mundo a cada dois anos, proposta por Gianni Infantino em 2021. Nasser Al-Khelaifi, presidente da poderosa associação de clubes European Football Clubs, mostrou-se aberto a debater o assunto. Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain — atual campeão da Liga dos Campeões — desde 2011 e, entre outros cargos, membro do conselho administrativo da rede de esportes e entretenimento beIN, já declarou que não tem interesse no cargo de presidente da FIFA. Por enquanto, ele continua sendo membro do Comitê Executivo da UEFA e um aliado próximo de Ceferin.
MATTIAS GRAFSTRÖM (45): Filho de pai sueco e mãe holandesa, foi campeão suíço juvenil de tênis de mesa. Mattias Grafström, no entanto, construiu sua carreira como dirigente de futebol e foi nomeado oficialmente secretário-geral da FIFA em 2024, após um período interino, sucedendo a senegalesa Fatma Samoura. Grafström é um confidente próximo de Gianni Infantino. Mas, segundo a mídia, dizem que o dirigente vê uma oportunidade de aspirar ao cargo mais alto do futebol mundial.
VÍCTOR MONTAGLIANI (60): A Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá foi seu torneio “em casa”. Víctor Montagliani nasceu em Vancouver e tornou-se presidente da Associação Canadense de Futebol em 2012. Após a prisão do então presidente da CONCACAF, Jeffrey Webb, no âmbito de um escândalo de corrupção na FIFA em 2015, abriu-se para ele uma grande oportunidade de ascensão. Desde 2016, Montagliani, que conta entre seus colaboradores mais próximos com a lenda do futebol Carlo Ancelotti, dirige a federação continental responsável pela América do Norte, América Central e Caribe. A CONCACAF rejeitou por unanimidade os planos de Infantino para atrair investidores.
XEQUE SALMAN BIN IBRAHIM AL KHALIFA (60): O xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa já enfrentou Gianni Infantino em uma ocasião anterior, em 2016. No entanto, o dirigente do Bahrein foi derrotado por uma margem estreita nas eleições presidenciais da FIFA. Na época, Al Khalifa enfrentou acusações de corrupção e violações dos direitos humanos. Os planos de Infantino para atrair investidores foram rejeitados pela Confederação Asiática de Futebol (AFC), da qual Al Khalifa é presidente. Ele afirmou que era necessário um diálogo coletivo e que se deveria demonstrar respeito pelos dirigentes em exercício.
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