MADRID 15 ago. (EUROPA PRESS) -
A atleta espanhola María Pérez afirmou estar “feliz” por ter conquistado o título de campeã europeia de meia maratona de marcha em Birmingham (Reino Unido), mas que, por outro lado, está triste porque adoraria ter “compartilhado o pódio” com a italiana Antonella Palmisano, com quem se preparou para o campeonato.
“Estou feliz por um lado e triste por outro, porque gostaria de ter compartilhado o pódio com Antonella Palmisano. Vivi com ela toda a preparação, sei como ela está, sei como ela demonstrou e manteve essa motivação de continuar trabalhando muito duro aos 35 anos. Espero que isso seja apenas um tropeço e que ela saia mais forte para o ano que vem”, afirmou em declarações à mídia oficial da Real Federação Espanhola de Atletismo (RFEA).
A atleta de Granada explicou que essa “não” foi “uma das melhores provas” dos últimos anos, embora tenha sido “muito divertida” porque “nunca” esteve sozinha. “Sempre havia alguém, mas é complicado. Eu queria ficar na frente e sempre havia um homem à minha frente; então, se fosse o Paul, eu teria me colocado ao lado dele, e se fosse um argentino ou de outro país, eu teria me colocado ao lado dele. É um percurso complicado tanto para os juízes quanto para os espectadores, pois não somos muito visíveis em algumas partes. E o asfalto não estava nas melhores condições. Conseguimos superar a competição da melhor maneira possível”, destacou.
Por outro lado, a bicampeã olímpica e tetracampeã mundial explicou por que colocou uma coroa após terminar a prova. “A primeira a usar uma coroa foi a Antonella, que recebeu do marido em Roma quando ganhou no estádio uma coroa como rainha da Europa. A mãe da Antonella, que faz trabalhos manuais, bordou e confeccionou a coroa com fio de ouro”, explicou.
“Ela nos disse que quem fosse campeã da Europa teria que entregá-la à outra. Como a Antonella foi campeã da Europa, ela me entregou a coroa. Como eu disse à Antonella, pelo menos o ouro fica em casa, na família. Espero que possamos defendê-la juntas novamente em breve”, desejou.
Além disso, ela brincou sobre as tranças que usou na corrida. “Prometi à Antonella que deixaria meu cabelo comprido por um ano, e foi o que fiz. Vocês nem imaginam como as tranças doem; admiro todas vocês que fazem tranças. Dormi com o cabelo coberto todas as noites para cuidar delas. Podemos fazer uma enquete: cabelo curto ou cabelo comprido? Acho que o cabelo curto fica melhor em mim. Não há mais apostas, mas as apostas têm que ser cumpridas”, disse ele entre risadas.
“Agora vou sair com a família, com os amigos, vou com a Antonella comer um ‘hambúrguer’ com ‘batatas fritas’. E depois tenho uma garrafa de champanhe bem gelada com um pouquinho de presunto ibérico, que trouxe pra cá, pra Inglaterra. Vou comemorar, porque as coisas, sejam elas boas ou ruins na vida, aprendi que é preciso comemorá-las, e é isso que vamos fazer”, concluiu.
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