Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press - Arquivo
MADRID 5 ago. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Educação, Formação Profissional e Esportes, Milagros Tolón, descreveu a Federação Internacional de Futebol (FIFA) como “muito clara e categórica ao desmentir” a oferta feita ao Marrocos para sediar a final da Copa do Mundo de 2030, na sequência de uma notícia publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico “The Times”.
“Ficamos muito surpresos esta tarde e o mais importante é que a FIFA já desmentiu isso; estamos trabalhando com a FIFA e teremos a próxima reunião no mês de setembro. Ela foi muito clara e muito categórica ao desmentir essa notícia; vamos continuar trabalhando porque queremos — e é assim que deve ser — que a final da Copa do Mundo seja na Espanha”, disse Tolón no programa “Hora 25” da Cadena SER.
“Vamos continuar trabalhando como até agora, porque a Espanha tem muito a oferecer, não apenas do ponto de vista esportivo. É muito importante que tenhamos acabado de ganhar a Copa do Mundo, não apenas a masculina, mas também a feminina; porém, foi a Espanha que liderou, junto com Portugal, a candidatura para a Copa do Mundo, e depois Marrocos se juntou a nós. Estou confiante de que a final será na Espanha”, reiterou a ministra durante sua entrevista.
Em seguida, ela lembrou que “quem decide”, no fim das contas, “é a FIFA”, embora tenha apelado “ao bom senso” e, posteriormente, tenha destacado “acima de tudo” “as vantagens de realizá-la na Espanha”, por contar com “uma vasta experiência em eventos esportivos” de natureza e magnitude muito diversas.
“Além disso, a Espanha conta com uma rede de comunicação moderna e a segurança que temos neste país; com todas essas vantagens... Estou convencida de que a FIFA vai escolher a final na Espanha”, insistiu.
No entanto, ela evitou associar essa polêmica à crise migratória em Ceuta. “Não vou me pronunciar sobre isso, pois essas são questões que cabem à FIFA decidir. Há muitas vantagens, vimos isso nesta Copa do Mundo, a FIFA considerou positivo e é assim que será feito. Estamos trabalhando para que seja a melhor Copa do Mundo da história do nosso país”, comentou a respeito.
Em seguida, ela falou sobre as críticas recebidas do Sumar, seu parceiro minoritário no Executivo. “Nós respeitamos; estamos em um governo de coalizão, às vezes temos divergências e, como governo, apostamos nessa Copa do Mundo, que será uma imagem importante para o país. Vamos continuar trabalhando com todo o respeito às divergências”, acrescentou.
Por fim, ele também se mostrou evasivo ao escolher entre Madri e Barcelona como possível sede da partida pela conquista do título na Copa do Mundo de 2030, caso ela venha a ser realizada na Espanha. “Como governo, queremos que a final seja na Espanha. A decisão caberá à FIFA, mas queremos que seja em nosso país porque merecemos e sempre defendemos que seja na Espanha”, afirmou.
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