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MADRID 26 jul. (EUROPA PRESS) -
O Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, previsto para os dias 2 a 4 de outubro, será realizado no Circuito Internacional de Sepang (Malásia), conforme confirmaram neste domingo os organizadores do campeonato e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), devido ao conflito no Oriente Médio.
A escalada da violência na região, causada pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, obrigou ao adiamento da prova, inicialmente prevista para 12 de abril, e a incerteza na região tornou impossível a realização do evento no circuito de Sakhir.
O governo do Bahrein continuará financiando a corrida, que será realizada sob o nome de Grande Prêmio do Bahrein na Malásia e ocorrerá entre os Grandes Prêmios do Azerbaijão, em 26 de setembro, e de Cingapura, em 11 de outubro. Dessa forma, a F1 retorna a Sepang pela primeira vez desde 2017.
Conforme explicou a Fórmula 1, o restante do calendário de 2026 permanece “sem alterações”. O conflito no Oriente Médio também obrigou ao adiamento do Grande Prêmio da Arábia Saudita, inicialmente previsto para 19 de abril, que foi totalmente retirado do calendário.
Em princípio, a temporada deveria terminar com as corridas do Catar, em 29 de novembro, e de Abu Dabi, uma semana depois, mas ambas as corridas continuam incertas. Segundo algumas informações, os responsáveis pela F1 elaboraram um plano de contingência caso elas não possam ser realizadas, e Imola está preparada para substituir o Catar naquele mesmo fim de semana. Se isso ocorrer, seria a primeira vez em quase 30 anos que uma temporada terminaria na Europa, desde que Jerez sediou a última corrida da temporada de 1997.
O presidente e diretor executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali, destacou a “capacidade de adaptação, de encontrar soluções e de atender às expectativas” do campeonato. “É uma notícia fantástica para nossos fãs. Eles continuarão desfrutando de um calendário completo e emocionante da Fórmula 1 e, além disso, verão o retorno do esporte a um grande circuito. A Malásia é um país incrível, e Sepang ocupa um lugar especial na história da Fórmula 1”, afirmou.
Por sua vez, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, garantiu que o Bahrein explorou “todas as opções, priorizando sempre a segurança e o bem-estar das equipes, voluntários, oficiais, colegas e fãs”. “A Malásia sempre ocupou um lugar importante na história da Fórmula 1, e o retorno a Sepang é prova de nossa estreita relação com a Associação de Automobilismo da Malásia, do compromisso constante do governo malaio e da solidez da cooperação internacional em nosso esporte”, explicou.
O príncipe herdeiro e primeiro-ministro do Bahrein, Salman bin Hamad Al Khalifa, destacou as “estreitas relações de irmandade” com a Malásia. “Será uma experiência maravilhosa para os torcedores de todo o mundo e reflete o compromisso e a paixão inabaláveis do Bahrein por este esporte. Diante dos desafios regionais atuais, o Bahrein se orgulha de ser um pilar de estabilidade para a Fórmula 1, e continuaremos fazendo todo o possível para garantir uma corrida bem-sucedida e inesquecível para todos os envolvidos”, enfatizou.
Por fim, o primeiro-ministro da Malásia, Dato' Seri Anwar bin Ibrahim, agradeceu “pela confiança depositada” em seu país. “Essa colaboração vai além da organização de um evento esportivo de nível mundial. Ela reflete a sólida amizade, a confiança mútua e a estreita aliança entre a Malásia e o Reino do Bahrein, ao mesmo tempo em que reafirma a preparação e a capacidade da Malásia de sediar grandes eventos internacionais”, destacou.
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