Jose Breton / AFP7 / Europa Press
MADRI, 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O técnico da seleção nacional de futebol, Luis de la Fuente, avisou que o “jogo” de Lamine Yamal “ainda está por vir” na Copa do Mundo de 2026, onde a Espanha enfrenta, nesta terça-feira, nas semifinais, uma França que conseguiu vencer os dois últimos confrontos.
“A grande partida de Lamine ainda está por vir nesta Copa do Mundo; sei que ele está extremamente motivado. Só precisamos acalmar um pouco a ansiedade dele. É um processo de experiência e maturidade. Certamente Mbappé também passou por isso há alguns anos”, disse ele neste domingo sobre o astro da seleção, em entrevista ao programa El Larguero, da Cadena Ser, divulgada pela Europa Press.
De la Fuente demonstrou confiança de que o jogador do FC Barcelona venha a brilhar como um dos melhores jogadores do mundo, mas também expressou sua confiança em toda a equipe. “Que sorte. É que, na vida, não acredito em sorte, acredito no trabalho; tudo está planejado. É preciso criar essa situação para marcar. Quem acredita na sorte, acho fantástico; eu não acredito na sorte, mas sim no trabalho, no esporte. Me incomoda falar de sorte, porque alguns diziam que o Nadal tinha sorte. Não, eram horas e horas de treino”, afirmou, após os gols de última hora de Mikel Merino.
Por outro lado, o técnico da “La Roja” foi questionado sobre a França. “Somos duas seleções totalmente opostas. Eles se sentem muito à vontade no contra-ataque e nós temos que continuar impondo nosso controle. Sabendo que temos uma desvantagem, que nos expomos demais. Até agora, temos dois jogadores espetaculares na defesa, também graças ao trabalho que é feito na frente. Se for preciso mudar alguma coisa, mudaremos, mas nos dois últimos jogos contra a França fomos capazes de vencer com o nosso estilo”, comentou.
Além disso, De la Fuente falou sobre a reserva de Pedri contra a Bélgica. “Pedri não pode jogar conosco da mesma forma que joga no Barça, porque nossa ideia de jogo é diferente. Podemos ter certas semelhanças, mas é diferente e os jogadores são diferentes. Temos jogadores como o Rodrigo ou o Zubimendi, que também influenciam o desempenho de quem joga ao lado deles, e vice-versa”, afirmou.
“Ele nunca pode jogar da mesma forma que joga no seu clube, porque aqui exigimos outras coisas, mas, pelo seu talento, ele consegue. Já conversei várias vezes com ele sobre futebol e ele também se sente muito à vontade. Haverá quem goste de como ele joga no Barça — eu também gosto, por isso ele está aqui — e eu adoro como ele joga na seleção, levando em conta que, como companheiros de equipe, ele também tem os melhores do mundo”, acrescentou.
Por outro lado, o técnico da Rioja confessou que Nico Williams e Víctor Muñoz também terão “um papel importante no decorrer” do que “resta do Campeonato”. “Essas coisas dependem mesmo da sorte: um acidente, uma lesão, não ter nenhum problema de saúde. A gente trabalha e tem informações em primeira mão, sabemos se ele tem chances de se recuperar ou não. Em relação ao De Merino, tínhamos certeza de que ele estaria pronto. Fomos até Londres para acompanhar os treinos”, confessou.
“Nós não mudamos, continuamos com a mesma ideia com que começamos o Mundial, o mesmo processo planejado. Estamos no momento em que queremos estar, no lugar e da maneira que queremos estar”, acrescentou, elogiando Rodrigo. “Rodrigo é um jogador muito importante, mas acho injusto colocar a culpa nele; ele é nosso capitão, o eixo da equipe. Temos um potencial tremendo, temos dois jogadores por posição, de nível mundial”, concluiu.
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