Publicado 04/09/2026 15:26

Miguel Méndez: “Começar com força faz parte do nosso manual, isso tem que ser assim, sem dúvida”

Miguel Méndez
Dennis Agyeman / AFP7 / Europa Press

Raquel Carrera: “Estou cercada de pessoas que me ajudam muito”

MADRI, 4 set. (EUROPA PRESS) -

O técnico da seleção espanhola feminina de basquete, Miguel Méndez, destacou que “faz parte” do seu “mantra” começar com força cada partida da Copa do Mundo da FIBA 2026, pois sua estratégia “tem que seguir esse caminho, de qualquer jeito”, como ficou demonstrado nesta sexta-feira, com a vitória por 83 a 53 sobre a seleção da Alemanha durante a primeira rodada do Grupo A.

“Faz parte do nosso manual básico; isso tem que ser assim, sem exceção. Temos que trabalhar juntas, temos que buscar sempre a melhor opção possível de arremesso, não importa se é a número 4, a número 8, a número 15, baixa, alta ou de estatura média. E acredito que elas seguem isso à risca, acreditam nisso, não é só o técnico que acredita”, afirmou Méndez em coletiva de imprensa na Uber Arena, em Berlim.

Em seguida, ela repetiu que “elas acreditam nisso” e que “isso é importante”. “Tivemos um índice de acerto muito alto no primeiro tempo e isso ajudou bastante; nem sempre acertamos o que acertamos hoje, porque muitos arremessos vieram de bons ataques, da construção de boas oportunidades; mas outros surgiram em jogadas, entre aspas, de jogo desorganizado”, descreveu.

“Marcamos nos segundos finais nesses tipos de momentos; isso nem sempre acontece. Mas é verdade que nos apoiamos em uma ótima defesa durante toda a partida, atacamos bem os pontos-chave deles e trabalhamos muito bem.O segundo quinteto trabalhou muito, muito bem; fomos muito superiores ao segundo quinteto deles, e isso mostra que somos um time”, acrescentou o técnico de ‘La Familia’.

“Estou contente com meu time. Não é fácil para ninguém, porque todas as equipes incorporaram novas jogadoras nos últimos dois ou três dias. Tentar integrá-las à equipe não é simples; não é fácil disputar esse tipo de partida. Estou satisfeito com minha equipe e elas adoram jogar juntas. Para mim, essa é a chave para que nossas jogadoras se adaptem rapidamente”, referiu-se às recém-chegadas da WNBA.

“Foi uma partida difícil para nós e tentamos estar preparadas para cada jogo. Essa foi nossa estreia; jogamos contra uma equipe muito boa, com boas jogadoras e algumas estrelas. Tentamos nos preparar da melhor maneira possível, mas pensando no amanhã, pensando no Japão, pensando que este é um torneio curto e que cada erro custa caro. Tentamos dar o melhor de nós”, destacou.

Além disso, Méndez falou sobre as jovens jogadoras sob sua responsabilidade nesta equipe. “Grande parte das jogadoras dessas gerações confia no projeto, no que estamos buscando, no que queremos fazer a cada dia. Às vezes as coisas dão certo ou errado, mas não será por falta de esforço, não será por falta de empenho”, resumiu a respeito.

“Cada partida é diferente e, hoje, é verdade que não tivemos a necessidade de construir constantemente bons ataques, mas jogamos muito na transição, muito no contra-ataque, muito no que chamamos de jogo desorganizado, com o qual nossas jogadoras se sentem muito à vontade”, disse ele.

“A partida foi assim, mas estamos preparados para outro tipo de partida. Gostaria, em algum momento da partida, de controlar um pouco mais a situação do que encontramos hoje. Mas, enfim, principalmente no terceiro e no último quarto, estamos controlando bastante, junto com nosso preparador físico, a questão dos minutos consecutivos”, revelou Méndez.

“Raquel, por exemplo, vem de jogar muito pouco no Liberty. Faz bem para ela estar em quadra, apesar de estar muito cansada agora. Mas recuperar as sensações jogando basquete com as meninas e praticando um basquete que ela reconheça, bem, acho que vai fazer muito bem para ela, e foi ela quem mais mantivemos em quadra”, comentou sobre Carrera.

“Awa [Fam] vem de ter jogado mais, Megan [Gustafson] está muito cansada, foi a última a chegar e ainda está com um pouco de ‘jet lag’. Cada situação é diferente; aqui, cada uma tem sua estratégia, e é verdade que não podemos comemorar muito”, acrescentou em sua coletiva de imprensa.

Por fim, Méndez respondeu a um jornalista sobre o pouco tempo de descanso antes do jogo contra o Mali: “O jantar será bem mais tranquilo e as horas que vamos passar juntas também serão bem mais tranquilas do que se não tivesse havido esse resultado, é claro”.

RAQUEL CARRERA: “ESTOU CERCA DE PESSOAS QUE ME AJUDAM MUITO”

“Acho que o segredo do nosso jogo tem sido disputar os 40 minutos, do primeiro ao quadragésimo. Temos 12 jogadoras em nossa equipe que entram em quadra e dão 100% a cada minuto, independentemente do resultado da partida, e essa é a nossa chave”, enfatizou a própria Raquel Carrera.

“Me senti à vontade, mas isso também se deve ao fato de estar cercada por pessoas que me ajudam muito nesse sentido, tanto minhas companheiras dentro da quadra quanto toda a equipe técnica que temos. Sempre contamos com esse apoio constante: ‘se for um bom arremesso, arremesse’ e, na defesa, ‘está certo fazer isso ou aquilo’; e acredito que isso ajuda muito a todas nós”, concluiu Carrera.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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