Jose Breton / AFP7 / Europa Press
MADRID 12 jul. (EUROPA PRESS) -
O ponta da seleção espanhola, Nico Williams, confessou que, em seu retorno contra a Bélgica, se sentiu “animado” e com “vontade de provar seu valor”, sem se preocupar com o desempenho individual, mas sim com a equipe, para alcançar o objetivo de conquistar a Copa do Mundo, com foco na “final antecipada” contra a França nas semifinais.
“Me senti bem, com energia, rápido, elétrico; entrei um pouco acelerado de tanta vontade de provar meu valor e jogar”, disse ele neste domingo, no dia em que completou 24 anos, em entrevista ao programa “Tablero Deportivo” da RNE, divulgada pela Europa Press. O jogador do Athletic Club confessou ainda que, depois de se lesionar novamente contra o Uruguai, teve uma conversa profunda com Luis de la Fuente.
“Foi uma conversa muito profunda, de pai para filho; nós dois fomos sinceros. Eu me lesionei de novo por causa de uma entrada. É futebol. Também não dá tempo de assimilar; você tem que mudar o pensamento e estar 100%. Nesta temporada, tive que sofrer muito, tanto fisicamente quanto mentalmente. Muitas pessoas não entendem; foi um ano muito difícil, meu corpo pagava o preço. São coisas que você tem que carregar como um símbolo do Athletic que sou, sem desistir”, afirmou.
Por outro lado, Nico comentou que ser protagonista não é o objetivo na Copa do Mundo. “Uma Copa do Mundo é uma Copa do Mundo; pouquíssimos conseguem ganhar uma Copa do Mundo, é o maior feito. Seja sendo protagonista ou não, nós 26 somos protagonistas disso, todo mundo contribui para criar um bom ambiente”, confessou.
Além disso, o jogador da seleção espanhola concordou em chamar a partida contra a França na terça-feira de “final antecipada” e foi questionado sobre Kylian Mbappé. “Mbappé é um monstro, é mais um que lida com críticas; é um dos melhores do mundo, mas nós também temos o melhor, que é o Lamine”, destacou, depois de falar sobre saúde mental e dar uma recomendação aos jovens que querem ser jogadores de futebol.
“É normal: se você quer ser jogador de futebol, além da qualidade, o aspecto mental também é muito importante. Todos nós, jogadores, já passamos por isso: no início da carreira, entrávamos no Twitter para ver o que as pessoas diziam sobre nós, e você precisa amadurecer. Tentar fazer com que as pessoas nos vejam da melhor maneira possível, que somos muito fortes mentalmente; há muitos dias em que você se sente arrasado, mas precisa se apoiar nas pessoas ao seu redor para seguir em frente”, afirmou.
Nico foi questionado sobre a sequência de 36 partidas sem derrota da seleção. “Tem muita gente que não dá o devido valor a isso. Não perder nenhuma partida diz muito sobre nós”, comentou, valorizando o apoio que recebe de seu irmão Iñaki, que diz que ele está “levando o sobrenome dos Williams para Hollywood”. “Eles têm um ótimo time, grandes jogadores que fazem a diferença; um lampejo desses jogadores pode te condenar, mas, tirando a França, nós somos os melhores. É preciso atacar bem os espaços e não deixar espaços livres, que podem te matar”, concluiu, sobre a França.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático