Carlos Luján - Europa Press - Arquivo
MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
A lenda da ginástica Nadia Comaneci lembrou no domingo que "é preciso trabalhar duro para permanecer no topo" e comemorou o fato de que seu surgimento repentino, com apenas 14 anos de idade, serviu para "quebrar uma barreira", pois foi em uma época em que "as mulheres não tinham muitas oportunidades no esporte e as meninas não podiam ser líderes".
"Quando você chega ao topo, a única maneira de descer é para baixo e você tem que trabalhar duro para permanecer no topo, é muito mais trabalho", enfatizou Nadia Comaneci em um painel de discussão por ocasião dos Prêmios Laureus que estão sendo realizados em Madri na segunda-feira.
Além disso, a ex-atleta confessou que não podia imaginar "como" teria sido para ela se as "redes sociais" existissem em sua época, porque naquela época "ninguém comentava" as atuações dos atletas como hoje e depois de não ter sido tão "perfeita" como nos Jogos de Montreal de 1976, onde ganhou três ouros, uma prata e um bronze, e o primeiro '10' histórico em uma competição artística aos 14 anos. "Em Moscou '80' houve o boicote e muitas pessoas não os ofereceram na TV. As pessoas me disseram que eu não tinha ido tão bem, mas acho que dois ouros e uma prata não foram tão ruins", disse ela.
"As pessoas veem como nós, atletas, lutamos, mas 80% do tempo você está sempre caindo. Eu digo aos meninos e meninas dessa geração que isso é algo natural e que eles conseguirão se não esquecerem sua paixão", continuou a ex-ginasta nascida na Romênia.
Comaneci lembrou que, quando foi aos Jogos de 1976, ela tinha apenas "14 anos de idade" e que "as pessoas não sabiam como colocar a Romênia no mapa e as mulheres não tinham muitas oportunidades no esporte". "Eu vivi em uma época em que se dizia que as meninas não podiam ser líderes. Cinquenta anos depois, em Paris, houve uma participação de 50%. Sei que foi uma coisa muito forte quebrar uma barreira tão jovem para as mulheres; quando eu era pequena, talvez não entendesse", enfatizou.
A ginasta laureada é membro de longa data da Academia Laureus e é uma das responsáveis pela votação dos vencedores do prêmio. "É um problema escolher entre tantas lendas do esporte", admitiu ela em uma mesa que dividia com o atleta sueco Mondo Duplantis e a ginasta brasileira Rebeca Andrade. "Ela veio para Oklahoma quando tinha dez anos de idade e eu disse ao meu marido que essa garota seria muito boa. O esporte traz coisas complicadas e seguir em frente é uma inspiração para muitas meninas", disse ela sobre a sul-americana, que conseguiu continuar no mais alto nível apesar de três lesões graves no joelho.
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