Dennis Agyeman / AFP7 / Europa Press
MADRID 15 fev. (EUROPA PRESS) -
O atleta espanhol Mohamed Attaoui defende que amadureceu “muito” na elite, porque está “consciente” do que está “fazendo e para o que está se preparando”, pelo que tem motivação “na maioria” dos dias, pois o atletismo é um esporte que o apaixona, embora admita que “muitos dias” está “sem vontade”.
“Os elogios são sempre algo bom, quando você recebe coisas assim, eles só servem para lhe dar confiança e motivação para continuar fazendo o que você faz, só posso tirar coisas positivas disso”, disse o atleta de Torrelavega em entrevista à Europa Press antes do World Indoor Tour Gold Madrid em Gallur.
Foi precisamente nesta quarta etapa do circuito de máxima categoria da World Athletics que o cântabro estabeleceu o novo recorde europeu dos 1000 metros, com 2:14,52, outro marco do atleta de 23 anos que já se encontra entre os melhores atletas do mundo.
No entanto, Attaoui refletiu sobre a motivação no esporte de elite, porque também “há muitos dias” em que não lhe apetece “treinar”. “Mas isso é disciplina, ser profissional. Há muitos dias em que vou para o treino e me sinto mal ou cansado, sem vontade de treinar. Na maioria dos dias, tenho vontade porque é um esporte que me apaixona, que adoro praticar todos os dias”, relatou. “Mas sempre temos dias em que não temos vontade, em que não nos apetece. O mais importante é continuar fazendo, mesmo que com um pouco menos de intensidade, porque isso ajuda a continuar sendo disciplinado, profissional, e é nos dias ruins que se tira mais coisas positivas e se melhora mais”, acrescentou.
Por exemplo, nos treinos, Attaoui chega a pensar, depois de três dias e apenas em algumas ocasiões, que não está “se divertindo tanto”, mas na elite “você amadurece muito”. “Eu sei que estou treinando e que estou lá para algo. Tento passar o mês inteiro treinando, descansando, comendo bem e coisas assim”, explicou.
“Conheço muitas pessoas que vão para a concentração e, aos três dias, ficam entediadas e saem para festas, por exemplo. Isso não leva a lugar nenhum. É isso que me ajuda a amadurecer, estar consciente do que você está fazendo e para o que você está se preparando”, revelou o meio-fundista.
Por isso, ele defendeu que “sem disciplina, mesmo que você tenha talento, nunca vai chegar a lugar nenhum”. “Sempre tive talento, mas quando era criança, há 5 ou 6 anos, quase não treinava, não gostava, era muito preguiçoso e não corria nem para trás. Comecei a treinar, a ser mais profissional e comecei a ter desempenho. Uma coisa sem a outra não leva a lugar nenhum”, reiterou. Em termos de objetivos, Attaoui vai “ano a ano” e, em 2026, tem o Mundial de Pista Coberta e o Europeu ao Ar Livre. “É um ano um pouco mais tranquilo, mas com objetivos muito ambiciosos, porque no Europeu da última vez fui vice-campeão. Este ano quero melhorar, tentar ser campeão. E o Indoor é um pouco secundário, mas quero lutar por coisas grandes. E a médio-longo prazo, melhorar o meu quinto lugar nos Jogos, é o que mais me atrai em termos de carreira”, concluiu.
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