Publicado 12/09/2026 17:55

Miguel Méndez: “Temos que ir para ganhar, não apenas dizer isso”

O técnico da seleção espanhola de basquete feminino, Miguel Méndez, na partida entre Espanha e Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026
FEB

"Minhas jogadoras deram tudo de si durante toda a partida"

MADRI, 12 set. (EUROPA PRESS) -

O técnico da seleção espanhola de basquete feminino, Miguel Méndez, afirmou que a Espanha “deve vencer” e “não apenas falar nisso” diante da partida pelo bronze no Mundial de Berlim contra a Alemanha, após a derrota neste sábado (66 a 76) para os Estados Unidos nas semifinais, partida em que lamentou que sua equipe não estivesse “no nível que queríamos”, embora tenha destacado que suas jogadoras “deram tudo de si”.

“Temos que ir para vencer, não apenas falar nisso, mas ir lá e vencer, provar isso. Amanhã será outra história, certamente também diferente, mas acredito que agora as veteranas no vestiário vão se empenhar e vamos trocar esses rostos tristes pela alegria de terminar bem o campeonato, pois elas merecem”, afirmou Méndez em entrevista coletiva após a derrota honrosa para as americanas.

A treinadora espanhola reconheceu que os Estados Unidos foram melhores nos momentos decisivos e lamentou os erros cometidos no início do último quarto. “Estamos muito felizes por termos cumprido o que prometemos. Jogamos essa partida para tentar vencê-la. E foi assim desde o primeiro minuto até o último. É verdade que nos faltaram algumas coisas”, explicou.

“A partida não seguiu o rumo que queríamos. Mas acredito que minhas jogadoras deram tudo de si. Demos tudo de nós durante a partida. E se tivéssemos acertado alguma cesta fácil no início do último quarto, teríamos nos mantido mais próximos. Se elas tivessem sofrido, talvez naqueles últimos três minutos tivessem tomado decisões diferentes”, acrescentou.

Méndez considerou que a Espanha teve chances contra a seleção americana. “Tivemos algumas jogadas abertas e, contra essa equipe, é complicado. Acho que levamos a partida até o ponto em que precisávamos acertar as cestas. Acho que, durante grande parte da partida, nos esquecemos de acertar muitas cestas muito difíceis e erramos algumas fáceis”, destacou.

Mas ele já pensa no confronto pelo terceiro lugar contra a Alemanha, que perdeu sua semifinal para a França e à qual a Espanha derrotou com clareza na primeira partida do campeonato. “Acho que a partida vai ser totalmente diferente da primeira. Vamos ter que descansar e nos preparar da melhor maneira possível. Cada partida é diferente”, destacou.

“É um Mundial. Cada partida é difícil, mas vamos tentar jogar nosso melhor basquete amanhã mais uma vez. É uma ótima oportunidade para nossas jogadoras jovens tentarem vencer. Ninguém está pensando em perder a partida, não importa quem seja o adversário. Sei que elas são algumas das melhores jogadoras do mundo, mas vamos tentar jogar nosso melhor basquete”, acrescentou.

Ele também destacou o crescimento de uma seleção que conta com uma presença significativa de jovens. “Estou muito satisfeito com a forma como minhas jogadoras reagiram”, destacou, antes de voltar o foco para o futuro: “Illana Martín, daqui a quatro anos, no próximo Mundial, terá 24 anos. Aguafán terá 24 e as veteranas serão Pueyo e Raquel, com 28”.

Por fim, questionado sobre a diferença nos lances livres — 27 para os Estados Unidos contra quatro para a Espanha — e sobre a situação de Maite Cazorla e Yana Martín, que já estavam com quatro faltas no início do último quarto, Méndez foi categórico: “Não tenho opinião. Entendo um pouco de basquete, mas não tenho a menor ideia de arbitragem. Não tenho opinião”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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