Joaquin Corchero / AFP7 / Europa Press
MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
O técnico do Real Betis, Manuel Pellegrini, reiterou nesta terça-feira que "o mais importante para vencer" a final da Liga dos Campeões contra o Chelsea é "ser a mesma equipe de sempre", além de "saber lidar com o lado emocional", embora não ache que o time londrino "seja um Golias", já que ambos têm "as mesmas chances" de levantar o troféu.
"Principalmente, o mais importante para vencer amanhã é ser a mesma equipe de sempre, que nos permitiu chegar a essa final, que nos permitiu classificar para a Europa e lutar pela classificação para a Liga dos Campeões até os últimos minutos", disse o técnico chileno na coletiva de imprensa antes da final da Liga da Conferência de quarta-feira.
Além disso, Pellegrini insistiu que eles devem "saber como lidar" com o "lado emocional" com "muita qualidade", porque "um erro importante nesse aspecto pode decidir um resultado". "Temos de estar confiantes de que, jogando em igualdade de condições, temos as mesmas chances de vencer o jogo de amanhã e não cometer erros por excesso de motivação", acrescentou.
"Seria muito fácil para mim dizer que o Chelsea é favorito, pois eles têm mais dinheiro do que nós, mas não concordo, acho que as duas equipes têm exatamente a mesma chance de vencer, depende do desempenho dos jogadores. Temos jogadores com muita experiência, e temos de estar totalmente convencidos desde o início, vamos sair e tentar ganhar o jogo", defendeu o 'Engenheiro', que não acredita que "o Chelsea seja Golias".
Os verdes e brancos estão vivendo os momentos que antecedem a final "com muita alegria". "É a primeira final que o Betis vai disputar em sua história internacional, sentimos muita responsabilidade e muita confiança para poder dar alegria aos torcedores", disse.
Ele também revelou uma conversa com Enzo Maresca, técnico do Chelsea e assistente do chileno durante sua passagem pelo West Ham. "Enviei a ele uma mensagem de texto muito curta quando começamos na fase de grupos dizendo 'nos vemos na final', e agora nós dois conseguimos. Também liguei para ele quando nos classificamos para dizer que estava muito feliz por jogar a final contra ele. Não sei o que ele deve ter aprendido comigo, mas quando trabalhamos no West Ham sempre conversamos sobre futebol e sabemos exatamente o que o outro pensa", confessou.
Por fim, ele falou sobre Antony, que chegou ao Betis com a intenção de "mostrar quem ele era". "Ele nos disse que não jogava porque não estava feliz, reclamava muito. Aqui no Betis ele teve a oportunidade de se provar e o fez, sabemos do que ele é capaz, não é fácil para ninguém quando se paga 100 milhões por um jogador, mas está claro que ele é um grande jogador e temos certeza de que o Betis é um lugar onde ele pode continuar a melhorar em sua carreira", concluiu.
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