Publicado 17/07/2026 20:01

Luis de la Fuente: “Estou nervoso porque vamos voltar de helicóptero; fora isso, estou super tranquilo”

"Há muitos jogadores aos quais precisamos ficar atentos"

Luis de la Fuente, coletiva de imprensa antes da final da Copa do Mundo de 2026
Europa Press/Contacto/Heuler Andrey

MADRI, 18 jul. (EUROPA PRESS) -

O técnico da seleção nacional de futebol, Luis de la Fuente, confessou estar “muito tranquilo” diante da final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e que só fica “nervoso” com as viagens de helicóptero, pensando em aproveitar um cenário único contra uma Argentina que é muito mais do que Leo Messi.

“Já é um luxo estar em uma final; não sou de frases feitas, o importante é chegar a uma final. Eu aceitaria chegar todos os anos a uma final de Copa do Mundo e perdê-la, mas o importante é chegar à final. Vamos aproveitar o momento, não dar muita importância ao adversário e jogar”, afirmou na coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira.

De la Fuente, que confessou ter pedido conselhos a um “sábio” como Vicente del Bosque, falou sobre estilos semelhantes nas duas seleções, sem querer rotular a atual campeã de rude ou agressiva. “É um espetáculo grandíssimo, duas superequipes, com semelhanças em talento e comportamento. Cada um tentará levar a partida para onde nos convém, mas tanto a Espanha quanto a Argentina buscam uma partida em que o bom futebol prevaleça sobre qualquer outra circunstância. Os árbitros também estão lá para contribuir com o espetáculo”, disse ele.

“Respeito as opiniões, dentro dos limites do respeito, mas tenho uma admiração extraordinária por uma seleção que fez o que ninguém jamais fez na história, além de ser comandada por um amigo meu. É admiração e reconhecimento. Cada um de nós vai usar suas armas; é uma partida de futebol, e quem melhor dominar essas situações e minimizar os pontos fortes do adversário estará mais perto da vitória. Sempre fiéis ao nosso estilo”, acrescentou.

Por outro lado, De la Fuente quebrou o gelo com humor e sinceridade ao falar sobre seu nervosismo diante da segunda final da Copa do Mundo da seleção masculina espanhola. “Estou bastante nervoso porque vamos voltar de helicóptero; isso me deixa nervoso, o resto não. Estou super tranquilo, queremos aproveitar esse grande momento. Ter todos os sentidos voltados para essa partida difícil, ter tudo sob controle para lutar pela vitória”, destacou.

Além disso, o técnico da Rioja tranquilizou quanto à condição física de Lamine Yamal e não quis fazer comparações com Messi. “Lamine está bem, hoje todos treinaram bem. São os momentos mais críticos, que não haja contratempos. Lamine tem que ser o Lamine. Messi é único, um exemplo para os mais jovens, com a idade que tem, nesta Copa do Mundo espetacular, mas Lamine, da melhor maneira que podemos ajudá-lo, é apoiá-lo para que seja o Lamine que conhecemos, porque ele também tem um futuro espetacular”, comentou.

“Ele levou uma pancada forte na coxa durante o pênalti. Ontem, sentia um leve incômodo e decidimos que ele descansasse. Hoje ele participou normalmente, não há nenhum problema com ele”, acrescentou sobre o ponta do FC Barcelona.

Além disso, De la Fuente insistiu que o segredo do sucesso é “trabalhar” e “cercar-se de bons companheiros”, além da capacidade de “se adaptar” que demonstraram em uma Copa do Mundo repleta de novidades, calor e viagens. “Antes de começarmos essa jornada, expliquei aos jogadores como essa Copa do Mundo se desenrolaria: ‘é assim que vai ser’. Desde aquele dia até hoje, nem uma repreensão, nem uma reclamação. O que hoje nos parece estranho talvez, daqui a alguns anos, seja comum. Como não dá para mudar isso, vamos aproveitar”, explicou.

O técnico da “La Roja” falou sobre as viradas da Argentina e sobre as semelhanças com sua seleção, que também se devem aos comandos técnicos. “Eles tiveram essas viradas, mas nós passamos por situações semelhantes. Temos muitas semelhanças; tanto Scaloni quanto eu compartilhamos muitos conceitos e valores, que são o que movem essas seleções. Nessa igualdade, é preciso tentar vencer nos detalhes, ser mais fiéis à nossa ideia e tentar nos impor”, confessou.

“Falando do Messi, eu o conheci quando treinava no Sevilla, e jogamos uma partida contra o Barcelona. Tinham me falado muito bem de um garoto, o Messi. No começo, fizemos uma marcação individual nele. Aos 70 minutos, com o placar em 0 a 0, quando o jogador que o marcava recebeu um cartão, eu troquei de marcador e, em 15 minutos, ele marcou quatro gols contra a gente. O que isso significa? Vamos fazer marcação individual nele? Não. Vamos ficar muito atentos a ele? Sim, mas exatamente da mesma forma que eles vão ficar muito atentos aos nossos jogadores. O que acontece é que, nessa partida, há muitos jogadores, tanto na Espanha quanto na Argentina, aos quais precisamos ficar atentos”, alertou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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