Jose Breton / AFP7 / Europa Press
"Continuo admirando Marcelo Bielsa"
"Pedri precisa se adaptar a jogar de uma maneira diferente daquela do seu clube"
MADRID, 27 jun. (EUROPA PRESS) -
O técnico da seleção nacional de futebol, Luis de la Fuente, destacou que a proposta do Uruguai nesta sexta-feira esteve “nos antípodas do futebol” que entende a Espanha, que venceu (0 a 1) apesar de ter sido levada ao limite e com “extrema dureza”, para avançar às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 como líder do Grupo H.
“Continuo admirando Marcelo Bielsa; os jogos são disputados pelos jogadores. Seria uma partida de máxima exigência e temos que aceitar as circunstâncias. Não é o tipo de partida mais confortável, mas é para isso que servem os árbitros. Fomos levados ao limite, com extrema dureza, e estivemos à altura das circunstâncias”, afirmou.
O técnico da “La Roja” iniciou a coletiva de imprensa no Akron, em Guadalajara (México), expressando suas condolências a Didier Deschamps pela morte de sua mãe e enviando palavras de ânimo a Joaquín Caparrós, sobre quem se soube nesta mesma sexta-feira que sofre de câncer de cólon. De la Fuente não quis criticar o jogo do Uruguai, mas se distanciou do estilo deles.
“Cada partida é diferente. Certamente temos outros pontos fortes e valorizamos outro tipo de jogo, mas é preciso vencer todos os tipos de partidas; mesmo que não tenha sido brilhante, estivemos à altura. Era uma exigência máxima; mantivemos um alto nível de concentração, sem cair em muitas provocações”, afirmou.
“A cada dia, meus jogadores querem ser melhores. Um jogo que estava nos antípodas do futebol que conhecemos, e eles estiveram à altura. Apitar é muito difícil; entendo que existem ferramentas, como o VAR, que devem ajudar. Espero disputar partidas normais daqui em diante. Não quero me meter em encrenca e não vou falar nada sobre os árbitros”, acrescentou.
Por outro lado, o técnico da Rioja destacou que Nico Williams terminou a partida com algumas dores e lamentou que Yeremy Pino possa ter que dizer adeus à Copa do Mundo devido a uma contusão na clavícula. Além disso, De la Fuente se orgulhou dos “34 jogos sem derrota”. “Superamos o Brasil, isso é motivo de orgulho e mais orgulho ainda. Estamos no caminho certo para alcançar o objetivo que tínhamos ao chegar aqui: a final”, afirmou.
“Sou muito exigente; gostaríamos de estar melhor do que estamos, mas estamos muito bem”, destacou, ao falar sobre aspectos a serem melhorados, sobretudo “na fluidez e na velocidade do jogo”. “Tivemos meia hora fantástica contra a Arábia; hoje foi difícil encadear passes; nisso precisamos nos esforçar, para que a bola circule mais, na velocidade a que estamos acostumados”, explicou.
Por outro lado, De la Fuente foi questionado mais uma vez sobre a posição de Pedri, que não consegue brilhar tanto quanto no FC Barcelona. “Pedri é um jogador versátil. A seleção espanhola não é só o Pedri. Ele precisa se adaptar a jogar de uma maneira diferente daquela que joga no clube, porque aqui as exigências são outras. Ele entende isso e nos mostra isso. Não sei se ele vai gostar mais ou menos, mas adoro a maneira como ele joga pela seleção”, concluiu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático