Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press - Arquivo
MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
O piloto espanhol de MotoGP Marc Márquez (Ducati) disse nesta tera-feira que a palavra que ele tenta "evitar" é "superioridade", porque "faz voc baixar a guarda", embora ele esteja "mais calmo" do que em outras temporadas e sem a obrigao de vencer, ao mesmo tempo em que se perguntou "por que no" seu irmo Álex (Ducati) vai levar o Campeonato Mundial e pediu a Jorge Martín (Aprilia) "para no tomar nenhuma deciso no calor do momento ou ferido".
"Superioridade é a palavra que eu tento evitar, porque isso faz voc baixar a guarda, no estar com a mesma intensidade e leva a cometer erros que no deveriam ser cometidos, como em Austin, embora no tenha sido por excesso de confiana. Estou me sentindo em um ótimo momento, a última vez que me senti assim foi em 2019. Mas estamos na quinta corrida e temos que continuar com intensidade", disse o piloto catalo em um evento organizado por seu patrocinador Estrella Galicia 0,0.
Nesta temporada, Márquez comemorou trs vitórias no domingo e já lidera o Campeonato Mundial, mas no evento em Madri ele insistiu que no é "melhor que o Marc de 2019", mas "diferente". "Essa foi minha melhor temporada, agora tenho outra mentalidade, outra experincia, é outra situao, e isso faz voc ver as coisas de forma diferente. Veremos no final do ano, se no ganharmos a Copa do Mundo, no terá sido melhor. Austin foi um importante sinal de alerta", disse o piloto de Cervera.
"No me atrevo a dizer que sou o mais forte, mas sou o mais calmo, porque em 2019 a única coisa que importava era vencer, ou assim me senti por dentro. Este ano há a mesma presso, mas pessoalmente no me sinto obrigado a vencer. Já estou feliz, as coisas esto dando certo para mim", disse ele.
Agora, Marc Márquez valoriza "mais o momento" após os trs ou quatro anos de leses, nos quais "a confiana e a condio física diminuíram". "Os bons resultados lhe do combustível, confiana, e isso faz com que voc encare tudo com mais calma e no entre naquele ponto de ansiedade ou momentos ruins", disse ele.
"Tanto eu quanto meu irmo estamos no escritório e eu sempre digo a ele que isso no é normal (lutar para ganhar os dois). Estamos gostando, mas sabemos que nem sempre vai ser assim. Estou gostando mais do que quando tinha 20 anos, porque aprendi que vencer no é o normal, o normal é terminar em segundo ou terceiro", refletiu.
E, nesse bom momento, ajuda o fato de estar "no melhor lugar para lutar pelo Campeonato Mundial". "Estou em uma equipe oficial e com uma moto oficial, é a situao ideal, está em minhas mos", disse um Márquez mais calmo, também em termos de relacionamento com seu companheiro de equipe.
"POR QUE MEU IRMO ALEX NO VAI GANHAR O CAMPEONATO MUNDIAL".
"No encaro a rivalidade com um companheiro de equipe da mesma forma que quando eu tinha 20 anos de idade. Entendo que há rivalidade na pista, mas fora dela somos pessoas, no há necessidade de criar guerra onde no é necessário", disse o piloto que agora forma dupla com o italiano Francesco Bagnaia.
Quando perguntado sobre Jorge Martín, atual campeo da categoria e novamente lesionado após seu retorno no Qatar, o piloto de Cervera no hesitou em lhe enviar "encorajamento", porque ele no deseja isso a "ninguém, muito menos ao campeo mundial". "Posso sentir o que está passando pela cabea dele, mas meu conselho é que no tome nenhuma deciso no calor do momento ou lesionado", disse ele.
Marc Márquez também abordou seu relacionamento atual com seu irmo Álex, que está em segundo lugar no Campeonato Mundial e é, no momento, seu grande rival pelo título. "Por que meu irmo no vai ganhar o Campeonato Mundial? Ele é um ótimo piloto, é capaz de tudo e mostrou isso nessas primeiras corridas, mantendo a presso como se tivesse vencido oito campeonatos mundiais. No é fácil estar na frente. Embora tudo dependa da evoluo da nossa moto, ele tem a moto de 2024 que, em teoria, no evoluirá", analisou.
"Estou muito orgulhoso do Álex, porque as comparaes so odiosas. Ser perguntado sobre o irmo em toda entrevista, ele poderia explodir, mas sempre foi receptivo, foi natural, tentando somar. Estamos ajudando um ao outro no esporte, fizemos isso durante toda a corrida e faremos isso durante toda a temporada, mesmo se disputarmos o campeonato entre nós dois, porque ele está sendo o mais consistente", acrescentou sobre o irmo.
Ambos se ajudam "em casa", porque "na corrida voc no precisa se preocupar com o que acontece com um ou com o outro". "Tivemos aquele toque na curva 1 (no Qatar), a culpa foi mais minha, mas no é voluntário. No motociclismo, voc cria situaes em que vamos ao limite, a última coisa que eu quero no mundo é que nós dois caiamos", confessou, antes de defender que "no é uma vantagem na pista" competir com um irmo, embora tenha sido e seja em ambas as carreiras esportivas. "Sabemos como interpretar isso, fortalecemos um ao outro, a rivalidade faz voc crescer", enfatizou.
"EM 2024, JEREZ FOI UM PONTO DE VIRADA".
Neste fim de semana, Marc Márquez retorna a Jerez, que no ano passado foi um "ponto de virada" na temporada, conquistando seu primeiro pódio de 2024 com um segundo lugar. "Eu tinha que tirar proveito disso, me deu uma dose de adrenalina. Espero que neste fim de semana possamos comemorar pelo menos mais um pódio", desejou.
"Este ano, se eu tiver a chance de vencer, será comemorado, mas como todos foram comemorados. Arrisquei ir para a Gresini, e esse foi o primeiro fim de semana em que me senti realmente competitivo. A partir daí, minha temporada mudou, a confiana e o ímpeto voltaram a subir", acrescentou.
O piloto catalo está "muito bem preparado" para o Grande Prmio de Jerez, onde tentará "manter o bom momento" do início da temporada. "O objetivo é ficar entre os trs primeiros, com o desejo de sentir o 'chup-chup' da torcida espanhola", revelou.
"É um dos poucos circuitos em que voc sente o 'runrún' da torcida na primeira volta. É o melhor Grande Prmio em termos de atmosfera. Tem entradas que so impressionantes e especiais", disse ele sobre a pista da Andaluzia.
Além disso, o octacampeo do mundo analisou a situao do Campeonato Mundial em termos de competitividade e concluiu que "é impossível alcanar a luta e as batalhas de 10 anos atrás com as motos que temos agora". "Com a aerodinmica e a presso dos pneus, é muito difícil, voc fica meio segundo atrás e é difícil ultrapassar, há mais risco de passar um piloto. Sinto falta disso, adoro a guerra, as batalhas um contra um", disse ele.
Por fim, Márquez agradeceu Estrella Galicia 0,0 pelo apoio como patrocinador, uma família da qual ele se sente "parte". "É o único patrocinador que consegui manter na Ducati. Vocs estiveram comigo nos meus momentos ruins. Agora vem um GP com uma atmosfera magnífica, e ver que é a Estrella Galicia é uma fonte de orgulho. Quando voc comea um relacionamento com um patrocinador, procura uma conexo, e aqui há inconformidade e aquele 'por que no' que dá esperana", disse ele.
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