Dennis Agyeman / AFP7 / Europa Press
MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O técnico da seleção espanhola principal, Luis de la Fuente, comentou nesta terça-feira que Lamine Yamal chega à Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá “muito motivado” e sabendo que é “o seu momento” e que “tem que aproveitá-lo”, mas que a Espanha, além do ponta do FC Barcelona, conta com “os melhores do mundo em várias posições”.
“Lamine Yamal está muito motivado. Ele sabe que é a sua hora e sabe que precisa aproveitá-la. A próxima Copa do Mundo será daqui a quatro anos... Ele é muito bom, mas será ainda melhor se seus companheiros o ajudarem a rendê-lo melhor. Temos os melhores do mundo em muitas posições”, afirmou o técnico da seleção nacional no programa Desayunos da RTVE e da EFE.
De la Fuente destacou que Lamine tem “um potencial e um talento acima da média”, bem como vontade de “ser importante”. “Do Lamine, destaca-se a parte mais frívola. Depois de todo o trabalho que ele faz, é normal que ele possa dar uma festa algum dia. Mas vamos deixar claro que isso é consequência de tudo o mais”, explicou.
Um técnico que não se preocupa com o estado da lesão do craque do Barça, a quem visitou nas últimas semanas, assim como Mikel Merino e Nico Williams. “O estado desses jogadores é bom. Estou muito otimista e acredito que estarão disponíveis para o primeiro jogo, e depois veremos se jogam ou não. Se for preciso correr riscos, vamos correr; é uma Copa do Mundo, mas nosso olhar vai além do primeiro ou do segundo jogo”, destacou.
Sobre outro jogador que chega contundido à Copa do Mundo, Mikel Merino, ele afirmou que representa “muitos dos valores” da seleção. “Se eu tiver que ir buscá-lo nos braços em sua casa, eu vou. É preciso sempre esperar por ele. Há um aspecto: ele não terá a fadiga dos companheiros, que chegam com muito mais minutos acumulados. Ele vai chegar livre dessa tensão competitiva e desse esforço excessivo. Vai estar no melhor momento para competir”, analisou.
Ele também falou sobre Eric Garcia, um jogador que estreia na convocação da seleção principal com Luis de la Fuente: “Ele certamente não esteve aqui porque teve lesões. Nós contamos com três ou quatro jogadores por posição e, normalmente, dois são convocados e dois ficam de fora. É preciso aproveitar os momentos e as condições físicas". Nesse contexto, destacou a figura de Marcos Llorente, que "conquistou seu lugar na lista" depois de ter ficado de fora da última Eurocopa.
Quanto à lista, o técnico de La Rioja esclareceu que ela não é fruto de um "capricho". “É uma lista muito bem pensada e analisada. É o momento mais difícil, porque na montagem do elenco contemplamos todos os cenários. É preciso ter jogadores para neutralizar o adversário, jogadores que possam virar o jogo. Em nossa análise, levamos tudo em conta”, disse.
“Nunca me sinto sozinho. Ouço todo mundo, mas as decisões sou eu quem tomo, e ninguém se incomoda. Em qualquer lista de 26, estaríamos convencidos em relação a 22 ou 23 jogadores, e haveria dois ou três em que não concordaríamos. Mas chega um momento em que é preciso escolher. Pude sentir a empolgação do país e de uma torcida que está totalmente voltada para a seleção espanhola”, acrescentou.
Sobre a escolha de Joan Garcia em vez de Alex Remiro, o técnico de Haro declarou que as decisões “são tomadas com muito conhecimento” e após “muito trabalho”. “Entre os 10 melhores goleiros do mundo, há 6 espanhóis. Sei qual goleiro vai jogar a primeira partida, mas até lá podem ocorrer imprevistos. A melhor notícia é que nada aconteça”, afirmou.
“O FAVORITISMO VEM DE FORA, MAS ACREDITAMOS QUE SOMOS CAPAZES DE VENCER”
“Sabemos como é difícil vencer, porque se perde muito mais do que se ganha. O favoritismo vem de fora, mas acreditamos que somos capazes de vencer este Mundial, assim como outras seleções. Este Mundial é histórico porque há sete ou oito seleções que podem vencê-lo, e nós estamos entre elas. Estamos cientes do que temos em mãos”, destacou o técnico da seleção nacional.
De la Fuente destacou a importância do primeiro jogo, já que o considera “muito psicológico” para que a equipe “ganhe confiança e se solte”. “Esse primeiro jogo dá força para enfrentar o resto. Sempre digo aos jogadores que a próxima partida é a mais importante de nossas vidas, porque não sabemos se a seguinte será disputada”, acrescentou.
O técnico campeão europeu escolheu a palavra “ilusão” para descrever o que sente. “O trabalho está focado em alcançar o objetivo máximo. Depois virão as adversidades. Vamos tentar demonstrar que estamos preparados para chegar o mais longe possível. O objetivo é ganhar a Copa do Mundo e temos que estar convencidos de que podemos conseguir. Me tranquiliza saber que nossos jogadores sabem o que têm que fazer e sabem o que os espera”, confessou.
“É preciso garantir que os jogadores cheguem ao primeiro jogo nas melhores condições. Vai ser uma Copa do Mundo muito singular, porque haverá distâncias enormes, umidade e pouco descanso. Mas já sabemos disso e não há desculpas. Teremos que conviver com isso, porque, embora não seja a situação ideal, é a que temos”, enfatizou.
Por fim, sobre a ausência de duas figuras importantes como Carvajal e Morata, o técnico de Haro não se mostrou preocupado, pois eles deixaram “um legado muito importante”. “Vou sentir falta deles, pessoal e profissionalmente. Mas aqueles que vão assumir a braçadeira, como Rodrigo, Unai Simón, Oyarzabal... são pessoas muito competentes e maduras. Têm capacidade de liderança e a equipe os segue. Temos as pessoas certas para os momentos difíceis, que com certeza vão surgir na Copa do Mundo”, concluiu.
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