Irina R. Hipolito / AFP7 / Europa Press
MADRID 8 jun. (EUROPA PRESS) -
O técnico da seleção masculina de futebol, Luis de la Fuente, minimizou o incidente ocorrido no treino de sábado entre Pablo Páez 'Gavi' e Rodri Hernández, deixando claro que “não há motivo para reprovar” e que prefere a versão do meio-campista do FC Barcelona, ao mesmo tempo em que afirmou que ter que viajar para o México para disputar nesta segunda-feira um amistoso contra o Peru faz bem à equipe, pois os aproxima da “realidade” do que vão viver na Copa do Mundo.
“Isso é futebol, é um treino e todos os jogadores se entregam com muito ímpeto. Não tem que pedir desculpas a ninguém, é uma jogada em que não há nada a reprovar, nem a um nem a outro, está tudo perfeito”, destacou De la Fuente na coletiva de imprensa prévia ao amistoso contra o Peru nesta segunda-feira em Puebla (México), depois que Gavi chegou atrasado em uma jogada do treino e pisou com força em Rodri, que ficou irritado e sentiu muita dor.
Além disso, ele deixou claro que gosta da atitude do andaluz. "Gavi é um jogador que conhecemos e que tem essa energia, esse ímpeto, mas isso é precisamente uma de suas virtudes. Ele certamente terá que controlar e dosificar essa energia, mas não quero que o Gavi mude; prefiro e quero esse Gavi para a minha equipe, sem dúvida alguma”, concluiu.
Para o técnico da Rioja, o amistoso contra o Peru, que os obrigou a sair dos Estados Unidos, não representa nenhum “contratempo”, pois os coloca “na realidade da Copa do Mundo”. “Precisamente, isso já nos coloca na dinâmica da Copa do Mundo. Em 15 dias temos que voltar a Guadalajara e isso até nos faz bem, insisto, a questão da viagem, mas não é um teste apenas para dar minutos aos jogadores, é para ir acertando os detalhes", destacou.
“Levem em conta que, desde março, não estamos juntos para o jogo contra o Iraque e precisamos conviver com essa experiência de descanso e ir adaptando os jogadores às exigências da competição. Isso vai nos permitir estar mais próximos da competição, porque é assim que as coisas acontecem atualmente; faltam sete dias para o jogo contra Cabo Verde e vamos amarrar as pontas e fechar o círculo para que a equipe se pareça o máximo possível com o que pretendemos alcançar no dia 15”, acrescentou.
Nesta partida, ele não poderá contar com Lamine Yamal, Nico Williams e Víctor Muñoz, que ainda estão em processo de recuperação de suas respectivas lesões, embora a mensagem sobre eles continue otimista, pois “eles estão cumprindo os prazos de recuperação” e ele os vê “muito bem”. “Eles estavam cientes de que, nestes dias, ficariam trabalhando lá para realizar um trabalho mais específico”, destacou.
“Acredito que, se continuarem nessa evolução, os três poderão estar disponíveis para o próximo jogo, então acho que é uma ótima notícia. Eles estão seguindo as orientações tanto da equipe médica quanto dos fisioterapeutas, que indicaram que era melhor que ficassem lá para continuar com esse trabalho específico”, prosseguiu De la Fuente.
Ele insistiu que os três “estariam em condições” para a estreia na Copa do Mundo, mas alertou que “é realmente mais complicado” saber se algum dos três poderia começar como titular. “Eles estão em condições de jogar o que considerarmos oportuno e acredito que os três estarão presentes. Não sabemos quantos minutos”, precisou, reconhecendo que, por não terem três de seus alas, contam com “outras alternativas” para jogar contra o Peru, o que os levaria “a jogar de maneira diferente, certamente não tanto com alas tão puros”.
"A PARTIDA CONTRA O PERU DEVE NOS COLOCAR NO CAMINHO PARA A DE CABO VERDE"
Sobre este jogo, “a ideia” do técnico de Haro “é que joguem a maioria dos jogadores que não jogaram contra o Iraque”, embora ele não tenha se atrevido a dizer “o número”. Ele também já tem o time em mente, incluindo quem será o goleiro em Puebla e contra Cabo Verde. "Os três estão sensacionais, mas já tenho em mente quem vai começar a Copa do Mundo, se não houver nenhuma circunstância adversa", afirmou a respeito.
"O jogo é muito importante para nós. Sempre analisamos os últimos 4, 5, 6 jogos dos adversários e fizemos exatamente o mesmo com o Peru, cujo potencial futebolístico e história conhecemos bem, e o que pode motivá-los é exatamente o mesmo que nos motiva”, alertou o técnico.
O técnico de La Rioja garantiu que vê a seleção peruana como “uma equipe muito combativa, competitiva, aguerrida e com jogadores muito bons também no plano individual”. "Assistimos ao jogo contra o Haiti e aos seus últimos quatro jogos, e isso nos leva a pensar que será muito exigente, como queremos e precisamos para nos colocar no caminho do que nos exigirá o próximo jogo contra Cabo Verde", indicou.
“Não encaramos isso apenas como um jogo de preparação, o que de fato é, porque sempre exigimos muito de nós mesmos e vamos usar isso para dar o nosso melhor, o que será necessário para termos essa boa sensação e começarmos o campeonato com boas vibrações”, acrescentou De la Fuente.
Por fim, o técnico da seleção nacional elogiou mais uma vez o ambiente que se vive no estágio com um grupo que chamam de “família” e onde existem “laços de união que vão além do puramente profissional”. "Essa é uma das nossas forças e é o que nos dá segurança para enfrentar esse tipo de compromisso, jogos e competições tão longas e difíceis", destacou. “No aspecto futebolístico, estamos satisfeitos por termos essa base de jogadores na Espanha que nos dá a possibilidade de estar sempre lutando por algo importante”, confessou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático