Publicado 24/08/2026 17:04

Luis de la Fuente: “Lamento os vaias no San Mamés”

Archivo - Arquivo - 19 de julho de 2026, EUA, East Rutherford: O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, caminha pela linha lateral durante a partida da final da Copa do Mundo da FIFA de 2026 entre Espanha e Argentina no Estádio de Nova York-Nova Jersey (M
Nick Potts/PA Wire/dpa - Arquivo

MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -

O técnico da seleção espanhola masculina de futebol, Luis de la Fuente, reconheceu que sentiu “tristeza” pelos vaias que os três jogadores da seleção espanhola do Athletic Club — Nico Williams, Unai Simón e Aymeric Laporte — receberam no San Mamés durante a homenagem pela conquista da Copa do Mundo, e garantiu que, com “respeito”, a “convivência” seria mais “fácil”.

“Sinto pena, é isso mesmo. Eu fui jogador do Athletic, passei 18 anos naquela casa, sou torcedor do Athletic desde criança, e é um patrimônio extremamente importante. O fato de jogadores formados em Lezama e em Vizcaya terem alcançado um marco da magnitude de serem campeões do mundo em seu clube demonstra que o futebol é espetáculo, é união. Há outra coisa que também me ensinaram, que é o respeito. Isso nunca pode ser perdido. Se todos partirmos da base do respeito, com certeza a convivência será absolutamente viável e fácil”, destacou em entrevista ao programa “24 horas” da Rádio Nacional da Espanha (RNE).

Por outro lado, ele confessou que ainda tem dificuldade em aceitar “a ideia de tudo o que foi conquistado e a importância do marco histórico que representa vencer” a Copa do Mundo. “E é nessa fase que estamos”, disse ele. “Estamos tão felizes por termos conquistado tudo nos últimos anos. Ganhamos a Copa do Mundo, a Eurocopa, a Liga das Nações, embora tenhamos perdido a final seguinte contra Portugal. Somos campeões de tudo, inclusive dos Jogos Olímpicos”, acrescentou.

Ele também falou sobre as punições aos jogadores argentinos e a Gavi pelos incidentes ocorridos após a final. “O futebol é um elemento unificador da sociedade, de união, de paz, de harmonia. Existem outros aspectos desagradáveis, e esse é um deles, que precisa ser destacado para que não se repita. É intolerável e inadmissível. Cada órgão toma a decisão que deve tomar. O que não pode acontecer é transmitir uma imagem, diante de mais de dois bilhões de pessoas, como a que os espectadores viram nessa final, tão desagradável”, enfatizou.

“Nossos jogadores foram as vítimas; ninguém teve nada a ver com nenhum desses confrontos; eles foram os prejudicados em todas essas situações. Vamos afastar esses comportamentos do mundo do futebol, porque o futebol merece coisas mais edificantes, mais educativas”, continuou.

Além disso, ele explicou que não recebeu nenhum pedido de desculpas por parte da AFA, mas conversou com o técnico da Albiceleste, Lionel Scaloni. “Não, mas eu, a título particular, recebi mensagens. Scaloni é um técnico com quem tenho um ótimo relacionamento, é um amigo e, além disso, é uma pessoa com valores e princípios, que ama a Espanha e A Coruña, onde jogou pelo Real Club Deportivo de A Coruña. Sei que ele não gostou desse comportamento, e alguns jogadores também nos deixaram isso claro. Mas o mais importante é que isso não se repita e que tomem boa nota disso”, destacou.

Por outro lado, o técnico da Rioja avaliou a situação pela qual Ceuta está passando. “Em primeiro lugar, com os ceutianos, sempre, com os amigos que tenho lá, meus compatriotas. É preciso normalizar a situação e oferecer soluções, mas, antes de tudo, quem precisa recuperar sua vida são os ceutianos, que, de uma forma ou de outra, viram sua rotina interrompida. Se eles voltarem logo à normalidade, como pretendem, certamente outros problemas serão resolvidos. Mas, antes de tudo, insisto, os ceutianos”, afirmou.

Nesse sentido, ele se mostrou convencido de que isso não afetará a organização da Copa do Mundo de 2030. “Não há nenhuma oferta melhor, em todos os sentidos, do que a Espanha. Não apenas como país anfitrião, mas também quanto às possibilidades de disputar uma eventual final. Parece que, inicialmente, essa era a ideia. Defendo que essa proposta de disputar a final na Espanha, em Madri, seja a escolhida”, expôs.

De la Fuente também falou sobre a possibilidade de continuar como técnico até essa Copa do Mundo. “A vontade de ambas as partes é continuar. Estou muito feliz aqui, não considerei nenhuma outra opção além de permanecer na Federação Real Espanhola de Futebol. Estou onde quero estar, no momento em que quero estar, e quero continuar assim. E, por parte da Real Federação Espanhola de Futebol, há o mesmo entendimento. Será uma questão de tempo, teremos que conversar, mas quando duas partes querem se entender, com certeza se entendem”, ressaltou.

Por fim, ele reconheceu sua alegria pelo fato de Rodri ter assinado com o FC Barcelona e retornado à LaLiga. “Sempre defendi que os melhores jogadores do mundo têm que estar na nossa liga e, na minha opinião, os melhores jogadores do mundo são os jogadores espanhóis. Às vezes, nem acredito que outros tenham que ir embora”, indicou.

“Entendo como funciona o mercado, sei que às vezes não dá para competir com algumas ofertas de outros clubes estrangeiros, mas Zubimendi, Mikel Merino, Fabián... são jogadores que nunca deveriam ter saído da Espanha. Defendo o produto nacional”, afirmou, concluindo ao reconhecer que fica triste pelo fato de Ferran Torres ter se transferido para o Paris Saint-Germain. “Acho que ele deveria estar em um clube espanhol, em um grande clube, porque é um jogador de futebol extraordinário”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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